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Noites na varanda, ficar na rua e até dormir na laje: dificuldades que a população tem enfrentado com o calor no RJ

Por Redação
14 de janeiro de 2026
Em Notícias
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Noites na varanda, ficar na rua e até dormir na laje: dificuldades que a população tem enfrentado com o calor no RJ
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Noites na varanda, ficar na rua e até dormir na laje: dificuldades que a população tem enfrentado com o calor no RJ
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Hidratação precisa ser cuidadosa em dias de calor extremo Reprodução/TV Globo A população do Rio de Janeiro tem sido diretamente impactada pelo calor extremo das últimas semanas e muitos reclamam de rotinas alteradas e desconforto térmico. Dentre as reclamações, estão indisposições, dificuldades para dormir e até para permanecer dentro de casa. O estado do Rio teve 9 das 10 cidades mais quentes nesta segunda (12) e as temperaturas moderadas nesta terça (13), chegando a quase 36°C na capital. Além do calor extremo, moradores reclamam de falta de água e de energia elétrica. Houve queda de energia por horas em pelo menos 12 bairros do Rio na noite desta segunda, dia mais quente do ano até então. Marcello Barreto, morador do Méier, uma das áreas afetadas, conta que dormiu no telhado de casa por conta do calor. “Estava muito calor dentro de casa, eu precisava dormir porque tinha que sair cedo, única forma foi forrar um tapete no terraço e dormir. Por volta das 4h30 a luz voltou, eu consegui ir para a cama, mas mesmo assim foi uma noite mal dormida”, relata o operador de áudio. Durante a madrugada, para dispersar o calor, ele conta que se molhava em uma mangueira e se deitava de novo no tapete. “Meu filho de 5 anos teve que ir com a mãe dele para a casa da avó para aliviar o calor. Essa falta de luz na região está constante nos últimos dias de calor e não sabemos o motivo”, afirma. Nesses dias de calor intenso, muitos bairros do Rio sofrem com a falta d’água. Um morador de Austin, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, conta que também dormiu fora de casa: na varanda. “Está sendo horrível viver nesse calor por conta de morar em um lugar onde esquenta muito”, desabafa. Em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, moradores reclamam de falta d’água na Rua Justino de Assis. “Estamos há 5 dias sem cair uma gota de água na rua, o pessoal está se virando do jeito que dá, com caminhão pipa e comprando galões para beber, fora que a água só chega de madrugada (quando tem água na rua). Durante o dia não temos água, somos obrigados a acordar de madrugada para colocar a caixa para encher”, afirma o morador, que preferiu não se identificar. No Complexo do Alemão, o problema se repete. Moradores de pelo menos cinco localidades do conjunto de favelas estão enfrentando dificuldades com o abastecimento desde o início do ano. A região também tem lidado com a falta de energia elétrica e a solução tem sido ficar nas ruas, já que dentro de casa não há água nem luz, tampouco como se refrescar. Questionada, a Rio+Saneamento disse que equipes foram enviadas para a Rua Justino de Assis, em Santa Cruz, para identificar o problema da falta d’água e regularizar o serviço. “É importante destacar que devido às altas temperaturas e ao elevado consumo, podem ocorrer eventuais demandas com relação ao abastecimento, que são verificadas e tratadas pela entrega”, afirma o posicionamento. Já a Águas do Rio disse que o abastecimento nas comunidades mencionadas foi impactado pela redução na produção do Sistema Guandu, operado pela Cedae, o que afetou o fornecimento de água em diferentes pontos da cidade. A agência afirmou que enviará equipes nesta quarta-feira (14), para verificar ocorrências pontuais, que possam ter impacto nas regiões mencionadas.
Hidratação precisa ser cuidadosa em dias de calor extremo Reprodução/TV Globo A população do Rio de Janeiro tem sido diretamente impactada pelo calor extremo das últimas semanas e muitos reclamam de rotinas alteradas e desconforto térmico. Dentre as reclamações, estão indisposições, dificuldades para dormir e até para permanecer dentro de casa. O estado do Rio teve 9 das 10 cidades mais quentes nesta segunda (12) e as temperaturas moderadas nesta terça (13), chegando a quase 36°C na capital. Além do calor extremo, moradores reclamam de falta de água e de energia elétrica. Houve queda de energia por horas em pelo menos 12 bairros do Rio na noite desta segunda, dia mais quente do ano até então. Marcello Barreto, morador do Méier, uma das áreas afetadas, conta que dormiu no telhado de casa por conta do calor. “Estava muito calor dentro de casa, eu precisava dormir porque tinha que sair cedo, única forma foi forrar um tapete no terraço e dormir. Por volta das 4h30 a luz voltou, eu consegui ir para a cama, mas mesmo assim foi uma noite mal dormida”, relata o operador de áudio. Durante a madrugada, para dispersar o calor, ele conta que se molhava em uma mangueira e se deitava de novo no tapete. “Meu filho de 5 anos teve que ir com a mãe dele para a casa da avó para aliviar o calor. Essa falta de luz na região está constante nos últimos dias de calor e não sabemos o motivo”, afirma. Nesses dias de calor intenso, muitos bairros do Rio sofrem com a falta d’água. Um morador de Austin, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, conta que também dormiu fora de casa: na varanda. “Está sendo horrível viver nesse calor por conta de morar em um lugar onde esquenta muito”, desabafa. Em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, moradores reclamam de falta d’água na Rua Justino de Assis. “Estamos há 5 dias sem cair uma gota de água na rua, o pessoal está se virando do jeito que dá, com caminhão pipa e comprando galões para beber, fora que a água só chega de madrugada (quando tem água na rua). Durante o dia não temos água, somos obrigados a acordar de madrugada para colocar a caixa para encher”, afirma o morador, que preferiu não se identificar. No Complexo do Alemão, o problema se repete. Moradores de pelo menos cinco localidades do conjunto de favelas estão enfrentando dificuldades com o abastecimento desde o início do ano. A região também tem lidado com a falta de energia elétrica e a solução tem sido ficar nas ruas, já que dentro de casa não há água nem luz, tampouco como se refrescar. Questionada, a Rio+Saneamento disse que equipes foram enviadas para a Rua Justino de Assis, em Santa Cruz, para identificar o problema da falta d’água e regularizar o serviço. “É importante destacar que devido às altas temperaturas e ao elevado consumo, podem ocorrer eventuais demandas com relação ao abastecimento, que são verificadas e tratadas pela entrega”, afirma o posicionamento. Já a Águas do Rio disse que o abastecimento nas comunidades mencionadas foi impactado pela redução na produção do Sistema Guandu, operado pela Cedae, o que afetou o fornecimento de água em diferentes pontos da cidade. A agência afirmou que enviará equipes nesta quarta-feira (14), para verificar ocorrências pontuais, que possam ter impacto nas regiões mencionadas.[/gpt3]

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