
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre um pedido da defesa para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passasse por uma cirurgia para tratar de uma lesão no manguito rotador do ombro direito.
O pedido foi feito na segunda-feira (21) e o despacho é nesta quinta-feira (23). O prazo, no entanto, vai para além das duas opções de dados sugeridas pela defesa: sexta-feira (24) e sábado (25). O momento vai de acordo com o que antecede a defesa.
As queixas de dor no ombro foram reveladas pela primeira vez à imprensa pelo cardiologista Brasil Caiado, que liderou a equipe médica do ex-presidente. Bolsonaro passa por fisioterapia e, de acordo com os documentos anexados aos automóveis, já está em condições de realizar a cirurgia.
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A hipótese de lesão foi confirmada por uma ressonância magnética realizada ainda no hospital DF Star, durante a internação para tratar de uma broncopneumonia. O quadro levou à concessão de prisão domiciliar humanitária por 90 dias. Depois disso, o ex-presidente deverá ser solicitado a novos exames para que Moraes decida se mantém ou não o benefício.
A necessidade de monitoramento contínuo levou a defesa a pedir a inclusão do irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Carlos Eduardo Antunes Torres, como cuidador do ex-presidente. Moraes negou, após os advogados informarem que Torres não é enfermeiro ou técnico de enfermagem.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão, Bolsonaro pode ter sua pena reduzida para dois anos e quatro meses caso a oposição no Congresso consiga derrubar o veto do presidente Lula (PT) ao projeto de lei da dosimetria.












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