MPF defende mais recursos ao SUS para combater vício em bets



O Ministério Público Federal (MPF) defende que a destinação de 1% da arrecadação tributária das empresas do setor de apostas, como aposta, ao Sistema Único de Saúde (SUS) não é suficiente para tratar a demanda e precisa ser ampliada.

Em 2025, as apostas registraram faturamento bruto de R$ 37 bilhões, com R$ 9 bilhões arrecadados em tributos.

A avaliação do MPF é que o atual repasse já não é capaz de financiar ações de prevenção e tratamento da ludopatia, transtorno caracterizado pela violência em jogos. A posição foi apresentada durante audiência pública da Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, realizada quarta-feira (8).

Segundo o procurador da República Fabiano de Moraes, coordenador da Comissão de Saúde da Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos em Geral (1CCR) do MPF, a expansão das plataformas de apostas gera custos crescentes para as famílias e para o sistema público de saúde, que vem registrando aumento na demanda por atendimento a pessoas com transtornos relacionados ao jogo compulsivo.