Um monitor escolar de 23 anos, funcionário da Escola Municipal Cívico-Militar Três Marias, em São João Nepomuceno, na Zona da Mata mineira, foi demitido de suas funções após ser alvo de denúncias por supostos crimes sexuais envolvendo alunas da instituição. O indivíduo, que atuava como auxiliar de aprendizagem com vínculo temporário junto ao município, teve seu desligamento imediato.
Detalhes das Acusações e Investigação Policial
Até o momento, a Polícia Militar (PM) registrou dois boletins de ocorrência contra o suspeito. Um deles refere-se a estupro de vulnerável, tendo como vítima uma adolescente de 12 anos. O segundo registro é por importunação sexual, envolvendo uma criança de 11 anos. O monitor ainda não foi localizado pelas autoridades.
Caso de Estupro de Vulnerável
O primeiro boletim foi registrado em 11 de abril. A mãe da adolescente de 12 anos procurou a polícia após descobrir mensagens e fotos enviadas pelo monitor no celular da filha. A menina relatou ter mantido relações sexuais com o suspeito em janeiro e sofrer assédio há um período. O monitor chegou a enviar uma mensagem à mãe admitindo os fatos.
Caso de Importunação Sexual
O segundo boletim, datado de 7 de julho, diz respeito a uma menina de 11 anos. O pai da criança descobriu mensagens trocadas com o monitor em seu celular. Após tomar conhecimento, o diretor da escola dispensou o funcionário e comunicou a ocorrência à Secretaria Municipal de Educação. O registro aponta envios de fotos em modo de visualização única, cujo conteúdo não foi identificado pela menina.
Posicionamento das Autoridades e Suporte às Vítimas
A Secretaria Municipal de Educação de São João Nepomuceno informou ter realizado o desligamento imediato do monitor após ser notificada dos fatos, orientando a família a registrar a ocorrência policial. A pasta esclareceu que não havia registros anteriores de conduta inadequada por parte do funcionário. A Prefeitura Municipal oferece apoio às famílias envolvidas e colabora com as forças policiais e o Ministério Público para a elucidação dos fatos. A Polícia Civil mantém os inquéritos sob sigilo, em observância ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), visando resguardar as vítimas e não prejudicar as investigações.
Apelo por Novas Denúncias e Compromisso com a Proteção
A Secretaria de Educação orienta que outras famílias que possam ter sido vítimas de condutas semelhantes procurem as autoridades policiais e a própria secretaria para que os casos sejam investigados e as devidas medidas legais sejam adotadas. O órgão reafirma seu compromisso com a transparência, responsabilidade e o respeito aos direitos de crianças e adolescentes, manifestando solidariedade às famílias afetadas e confiança no trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário.
Fonte: https://g1.globo.com











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