Ônibus do Rio começa a deixar de aceitar dinheiro, e os passageiros relatam dificuldades com medida
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O ônibus do Rio começa a deixar de aceitar dinheiro, e os passageiros relatam dificuldades No painel do ônibus, o aviso: nada de dinheiro. Desde domingo, os passageiros da linha 634, que liga a Ilha do Governador à Tijuca, só conseguem embarcar usando os cartões Jaé, Riocard ou pelo aplicativo. A mudança trouxe muita gente de surpresa. A auxiliar de serviços gerais Valani Oliveira descobriu uma nova regra na hora de embarcar e acabou ficando sem conseguir voltar para casa. “Só tenho dinheiro hoje. Não aparece ninguém pra passar o cartão. Roubaram o meu Jaé, vou ter que pedir outro. Tenho que esperar daqui a quinze dias para pegar o meu Jaé e agora não consigo ir embora”, contornou. A passageira Márcia Correa também só tinha dinheiro nas mãos e precisavau mudar a trajetória. Ônibus do Rio começa a deixar de aceitar dinheiro, e passageiros relatam dificuldades com medida Reprodução/TV Globo “Pra mim foi péssimo. Eu estou tendo que esperar o outro ônibus, o 635, que recebe dinheiro, porque esse do BRT não tá recebido. Pra mim foi horrível”, disse. A linha 634 é a primeira do município a operar exclusivamente com pagamento eletrônico. A partir de 30 de maio, todos os ônibus municipais do Rio deixarão de aceitar dinheiro em espécie, regra que já vale para o BRT e o VLT. Outra mudança prevista para o fim do mês afeta a integração tarifária. Quem utiliza mais de um ônibus poderá fazer a integração usando os cartões pretos do Jaé ou o aplicativo. Turistas e visitantes poderão utilizar o cartão unitário verde ou o app. Já o Riocard continua sendo aceito nas integrações intermunicipais. Nesta terça-feira, a Secretaria Municipal de Transportes atualizou os números sobre o uso de dinheiro nos coletivos da cidade. Segundo a pasta, 8% das passagens ainda são pagas em espécie — cerca de 220 mil embarques por dia. A mudança preocupa passageiros como Oswaldo, que não possuem cartão nem familiaridade com aplicativos e internet. Também nesta terça, a Comissão de Transporte e Trânsito da Câmara dos Vereadores do Rio realizou uma audiência pública para discutir os impactos do fim do pagamento em dinheiro nos ônibus municipais. O encontro reuniu representantes da prefeitura, empresários do setor e passageiros. Durante a audiência, a prefeitura anunciou que todas as bancas de jornal do município também passarão a vender cartões do sistema, além dos estabelecimentos credenciados, bilheterias e máquinas de autoatendimento. Segundo a Secretaria de Transportes, a medida pretende ampliar o acesso da população ao novo sistema. Com as bancas, os passageiros terão cerca de 2 mil pontos de venda espalhados pela cidade. O Rio possui aproximadamente 7,5 mil pontos de ônibus. Mesmo assim, nesta tarde, uma reportagem encontrou passageiros com dificuldades para localizar pontos de recarga dos cartões. A Secretaria Municipal de Transportes informou ainda que a concessão do pagamento em dinheiro será contínua aos transportes complementares, como vans e cabritinhos, mas ainda não há previsão para que a medida entre em vigor.
O ônibus do Rio começa a deixar de aceitar dinheiro, e os passageiros relatam dificuldades No painel do ônibus, o aviso: nada de dinheiro. Desde domingo, os passageiros da linha 634, que liga a Ilha do Governador à Tijuca, só conseguem embarcar usando os cartões Jaé, Riocard ou pelo aplicativo. A mudança trouxe muita gente de surpresa. A auxiliar de serviços gerais Valani Oliveira descobriu uma nova regra na hora de embarcar e acabou ficando sem conseguir voltar para casa. “Só tenho dinheiro hoje. Não aparece ninguém pra passar o cartão. Roubaram o meu Jaé, vou ter que pedir outro. Tenho que esperar daqui a quinze dias para pegar o meu Jaé e agora não consigo ir embora”, contornou. A passageira Márcia Correa também só tinha dinheiro nas mãos e precisavau mudar a trajetória. Ônibus do Rio começa a deixar de aceitar dinheiro, e passageiros relatam dificuldades com medida Reprodução/TV Globo “Pra mim foi péssimo. Eu estou tendo que esperar o outro ônibus, o 635, que recebe dinheiro, porque esse do BRT não tá recebido. Pra mim foi horrível”, disse. A linha 634 é a primeira do município a operar exclusivamente com pagamento eletrônico. A partir de 30 de maio, todos os ônibus municipais do Rio deixarão de aceitar dinheiro em espécie, regra que já vale para o BRT e o VLT. Outra mudança prevista para o fim do mês afeta a integração tarifária. Quem utiliza mais de um ônibus poderá fazer a integração usando os cartões pretos do Jaé ou o aplicativo. Turistas e visitantes poderão utilizar o cartão unitário verde ou o app. Já o Riocard continua sendo aceito nas integrações intermunicipais. Nesta terça-feira, a Secretaria Municipal de Transportes atualizou os números sobre o uso de dinheiro nos coletivos da cidade. Segundo a pasta, 8% das passagens ainda são pagas em espécie — cerca de 220 mil embarques por dia. A mudança preocupa passageiros como Oswaldo, que não possuem cartão nem familiaridade com aplicativos e internet. Também nesta terça, a Comissão de Transporte e Trânsito da Câmara dos Vereadores do Rio realizou uma audiência pública para discutir os impactos do fim do pagamento em dinheiro nos ônibus municipais. O encontro reuniu representantes da prefeitura, empresários do setor e passageiros. Durante a audiência, a prefeitura anunciou que todas as bancas de jornal do município também passarão a vender cartões do sistema, além dos estabelecimentos credenciados, bilheterias e máquinas de autoatendimento. Segundo a Secretaria de Transportes, a medida pretende ampliar o acesso da população ao novo sistema. Com as bancas, os passageiros terão cerca de 2 mil pontos de venda espalhados pela cidade. O Rio possui aproximadamente 7,5 mil pontos de ônibus. Mesmo assim, nesta tarde, uma reportagem encontrou passageiros com dificuldades para localizar pontos de recarga dos cartões. A Secretaria Municipal de Transportes informou ainda que a concessão do pagamento em dinheiro será contínua aos transportes complementares, como vans e cabritinhos, mas ainda não há previsão para que a medida entre em vigor.[/gpt3]

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