
Vítima foi identificada como Daiana Gisele Müller
Redes sociais/Reprodução
A mulher de 38 anos assassinada na terça-feira (20) em Ipira (SC) solicitou uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro, preso suspeito do crime. Segundo a Polícia Civil, o pedido foi feito em 8 de outubro, 12 dias antes de Daiana Gisele Müller ser achada morta.
Além de pedir a medida na Justiça, Daiana também acionou um botão do pânico no dia em que foi assassinada, informou a Polícia Militar. A ferramenta instalada no celular é usada por vítimas de violência doméstica para alertar as forças de segurança sobre o descumprimento de medidas protetivas e é defendida por especialistas (leia mais abaixo).
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O suspeito foi preso depois que se apresentou ao pelotão da PM na cidade vizinha de Presidente Castello Branco. O nome dele não foi divulgado.
🚨 Medida protetiva é uma ordem judicial de urgência criada para resguardar mulheres em situação de violência doméstica, afastando o agressor do lar e proibindo qualquer tipo de contato.
Daiana deixou dois filhos pequenos, de 8 e 13 anos. O caso é investigado como feminicídio.
Vítima procurou delegacia
Segundo o delegado Vinicius Ferraz, responsável pelo caso, no dia em que pediu a medida protetiva, Daiana foi até a delegacia da cidade e registrou um boletim de ocorrência por ameaça contra o ex.
Ao deferir o pedido, a Justiça determinou que o suspeito não fizesse contato com a mulher e que mantivesse uma distância mínima de 100 metros dela.
“As investigações prosseguem para o esclarecimento integral das circunstâncias do fato, entre elas o meio empregado e a observância das medidas protetivas então vigentes. Confirmado que o crime foi praticado em descumprimento das medidas deferidas, incide a causa de aumento prevista no artigo 121-A, parágrafo 2º, inciso IV, do Código Penal, com elevação da pena de um terço até a metade”, disse o delegado.
Medidas protetivas devem estar aliadas a outras políticas públicas
Mulher acionou ‘botão do pânico’ antes de ser morta; ex foi preso
PM foi acionada
Após o botão do pânico ser acionado, uma viatura foi enviada com urgência à casa da vítima, na Linha Capelinha. No local, os agentes encontraram o imóvel arrombado e acharam o corpo da mulher submerso em um riacho.
Agora, um laudo pericial vai determinar o horário exato do óbito e as causas da morte. A suspeita é de que a mulher tenha sido morta menos de uma hora após o pedido de socorro.
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Medidas protetivas são fundamentais, diz especialista
Em entrevista ao g1, a advogada Tammy Fortunato, especialista em questões de gênero, destacou que as medidas protetivas são fundamentais para prevenir novas agressões e evitar casos mais graves de violência contra a mulher, incluindo o feminicídio. Segundo ela, embora não representem uma proteção automática, as medidas têm força legal.
“É algo simples, mas tem muita força de proteção à mulher que está em situação de violência. Se tem uma medida protetiva, é porque já teve uma violência. E essa medida protetiva é justamente para evitar que aconteça uma violência futura”.
Em nota na terça, a Polícia Civil catarinense também destacou que toda violação de medida protetiva deve ser comunicada de imediato, pelo telefone 190 em situações de emergência ou pelo 181. Segundo a corporação, a comunicação permite a resposta policial e a adoção das providências.
SC tem aumento de feminicídios
Santa Catarina registrou um aumento de 10,5% nos casos de feminicídio em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre 1º de janeiro e 15 de outubro deste ano, foram confirmadas 42 mortes de mulheres motivadas pelo gênero. No mesmo intervalo de 2025, o estado havia contabilizado 38 ocorrências.
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Fonte: G1















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