A cuidadora de idosos Ângela Cristina Terra Pinto, de 60 anos, faleceu em Juiz de Fora, sendo a primeira vítima confirmada de hepatite A na cidade em 2026. A família acredita que o contágio ocorreu em fevereiro, após Ângela auxiliar uma amiga afetada por um temporal. A cidade registrava 808 casos da doença até o fim de abril, tornando-se o município com o maior número de registros em Minas Gerais neste ano.
Ações Solidárias e Suspeita de Contaminação
Segundo Thaís Terra, filha de Ângela, sua mãe tinha o costume de ajudar vizinhos no bairro Santa Luzia. Em 24 de fevereiro, ela saiu para auxiliar uma amiga que estava com 'água até na cintura' após uma forte chuva, onde, segundo a família, possivelmente ajudou na limpeza. Este episódio é considerado o único evento 'diferente' que pode ter levado à contaminação.
A cronologia dos fatos reforça a tese de contágio: os sintomas graves surgiram cerca de 60 dias após o contato com a lama, o que se alinha com o período de incubação do vírus da hepatite A, que varia de 15 a 50 dias e pode se estender.
O Rápido Agravamento do Quadro Clínico
Os primeiros sintomas de mal-estar de Ângela surgiram em 23 de abril, evoluindo rapidamente. Ela foi internada em 27 de abril na UPA Santa Luzia com vômitos e piora repentina. O quadro se agravou no dia seguinte, afetando funções renais e neurológicas, o que levou à sua transferência para o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ). A morte ocorreu na madrugada de 30 de abril, por falência hepática e sepse. A confirmação da hepatite A foi obtida por análise laboratorial, embora o óbito permaneça em investigação epidemiológica pela Prefeitura.
Cenário da Hepatite A em Juiz de Fora
Até o fim de abril de 2026, Juiz de Fora contabilizou 808 casos de hepatite A, representando mais de 70% dos registros de Minas Gerais no período e superando o total acumulado na cidade nos últimos 10 anos. Os casos estão distribuídos por todas as regiões do município, com maior concentração nas áreas do Centro e Zona Sul.
A Prefeitura de Juiz de Fora informou que, apesar da investigação do óbito e do monitoramento constante, dados recentes apontam uma queda média de 32% nos casos nas últimas cinco semanas epidemiológicas. A administração reitera que a cidade não enfrenta um cenário de surto, conforme comunicado pela Secretaria de Estado de Saúde.
Fonte: https://g1.globo.com











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