Um dos maiores partidos do Brasil, o MDB é também uma legenda que abrange diferentes linhas ideológicas, das mais próximas à esquerda às alinhadas com a direita. É neste último grupo que está o deputado federal catarinense Rafael Pezenti, que defende que a sigla se afaste do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Se estivéssemos com o PT, seria a extinção de um partido histórico”, afirma Pezenti ao destacar a decisão da direção nacional do MDB, de não fazer parte da chapa que buscará a reeleição de Lula. A declaração foi feita ao programa Café com a Gazetada Gazeta do Povo, e você pode assistir a entrevista completa clicando aqui.
O parlamentar, declaradamente de direita, ajudou a liderar um manifesto afirmando que o MDB não se aproximaria do PT nas próximas eleições. Na avaliação dele, caso isso ocorresse, teria uma debandada em diversas regiões do país. “O MDB hoje não vive seu melhor momento e, se seguir esse caminho [de apoio ao PT]terminaria como o PSDB, que está em extinção. Ou o partido adota uma postura diferente, como faremos agora, ou caminharemos para o fim”, analisa.
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“O Catarinense ainda não absorveu a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro”
Pezenti comentou a corrida pelo Senado em Santa Catarina, onde a direita tem, até aqui, três nomes para as duas vagas em disputa: Espiridião Amin (PP), Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro (ambos do PL). Apontando um “cenário embaralhado”, o parlamentar após nos nomes de Amin e de Toni.
“O eleitor catarinense ainda não absorveu bem a ideia de um vereador que sai do Rio de Janeiro para vir a Santa Catarina em cima do laço disputar o Senado”, diz Pezenti sobre a pré-candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Deputado cita esquerda e defende atuação nas bases
Com forte atuação junto ao agronegócio, Rafael Pezenti defende um trabalho junto às bases, seguindo um modelo usado pela esquerda. “A esquerda fez um trabalho de construção lento e bem-feito: começou nas comunidades de base da igreja, passou pelos sindicatos, universidades e educação básica. O Lula foi apenas a cereja do bolo. Em 2018, trocamos a cereja, mas o bolo continuava corrompido.”
Nessa linha, o deputado conta que vem trabalhando para convencer as pessoas de que a esquerda é contra quem produz. “Um Estado inchado é ruim e as fórmulas prontas da esquerda punem quem trabalha com impostos e preços altos. Não queremos favorecer nem Bolsa Família; queremos condições para trabalhar”, conclui.

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