Apresentado pelo governo Lula na COP 30, em Belém, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) busca remunerar países que conservam suas matas. Contudo, a iniciativa, que quer captar US$ 125 bilhões, gera desconfiança sobre suas opções financeiras e riscos à soberania nacional.
Qual a proposta do Fundo Florestas Tropicais para Sempre?
A ideia é mudar a lógica de ações para os investimentos. O fundo quer captar US$ 125 bilhões, aplicar esse dinheiro no mercado financeiro e usar os lucros para pagar cerca de US$ 4 por ano por cada hectare de floresta preservada. Os países só recebem o dinheiro se mantiverem o desmatamento sob controle, abaixo de 0,5% ao ano.
Por que a sustentabilidade financeira é questionada?
Seu modelo financeiro é inédito e arriscado. A iniciativa depende de captar bilhões de investidores, mas até agora só conseguiu promessas de US$ 5 bilhões. Seu sucesso também fica à mercê das variações do mercado financeiro. Crises ou lucros baixos podem afetar diretamente o repasse de dinheiro para os países.
Quais são os riscos à soberania dos países?
Especialistas alertam para o risco de o fundo se tornar uma “armadilha geopolítica”. Na prática, os países e as empresas que investem em dinheiro poderiam passar a ter poder para influenciar nas decisões internacionais das beneficiadas, limitando a autonomia sobre como gerenciar seus próprios territórios florestais.
Como o fundo pode entrar em conflito com o mercado de carbono?
Existe o risco de “dupla contagem”, ou seja, um mesmo hectare de floresta é usado para receber recursos do fundo e, ao mesmo tempo, para gerar créditos de carbono. Isso abre brecha para fraudes e lavagem verde – quando empresas ou governos apenas fingem ter práticas sustentáveis para melhorar sua imagem.
Quem será beneficiado e como os recursos serão distribuídos?
Essa é uma das grandes incertezas. Cerca de 70 nações poderiam receber os recursos, mas os critérios de seleção não são públicos. Da mesma forma, não há detalhes de como os 20% prometidos a povos indígenas e comunidades tradicionais serão distribuídos, o que pode abrir espaço para interferências políticas.
Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.
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