A Polícia Federal (PF) informou em nota, nesta sexta-feira (21), ter investigado e fechado empresas clandestinas de segurança patrimonial que atuavam na Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP 30), em Belém (PA). Foram lavrados quatro autos de infração e fechadas duas empresas.
Além disso, a corporação apreendeu detectores de metal e radiocomunicadores utilizados indevidamente. A PF mobilizou 20 agentes nas ações. Além das áreas da COP 30, os agentes também fiscalizaram um barco usado como hospedagem pelos participantes do evento.
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“As equipes constataram desde a ausência de comunicações obrigatórias das empresas à Polícia Federal — que devem informar, com antecedência mínima de 24 horas, a escala e os dados dos vigilantes atuantes — até a identificação de empresas clandestinas de vigilância patrimonial e segurança de evento sem autorização”, disse o comunicado divulgado pela Agência Brasil.
“Tudo em ordem”
A reportagem da Gazeta do Povo veio à COP 30, que retornou, por meio de nota, que a presença da PF “reforça exatamente a nossa preocupação com o cumprimento específico das normas e com a proteção de todos os participantes” e que a “fiscalização demonstra que os mecanismos de controle estão funcionando”.
A vistoria ocorreu após um incêndio na COP 30. O fogo atingiu um pavilhão do evento na tarde de quinta-feira (20), com início na “Zona Azul”. Os debates entre diplomatas foram interrompidos e toda a área foi evacuada. Houve correria, tumulto e pelo menos três pessoas foram hospitalizadas, enquanto 13 foram atendidas por inalação de fumaça.
O incêndio foi o exemplo mais recente e grave de uma série de falhas na organização da conferência mundial do clima. Os problemas resultaram de uma crise de preços exorbitantes de hospedagem — que levaram delegações —, invasão de manifestantes, falta de comida em restaurantes e até banheiros interditados por falta de água. Agora, com a ação da PF, empresas de segurança clandestinas somam-se à lista de irregularidades.













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