O Partido Novo questiona no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 35 medidas adotadas pelo governo Lula em 2026 sob a alegação de uso da máquina pública para favorecer a reeleição. A ação foi admitida nesta quinta, 5. No Ponto de Vista, de VEJA, o deputado federal eleito Henrique Mecabô (Novo-PR) defendeu a iniciativa, mas foi questionado sobre benefícios concedidos por Jair Bolsonaro durante a campanha de 2022 (este texto é um resumo do vídeo acima).
Na entrevista conduzida por Laísa Dall’Agnol, nesta sexta-feira, 6, Mecabô afirmou que a ação reúne medidas com impacto próximo de 100 bilhões de reais. “O dinheiro do contribuinte brasileiro não pode ser combustível para manutenção do poder”, declarou. O editor Ricardo Ferraz contrapôs que a comparação apresentada pelo partido se concentra nos mandatos de Lula e deixa de fora iniciativas semelhantes do governo anterior.
O que o Novo alega contra a chapa Lula-Alckmin?
Segundo Mecabô, o partido mapeou medidas editadas entre janeiro e 16 de outubro e sustenta que o governo ultrapassou os limites de sua atuação para buscar a reeleição. O deputado eleito afirmou que a Corregedoria-Geral Eleitoral permitiu o prosseguimento da investigação e concedeu prazo de cinco dias para a apresentação da defesa da chapa Lula-Alckmin.
Para sustentar a acusação, Mecabô comparou a quantidade de iniciativas que o Novo classificou como de benefício direto à população: 17 em 2023, quatro em 2024, catorze em 2025 e 35 em 2026. Dessas últimas, segundo ele, doze foram adotadas entre 16 de agosto e 16 de outubro. A classificação das medidas como eleitoreiras é um argumento do partido na ação.
Quais medidas foram citadas na entrevista?
Mecabô mencionou um aumento do Bolsa Família anunciado às vésperas da eleição, ao qual atribuiu custo próximo de 6 bilhões de reais, e medidas relacionadas aos combustíveis que, segundo seu levantamento, somam 40 bilhões de reais. Também citou o Desenrola 3.0 e o recuo do governo em relação à chamada taxa das blusinhas.
Na avaliação do deputado eleito, essas iniciativas influenciam a percepção sobre o governo e podem afetar a decisão de eleitores mais vulneráveis. Ele afirmou que a ação poderia resultar em inelegibilidade por oito anos. O avanço processual relatado, porém, não representa uma decisão sobre a procedência das acusações.
Por que Bolsonaro entrou no debate?
“O senhor está comparando o Lula com o Lula, mas não está comparando o Lula com o Bolsonaro”, questionou Ferraz. O editor citou o aumento do Auxílio Brasil e medidas para conter o preço dos combustíveis em 2022, além de cobrar uma explicação para a diferença de postura do Novo diante dos dois governos.
Mecabô respondeu que Bolsonaro havia sido barrado em algumas tentativas de aumento, afirmação contestada por Ferraz. Ao reiterar a acusação de que o governo teria usado benefícios para obter vantagem eleitoral, manteve a defesa da ação apresentada pelo partido.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
Fonte: Abril













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