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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acolheu um parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e determinou a retirada, do chamado inquérito das milícias digitais, de uma denúncia do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) contra o senador Sergio Moro (PL-PR). A decisão é desta quarta-feira (8).
O parlamentar petista alegou que Moro, ao dizer que Lula foi eleito “entre aspas”, conquistou a “credibilidade do sistema eletrônico de votação”. A declaração foi feita durante a cerimônia em que o senador mirou da União Brasil para o PL. Em entrevista ao programa Sem Rodeios, da Gazeta do PovoMoro explicou que a opinião não estava relacionada ao sistema de votação, mas à anulação das condenações de Lula pelo STF.
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Gonet mencionou abuso em acionamento do STF e defendeu exclusividade do MP

Em seu parecer, Gonet mencionou para o poder exclusivo do Ministério Público para propor a maioria das ações criminais, parte do chamado sistema acusatório, vigente nas democracias modernas. O procurador criticou o ofício, dizendo que o acionamento do Supremo “não é amplo e irrestrito”, devendo ser “racional, criterioso e de qualidade”.
“Assim, considerados os pedidos formalizados, é evidente a ausência de legitimidade ativa do noticiante, condição subjetiva indispensável para a deflagração de processo no Supremo Tribunal Federal”, concluiu Gonet. Em seu despacho, Moraes não teceu maiores considerações, limitando-se a concordar com o posicionamento do Ministério Público.
Lindbergh também entrou na ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), exigindo que se iniciasse seu processo de extradição, com a decretação de prisão preventiva e inclusão na lista da Interpol. No início, o parlamentar aponta para uma entrevista em que Eduardo diz que comunicará em tempo real ao governo dos Estados Unidos o que considerou irregular nas eleições brasileiras.















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