Novo áudio obtido por VEJA e publicado na edição deste semana mostra o relato da irmã de Daniel Vorcaro sobre a vida do ex-banqueiro na prisão. Pessoas que tiveram contato com o ex-dono do Master na Papudinha contam que o nível de estresse dele aumentou consideravelmente nos últimos dias. Uma das visitantes mais assíduas é a advogada Natália Vorcaro Zettel, que, além de irmã dele, é mulher de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, também preso em meio às investigações sobre o Master. Leia a reportagem completa.
“Ele está em pânico”, desabafa Natália em um áudio de uma conversa recente obtida por VEJA. Segundo a irmã do ex-banqueiro, o medo dele é voltar a um presídio de segurança máxima, com muito mais restrições. De acordo com Natália, são as lembranças dele sobre uma temporada de treze dias na Penitenciária Federal de Brasília, dentro de uma cela de 9 metros quadrados: “Ele passou por tortura na prisão máxima, sem água, sem comida, sem contato externo, com a luz ligada 24 horas piscando. E eles estão falando que vão colocar ele no mesmo lugar. Mas ele está em pânico, ele está em pânico”. Ouça o áudio a seguir:
A vida de Vorcaro na Papudinha ficou pior depois da reportagem de capa de VEJA da semana passada, que mostrou com áudios e documentos parte das informações que o ex-banqueiro já se dispôs a entregar às autoridades competentes. Na matéria em questão, Vorcaro diz ter pago 30 milhões de reais para ajudar no financiamento do documentário sobre Lula, de Oliver Stone, além de um valor não revelado ao Instituto Lula, sendo tudo isso uma espécie de “pedágio” para ter acesso aos fundos de pensão das estatais.
O ex-banqueiro disse ter levado, por meio de seus advogados, essas informações à Procuradoria-Geral da República. Diálogos do celular do ex-dono do Master — apreendido pela Polícia Federal —, reproduzidos na reportagem de VEJA, comprovam que, depois disso, Vorcaro teve encontros com Alexandre Padilha, então ministro de Relações Institucionais de Lula, e contou com a ajuda de auxiliares dele para realizar uma série de reuniões em instituições como Postalis, Previ e Petros para tratar de um negócio que renderia aos cofres do Master 10 bilhões de reais. Em sua proposta de delação, o ex-banqueiro diz que, em contrapartida, pagaria a esses operadores uma propina de 10% sobre o dinheiro arrecadado. Ouça o áudio divulgado na edição passada:
Fonte: Abril

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