Polícia investiga possível legítima defesa de mulher que atirou contra companheiro após ser ameaçada em Presidente Prudente (SP)
Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil investiga a possibilidade de legítima defesa no caso de uma mulher de 48 anos que atirou contra o companheiro, de 43 anos, após ameaças em Presidente Prudente (SP), na noite de quinta-feira (22).
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher relatou que sofria agressões e humilhações e que havia sido ameaçada e ofendida pelo homem.
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A equipe da Polícia Militar foi acionada após uma denúncia de desentendimento e disparos de arma de fogo em uma residência no Conjunto Habitacional Mário Amato.
No local, a mulher informou aos policiais que havia efetuado os disparos contra o companheiro. Ela afirmou que o homem a ofendia e que temia ser agredida.
Em depoimento à Polícia Civil, a mulher contou que convive com o companheiro há 22 anos e que os dois têm duas filhas, de 15 e 6 anos.
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Segundo a versão apresentada por ela, o homem a teria ofendido durante a manhã e, mais tarde, feito ameaças por chamadas de vídeo enquanto estava fora de casa. Ela afirmou que ele voltou para a residência embriagado, exaltado e continuou a ofendê-la.
A mulher também relatou que já havia sofrido agressões e humilhações em outras ocasiões, mas nunca registrou boletim de ocorrência porque temia perder a guarda das filhas.
Conforme o depoimento, ela sabia que o companheiro guardava um revólver em cima do guarda-roupa. Diante da situação, ela pegou a arma e a deixou ao lado do sofá, coberta por um pano.
Ainda segundo a versão da mulher, quando o companheiro chegou, houve uma discussão e ele avançou em sua direção. Ela afirmou que tentou disparar, mas que as duas primeiras munições falharam. Depois, efetuou os tiros.
A mulher disse à polícia que atirou para se defender e que não percebeu ter atingido o companheiro. O homem foi atingido por disparos no braço, no tórax e na região posterior da perna e da nádega. Ele foi socorrido e encaminhado para atendimento médico.
A Polícia Civil informou que ele estava estável, consciente e sem risco de morte no momento do registro da ocorrência. A arma não tinha documentação e estava relacionada ao companheiro da mulher.
Diante da situação, a autoridade policial apontou que há elementos que indicam a possibilidade de legítima defesa, mas também considerou que eventual excesso deverá ser investigado.
Entre os pontos mencionados estão a quantidade de disparos e o fato de o homem ter sido atingido em regiões posteriores do corpo.
A mulher foi presa em flagrante por suspeita de tentativa de homicídio, porém será investigada pelos crimes em liberdade provisória mediante medidas cautelares.
Em relação ao companheiro, a Polícia Civil representou pela decretação de prisão preventiva a ser cumprida após a alta médica ou por meio de custódia no hospital, enquanto ele permanecesse internado.
O caso segue sob investigação.
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Também nesta quinta-feira, um homem, de 56 anos, foi preso suspeito de invadir a casa da ex-mulher, danificar o portão e ameaçá-la de morte, em uma casa do Conjunto Brasil Novo, em Presidente Prudente (SP).
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após a mulher informar que tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro e que ele havia entrado na residência, feito ameaças e proferido xingamentos.
No local, os policiais encontraram a vítima na calçada. Ela confirmou o relato feito pelo telefone de emergência e apresentou uma medida protetiva.
Segundo o relato da mulher à polícia, o ex-companheiro chegou ao imóvel embriagado, forçou o portão e entrou na casa. Em seguida, foi para uma edícula localizada nos fundos da residência. Ainda conforme a vítima, o homem a ameaçou de morte e também xingou o filho dela, de 26 anos.
Os policiais relataram que o portão estava um pouco torto e fizeram registros fotográficos do local. O homem foi encontrado na edícula e, durante a revista, nada de ilegal foi localizado com ele.
Conforme o boletim de ocorrência, o homem negou as acusações. Ele afirmou que estava no imóvel porque a ex-mulher havia autorizado seu retorno para morar na edícula e disse que havia discutido apenas com o filho dela, sem ameaçar ninguém ou danificar o portão.
A mulher, por sua vez, confirmou a versão apresentada inicialmente aos policiais. Ela disse não saber se a medida protetiva ainda estava em vigor, pois havia aceitado que o ex-companheiro voltasse ao imóvel.
Mesmo assim, solicitou novamente uma ordem de afastamento, alegando que ele continuava consumindo bebidas alcoólicas e drogas e que tinha medo das ameaças relatadas.
A Polícia Civil confirmou a existência de uma ordem de afastamento registrada no sistema e confirmou a prisão em flagrante do homem. O caso foi registrado como ameaça, injúria, dano e violência doméstica.
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Fonte: G1

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