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Motta pretende pautar projetos de lei antifacção e terrorismo na próxima semana

Por Redação
6 de novembro de 2025
Em Notícias
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Motta pretende pautar projetos de lei antifacção e terrorismo na próxima semana
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que deve decidir até a próxima sexta-feira (7) como será a votação dos projetos de lei que tratam do combate às facções criminosas e da equiparação dessas organizações ao terrorismo. As propostas que iniciam o debate entre governo e oposição após uma sugestão de serem combinadas serão levadas à votação no plenário na próxima semana.

A iniciativa ocorre em meio à pressão pública após uma megaoperação policial no Rio de Janeiro que levou 113 à prisão e descobriu 121 mortos. O projeto antifacção é de autoria do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem apoio da base aliada, enquanto o texto que equipara facções a grupos terroristas foi protocolado pelo deputado Danilo Forte (União Brasil-CE) e vem sendo defendido por parlamentares da oposição.

“Até na próxima sexta-feira, a Câmara vai anunciar a decisão sobre o projeto do Ministério da Justiça que trata do combate às facções criminosas, além de outras duas propostas que equiparam esses crimes ao terrorismo. Na próxima semana, já vamos enfrentar essa agenda”, disse Motta nesta quarta (5) durante a participação no primeiro dia do “Gilmarpalooza” em Buenos Aires, o ciclo de palestras jurídicas organizado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A proposta de Forte, de combinar os dois projetos, tem sido fortemente criticada pela base governamental e foi chamada de “provocação infantil” pelo líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ).

“As duas propostas tratam de características completamente diferentes e a proposta dele em nada contribui para o combate real ao crime organizado ou para a segurança concreta da população”, ressaltou.

O projeto de Forte será relatado pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), que retornará temporariamente à Câmara para condução do texto. Já o projeto antifacção ainda aguarda a definição de um relator por parte de Motta, o que também deverá ocorrer até o fim da semana.

Paralelamente, o presidente da Câmara confirmou que a chamada PEC da Segurança – que propõe a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) – deve ser votada em dezembro. A medida pretende unificar diretrizes e padronizar ações entre as forças de segurança de todo o país, e é fortemente criticada pela oposição por ocorrer, dependendo da autonomia dos estados na formulação de políticas de segurança pública.

No mesmo evento na Argentina, o ministro Gilmar Mendes fez um apelo pela despolitização do debate e criticou o clima de confronto que cerca as discussões.

“Há muita bravata e um excesso de politização. Vamos ser capazes de resolver essa questão. Resolvemos problemas sérios durante o governo Bolsonaro, a própria ameaça à democracia. É preciso que tenhamos foco e prioridades”, afirmou.

O projeto Antifacção, elaborado pelo Ministério da Justiça, cria o tipo penal de “organização criminosa comprometida”, com penas que podem chegar a 30 anos de prisão e tornar o crime hediondo — sem direito a noiva, anistia ou indulto. Já o texto de Danilo Forte propõe ampliar a Lei Antiterrorismo, incluindo organizações criminosas e milícias privadas entre os enquadrados.

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Tags: AntifacçãoBrasilGazeta do PovoleiMottamundoNotíciaspautarpolíticapretendeprojetospróximasemanaterrorismo
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