O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta segunda-feira (6) que busca resultados concretos como governante, e não popularidade nas redes sociais. A declaração do ex-governador de Goiás foi uma alfinetada ao presidente do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ).
Questionado sobre a comparação com Flávio, ele destacou sua trajetória política. “Sou uma pessoa que não trabalha com grito, polarização e likes. Eu trabalho com entrega. Sou cirurgião, e quando você é transportador, sabe cuidar de vidas e proteger as pessoas”, disse Caiado, em entrevista ao programa Frente a Frentefazer Canal UOL.
“É assim que eu governei o meu Estado [Goiás]ou seja, cuidando das pessoas. Dando entrega, melhor educação e segurança pública, desenvolvimento da capacidade de implantação de indústrias, de inteligência artificial, de pesquisa”, acrescentou.
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Para o ex-governador, o PT não teria voltado ao Planalto em 2022 se o PL tivesse feito uma “boa gestão”. Caiado disse ser um “democrata na essência” e destacou que respeitará o resultado das eleições.
“Qualquer um ganha do PT no 2º turno”, diz Caiado
Caiado afirmou que qualquer candidato que disputar o segundo turno da eleição presidencial com o PT “vai ganhar”.
“Mas esse qualquer um que entra, ele vai governar? Ele tem autoridade moral para governar? Ele sabe governar? Ele conhece a liturgia do cargo?”, questionou, destacando sua experiência como legislador e chefe do Executivo estadual.
Caiado diz que STF “tem que cortar na carne”
Caiado afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) deveria tomar uma iniciativa para investigar a conduta dos ministros diante da crise aberta pela investigação do Banco Master.
“O STF tem que dar à sociedade a resposta que ela espera de cada poder. Ou seja, se existe qualquer dúvida de comportamento, essas pessoas devem ser afastadas para que provem ou não sua inocência, mas sem estar ali na condição de ministro do Supremo”, disse.
O ex-governador ressaltou que essa deveria ser uma medida da própria Corte, pois o impeachment de ministros é de responsabilidade do Senado. “Uma coisa é a instituição Supremo cortar na própria carne. O segundo momento [impeachment de ministros] não depende do Supremo”, destacou.
Ele destacou que não é possível “ser simplista” e acredita que um presidente da República poderá governar “sem o Congresso e sem o Supremo”. O pré-candidato defendeu a criação de mandatos de 10 anos e a alteração do limite mínimo de idade para ser indicado ao STF de 35 para 60 anos.

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