Missão pede que STF autorize recompensas aleatórias a crianças e adolescentes em jogos



O partido Missão pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) liberasse a oferta de caixas de recompensas solicitadas – as chamadas caixas de saque – a crianças e adolescentes nos jogos eletrônicos, desde que haja autorização expressa dos pais. A ação direta de inconstitucionalidade (ADI) foi protocolada nesta terça-feira (28) e busca uma interpretação conforme a Constituição do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). A relatoria está com o ministro Luiz Fux.

“Sem dúvida, a escolha sobre o uso de caixas de recompensa não deve ser feita apenas pelos adolescentes. Ocorrer que a colocação, pura e simples, é medida demasiadamente drástica. Cabe aos pais autorizar, de maneira prévia e expressa, o uso de tais dispositivos”, defende a petição inicial.

Sancionado em setembro de 2025 pelo presidente Lula (PT), o ECA Digital, também chamado de Lei Felca, foi taxativo: “São vedadas as caixas de recompensa (caixas de saque) oferecidos em jogos eletrônicos direcionados a crianças e adolescentes ou de acesso voluntário por eles, nos termos da respectiva classificação indicativa”.

O mecanismo implementado pelas produtoras dos jogos busca reter usuários ao mesmo tempo em que obtém receitas. As caixas atraentes podem aparecer de tempos em tempos, através da evolução pelas fases, do consumo de anúncios ou mesmo do pagamento em dinheiro. Ao redor do mundo, como caixas de saque passou a ser comparado a jogos de azar, o que gerou restrições.