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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, reagiu nesta quarta-feira (1º) às avaliações dos EUA contra suspeitos de elo com o PCC. Para ele, a soberania do Brasil “precisa ser respeitada” e as ações não afetariam a cooperação entre os dois países, tendo efeito apenas no território norte-americano.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA anunciou também nesta quarta-feira avaliações contra dois cidadãos brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa por vínculos com o PCC, a primeira ação desde que o bando foi considerado terrorista.
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“Todas as nações devem aprofundar seus mecanismos de combate ao crime organizado, desde que a soberania seja respeitada”, declarou o ministro a jornalistas, durante a apresentação do escritório antifacção do governo federal em São Paulo.
O ministro acrescentou que o Brasil deve avançar em seus próprios mecanismos de combate aos ilícitos. O escritório tem como foco a tentativa de asfixiar financeiramente as facções.
Nesta quarta-feira, o governo divulgou que o Programa Brasil Contra o Crime Organizado teria provocado um prejuízo estimado em R$ 3 bilhões às facções criminosas em todo o país. O programa foi lançado pelo governo federal em maio, com um investimento de R$ 11 bilhões.

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