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O Carnavalesco da Tijuca tentará mostrar Carolina Maria de Jesus além do sofrimento conhecido em sua obra

Por Redação
8 de fevereiro de 2026
Em Notícias
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O Carnavalesco da Tijuca tentará mostrar Carolina Maria de Jesus além do sofrimento conhecido em sua obra
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



O Carnavalesco da Tijuca tentará mostrar Carolina Maria de Jesus além do sofrimento conhecido em sua obra
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Carnavalesco da Tijuca quer mostrar Carolina Maria de Jesus além do sofrimento da obra A Unidos da Tijuca quer ir além da imagem conhecida no carnaval 2026. Ao escolher Carolina Maria de Jesus como enredo, a escola assume o desafio de apresentar ao público uma trajetória que vai muito além da dor e da pobreza frequentemente associada à autora de Quarto de Despejo. “A gente acha que conhece a Carolina, mas conhece só uma parte. O Carnaval dá a oportunidade de descobrir muito mais sobre a vida e a obra dela”, afirma o carnavalesco Edson Pereira. O desfile será assumidamente biográfico, mas sem cair em uma narrativa única de sofrimento. O objetivo é equilibrar os momentos difíceis da trajetória da escritora com suas conquistas, desejos e alegrias, transformando a biografia em identificação popular. “O maior desafio é fazer um carnaval biográfico que não seja só de tristeza. O Carnaval é uma grande festa, e a Carolina também viveu alegria”, explica. Ao longo do desfile, vida e obra caminham juntas. As histórias pessoais da escritora se misturam às páginas que ela escreveu, revelando uma mulher múltipla, complexa e profundamente atual. “As questões que a Carolina levantou no passado continuam muito presentes hoje. Isso faz com que as pessoas se reconheçam na trajetória dela”, diz o carnavalesco. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Apesar de ter vivido uma vida marcada por privações, Carolina Maria de Jesus tinha sonhos simples e cultivava a alegria à sua maneira. Era compositora, cantava, escrevia para radionovelas e prazeres de Carnaval. “Ela era uma mulher alegre. Vivia a felicidade do jeito dela, como muitas pessoas oprimidas vivem hoje. Às vezes não é sobre poder, é sobre oportunidade.” Essa leitura permite que o desfile trate a dor sem apagá-la, mas também sem deixar que ela seja o único eixo da narrativa. A escritora surge como uma grande personagem brasileira, exaltada na vida e celebrada na Avenida. “O samba é um manifesto. Ele autoriza a dor, mas coloca a Carolina no lugar de grande brasileiro”, afirma. Unidos da Tijuca 2026: veja o enredo e cante o samba A escritora Carolina Maria de Jesus e livros que escreveu Montagem/g1/Reprodução/Instituto Moreira Salles A escolha do enredo também dialoga diretamente com a comunidade da Unidos da Tijuca, que, segundo a escola, abraçou a proposta desde o início. “Esse é um carnaval feito para a comunidade. Quando o enredo dialoga com a realidade do povo, a comunidade se confirma. E quando isso acontece, metade do caminho já está percorrido.” A escola fecha na segunda-feira de Carnaval, e a expectativa é que o desfile deixe uma marca emocional forte no público. “Esse é um enredo de reflexão. Faz a gente pensar sobre o Brasil, sobre oportunidades e sobre reconhecimento.” A Tijuca é a última escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, dia 16. Edson Pereira, carnavalesco da Tijuca Alexandre Barreto/TV Globo
Carnavalesco da Tijuca quer mostrar Carolina Maria de Jesus além do sofrimento da obra A Unidos da Tijuca quer ir além da imagem conhecida no carnaval 2026. Ao escolher Carolina Maria de Jesus como enredo, a escola assume o desafio de apresentar ao público uma trajetória que vai muito além da dor e da pobreza frequentemente associada à autora de Quarto de Despejo. “A gente acha que conhece a Carolina, mas conhece só uma parte. O Carnaval dá a oportunidade de descobrir muito mais sobre a vida e a obra dela”, afirma o carnavalesco Edson Pereira. O desfile será assumidamente biográfico, mas sem cair em uma narrativa única de sofrimento. O objetivo é equilibrar os momentos difíceis da trajetória da escritora com suas conquistas, desejos e alegrias, transformando a biografia em identificação popular. “O maior desafio é fazer um carnaval biográfico que não seja só de tristeza. O Carnaval é uma grande festa, e a Carolina também viveu alegria”, explica. Ao longo do desfile, vida e obra caminham juntas. As histórias pessoais da escritora se misturam às páginas que ela escreveu, revelando uma mulher múltipla, complexa e profundamente atual. “As questões que a Carolina levantou no passado continuam muito presentes hoje. Isso faz com que as pessoas se reconheçam na trajetória dela”, diz o carnavalesco. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Apesar de ter vivido uma vida marcada por privações, Carolina Maria de Jesus tinha sonhos simples e cultivava a alegria à sua maneira. Era compositora, cantava, escrevia para radionovelas e prazeres de Carnaval. “Ela era uma mulher alegre. Vivia a felicidade do jeito dela, como muitas pessoas oprimidas vivem hoje. Às vezes não é sobre poder, é sobre oportunidade.” Essa leitura permite que o desfile trate a dor sem apagá-la, mas também sem deixar que ela seja o único eixo da narrativa. A escritora surge como uma grande personagem brasileira, exaltada na vida e celebrada na Avenida. “O samba é um manifesto. Ele autoriza a dor, mas coloca a Carolina no lugar de grande brasileiro”, afirma. Unidos da Tijuca 2026: veja o enredo e cante o samba A escritora Carolina Maria de Jesus e livros que escreveu Montagem/g1/Reprodução/Instituto Moreira Salles A escolha do enredo também dialoga diretamente com a comunidade da Unidos da Tijuca, que, segundo a escola, abraçou a proposta desde o início. “Esse é um carnaval feito para a comunidade. Quando o enredo dialoga com a realidade do povo, a comunidade se confirma. E quando isso acontece, metade do caminho já está percorrido.” A escola fecha na segunda-feira de Carnaval, e a expectativa é que o desfile deixe uma marca emocional forte no público. “Esse é um enredo de reflexão. Faz a gente pensar sobre o Brasil, sobre oportunidades e sobre reconhecimento.” A Tijuca é a última escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, dia 16. Edson Pereira, carnavalesco da Tijuca Alexandre Barreto/TV Globo[/gpt3]

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Tags: alémcarnavalescoCarolinaconhecidoJesusMariamostrarObrasofrimentosuatentaráTijuca
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