O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que desistiu, a pedido do presidente Lula (PT), de sua pré-candidatura a deputado federal pelo PDT em Pernambuco para continuar na Esplanada.
“Em diálogo franco com o presidente Lula, recebi dele não apenas um convite, mas uma convocação: permanência. E permaneço no governo. Porque há momentos em que servir exige renúncia — e é nela que se revela a verdadeira dimensão do compromisso público”, escreveu Wolney, em postagem publicada nesta quinta-feira (2).
Wolney foi destituído do cargo de presidente estadual do PDT em Pernambuco, em meio à tentativa do ex-ministro Carlos Lupi de organizar as eleições no estado. O atual ministro da Previdência está no partido desde 1992 e já foi deputado federal por seis mandatos, o primeiro deles em 1995. Antes disso, foi vereador de sua cidade natal, Caruaru (PE). Seu pai, José Queiroz de Lima, foi prefeito de Caruaru e deputado estadual.
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A ascensão ao cargo de ministro após a saída de Carlos Lupi, em meio ao escândalo de fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O prazo para que os ministros deixem suas cargas e, com isso, possam concorrer às eleições termina neste sábado (3). A Esplanada deve perder cerca de 16 ministros, mas Lula disse que busca a continuidade da gestão, ou que leva à promoção de secretários-executivos, como ocorreu no caso da Fazenda.
De acordo com o Ministério da Previdência, a decisão pela permanência ocorre “com o foco direcionado à integridade do sistema, ao combate especificamente às fraudes e à redução das filas da Previdência Social”.
O PDT em Pernambuco aposta na chegada da ex-deputada federal Marília Arraes como principal fonte de uma restrição no diretório. Ela disputará o Senado ao lado do senador Humberto Costa (PT).

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