A Oxford Economics, consultoria econômica sediada no Reino Unido, acha que o Fundo Monetário Internacional exagerou em suas projeções mais recentes para a América Latina – e, em especial, para o Brasil.
Na edição de outubro de relatório Perspectiva Econômica Global, divulgada nesta semana, o fundo cortou a sua projeção para o crescimento brasileiro em 2026, de 2,4% pra 2,2%, e também para 2027, de 2,2% para 1,9% – na contramão da América Latina, que deve ter um pequeno aumento no crescimento no ano que vem.
Ainda assim, o FMI projeta que, a este ritmo de crescimento, o Brasil será capaz de avançar à posição de oitava maior economia do mundo no ano que vem.
Para a Oxford Economics, está exagerado. As projeções da consultoria para o Brasil são de um crescimento menor – e, no cenário em que Flávio Bolsonaro é eleito, ficam mais baixas ainda, já que a possibilidade de um ajuste fiscal mais firme deve acabar afetando o PIB.
“Nós concordamos com o FMI na visão de que o crescimento da América Latina deve ter uma pequena melhora no ano que vem, mas achamos que as projeções estão, no geral, um pouco otimistas demais”, disse a consultoria em um relatório nesta sexta-feira, 16. “Nós esperamos crescimentos menores do que o fundo para o Brasil e o Méximo, e performances relativamente melhores para a Argentina e o Chile em 2027 depois de um crescimento mais fraco neste ano.”
A projeção da Oxford para a América Latina é de um aumento do PIB conjunto de 1,9% em 2026 e 2,3% em 2027. Para o Brasil, a projeção para o ano que vem é de uma alta de apenas 1,4% – meio ponto percentual a menos do que diz o FMI. O enfraquecimento do crescimento brasileiro, de acorco com o relatório, “se deve aos números fracos da atividade econômica e à demanda global”.
A consultoria ainda vê um cenário muito apertado entre os candidatos Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva para ter um cenário claro de quem será o vencedor – mas, no caso de uma vitória do primeiro, à despeito de uma possível melhora na frente fiscal, a projeção para o PIB pode ficar ainda menor. “Esta projeção pode ficar ainda mais fraca no possível evento de Flávio Bolsonaro ganhar o segundo turno das eleições presidenciais no dia 25 de outubro, já que ele pode optar por uma consolidação fiscal mais rápida do que o presidente Lula.”
Fonte: Abril















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