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Operação mira contrato de empresa ligada ao filme de Bolsonaro com SP

Por Redação
1 de junho de 2026
Em Notícias
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Operação mira contrato de empresa ligada ao filme de Bolsonaro com SP
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (1º) uma operação para investigar suspeitas de irregularidades em um contrato firmado entre a prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pelo produto pelara de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Batizada de “Operação Wi-Fi Livre SP”, a ação visa possíveis fraudes em um acordo firmado para a implantação de pontos de internet gratuitos em comunidades da capital paulista. O contrato, inicialmente firmado em R$ 108 milhões, teria recebido aditivos que elevaram o valor total para R$ 157,1 milhões, dos quais pelo menos R$ 26 milhões foram pagos sem a efetiva prestação dos serviços previstos, segundo as investigações.

“O Instituto Conhecer Brasil é o principal alvo da apuração. Também são cumpridas diligências em endereços ligados a empresas que foram subcontratadas para a implantação de serviços. Houve ainda busca na Secretaria Municipal para obtenção de contratos, prestações de contas e documentos relacionados ao termo de colaboração”, afirmou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) à Gazeta do Povo.

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São cumpridos oito mandatos de busca e apreensão autorizados pela 1ª Vara Regional das Garantias. Entre os alvos estão o Instituto Conhecer Brasil, a produtora Go UP Entertainment, direcionado ao presidente da entidade e à Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT), responsável pela parceria com a organização.

O foco da investigação, segundas apurações do G1 eu faço UOLé um contrato que prevê a instalação de cinco mil pontos públicos de wi-fi em regiões periféricas da capital paulista dentro do programa municipal “Wi-Fi Livre”. Os pesquisadores apuraram possíveis irregularidades, incluindo suspeitas de direcionamento no processo de seleção da entidade responsável pela execução do projeto.

Segundo a purificação policial, o ICB foi o único participante do chamado e não possuía histórico relevante na área de telecomunicações. As investigações apontam que a organização tinha técnicas de atuação em feiras literárias e eventos de natureza religiosa, sem experiência técnica comprovada para executar um projeto de grande porte no setor de conectividade.

UM Gazeta do Povo tente contato com a Go UP Entertainment, o espaço segue aberto para manifestações.

Em nota, a prefeitura de São Paulo negou qualquer irregularidade e afirmou que “repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos”. A administração municipal declarou que “o contrato do Instituto Conhece o Brasil rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade” e informou que está colaborando com as autoridades responsáveis ​​pela investigação.

“O chamado público, aberto por 30 dias para qualquer entidade interessada, ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme incluída, e o processo cumpriu todas as exigências legais”, disse a prefeitura em nota (veja na íntegra mais abaixo).

Em outra frente da investigação, a Polícia Civil apura se os recursos do contrato foram direcionados do ICB para a Go UP. Em meados de maio, uma apuração do site Interceptar Brasil revelou uma troca de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, em que cobrava recursos prometidos para o financiamento do filme sobre o ex-presidente.

A apuração revelou a existência de um contrato de R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 foram pagos. Flávio Bolsonaro confirmou a troca de mensagens com Vorcaro e disse que a busca por recursos ocorreu de forma privada. Posteriormente, ele ainda admitiu que visitou o logotipo do banqueiro após a primeira prisão e liberou com medidas cautelares após a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro do ano passado.

A visita, segundo disse, foi para romper o contrato e partir para a busca de outros investidores para o filme.

O que dizem os citados

Veja abaixo o que disse a prefeitura de são paulo sobre a operação desta segunda-feira (1º):

A Prefeitura de São Paulo informa que colabora com as investigações em andamento e segue à disposição das autoridades, tendo já fornecidas informações. Todo o material solicitado na manhã desta segunda-feira já foi encaminhado às autoridades e é, desde sempre, de acesso público através da prestação de contas do município.

A administração ressalta que o programa funciona normalmente na cidade e pode ser acompanhado em tempo real no link por volta das 9h desta segunda-feira, dos 3,2 mil pontos contratados pela prefeitura, apenas 52 estavam off-line e passandom por manutenção. Não houve pagamento por parte da administração para 5 mil pontos. O aditivo em questão é exclusivamente para manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades periféricas da cidade.

A prefeitura reforça que todas as prestações de contas, com documentos, notas fiscais, contratos e outras informações estão no sistema SEI, que é público. O processo também passou pelo acompanhamento do Tribunal de Contas do Município (TCM). A Prefeitura repudia veementemente as ações de desvios de recursos públicos, uma vez que o contrato do Instituto Conhecer Brasil viola rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade. Vale lembrar que o chamado público, aberto por 30 dias para qualquer entidade interessada, ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme mencionado, e o processo cumpriu todas as exigências legais.

Para 2026, o custo estimado na parceria com o instituto corresponde a R$ 1.280,80 por ponto/mês, significativamente menor do que as propostas recebidas em 2022 de R$ 2.026,26 por ponto/mês e R$ 5.092,14 por ponto/mês.

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Tags: bolsonarocontratoempresafilmeflavio bolsonaroJairBolsonaroligadamiraoperaçãoprefeitura de são pauloSão Paulo
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