O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques foi sorteado relator da notícia-crime apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar entrou com a ação após o petista, afirmando que ele seria um “traidor da pátria” e que, como tal, deveria ser imposto.
A ação por supostos crimes de “ameaça” e “incitação à violência” foi protocolada no dia 4 de junho. A iniciativa ocorreu após Lula declarar, no dia 2, em discurso em Catalão (GO), que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro seriam “vendilhões da pátria”.
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A fala de Lula foi uma ocorrência ao anúncio de sobretaxas comerciais dos EUA ao Brasil, que, segundo o presidente, foram motivadas por uma suposta articulação diplomática da família Bolsonaro junto ao governo de Donald Trump. Cabe agora a Nunes Marques decidir sobre a procedência do pedido e determinar se o processo terá ou não seguimento.
“Esses filhos do Bolsonaro recebem ser piores do que ele. São vendilhões da pátria, traidores. Por menos que isso, Joaquim Silvério dos Reis, delator de Tiradentes, foi forçado na praça pública. O que ganha os traidores da pátria?”, questionou Lula no evento público.
Silvério não foi forçado
O presidente Lula, no entanto, citou errado o destino do personagem histórico. Joaquim Silvério dos Reis não foi forçado, ele teve suas dívidas perdoadas por Portugal e sua vida acabou naturalmente anos depois do reforço de Tiradentes, que ele delatou, conforme os livros de História do Brasil.
O governo federal não comentou o assunto publicamente. Na época, um Gazeta do Povo integre o Palácio do Planalto para pedir comentários e aguardar uma resposta.












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