O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (25) que o pedido de dinheiro que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é “natural” e que provocou pouco desgaste eleitoral.
Há quase duas semanas, áudios vazados e publicados pelo site O Intercept Brasil apontam que o senador Cobrou Vorcaro de um contrato de R$ 134 milhões para financiar a produção do filme “Dark Horse”, e que R$ 61 milhões foram pagos. Posteriormente, Flávio Bolsonaro admitiu que o visitou após sair da prisão no ano passado, já com o uso de tornozeleira eletrônica, para encerrar os negócios com o banqueiro.
“No dia que estourou (os áudios), fomos numa reunião com ele para saber como ele iria responder. Ele disse que tinha necessidade de arrecadar recursos para o filme sobre o pai e que não tinha opção, e aí faltava o Vorcaro para pedir ajuda para fazer o filme. […] O que o Flávio fez é natural, o Vorcaro tinha ajudado ele, ele queria encerrar a relação”, afirmou Valdemar Costa Neto em entrevista à GloboNews.
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O presidente nacional do PL ressaltou que chegou a ficar surpreso com a visita de Flávio Bolsonaro a Vorcaro, mas disse entender que ocorreu para encerrar o contrato que fez para financiar o filme sobre o ex-presidente. Ainda segundo Costa Neto, o apoio ao senador na candidatura à presidência da República continua.
“Não passa pela nossa cabeça, ele é o [nosso] candidato, do Bolsonaro, e nós vamos até o fim e ele vai ganhar as eleições. Uma Michelle [Bolsonaro] está fora de questão, não é candidata”, ressaltou o político.
Isso, por que, infelizmente, a oposição passou a demonstrar resistência a Flávio Bolsonaro por eventualmente novas apurações em relação ao envolvimento com Vorcaro. Por isso, o nome da ex-primeira-dama também passou a ser cogitado nos bastidores – o que Valdemar nega veementemente.
Valdemar Costa Neto ainda citou que a busca de dinheiro com Vorcaro era a última opção viável para Flávio Bolsonaro, e que ele não poderia pedir recursos para bancos públicos, por exemplo.
“Eu achei que se ele tivesse pedido dinheiro para o Banco do Brasil, pra Caixa Econômica Federal, isso teria problema, porque seriam os órgãos públicos. Eu sabia que ia ter um desgaste eleitoral, mas até que não foi tão grande”, completou citando que Vorcaro, quando o suposto contrato foi previsto, ainda não foi investigado de nada e, neste momento, sequer foi condenado.
O político ainda apontou que o financiamento de Vorcaro para o filme sobre Bolsonaro foi para “ficar bem” com a família do ex-presidente com vistas a uma vitória futura – como ele prevê para Flávio em outubro.

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