Presidido pela mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle, o PL Mulher divulgou uma nota nesta segunda-feira (30) para esclarecer que ela não intermediou a exibição de nenhum vídeo de Eduardo ao pai. Para agremiação, a intenção de Eduardo não seria de dizer que era para “literalmente” mostrar o vídeo ao pai.
Em decisão divulgada nesta segunda-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes estabeleceu um prazo de 24 horas para que a defesa do ex-presidente explicasse uma declaração em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) mencionou ter mostrado algo ao pai por meio de um vídeo.
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“Você sabe por que estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo o mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, disse o ex-deputado federal, em inglês. A fala ocorreu no último sábado (28).
Para o PL Mulher, a interpretação literal da declaração de Eduardo estaria equivocada, mas não deu detalhes sobre qual seria a leitura correta. A legenda assegura, no entanto, não ter encaminhado nenhum vídeo a Jair na prisão. O PL Mulher afirma que, mesmo se tivesse sido recebido, o arquivo em vídeo não seria encaminhado, em respeito às restrições de custódia em prisão domiciliar.
Ao conceder a prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro, Moraes impôs diversas restrições, entre elas a concessão de uso de “celular, telefone
ou qualquer outro meio de comunicação externa, diretamente ou por meio de terceiros” e a “proibição de gravação de vídeos ou áudios, diretamente ou por meio de terceiros”.
Confira a íntegra da nota:
Brasília (DF), 30 de março de 2026
Recebemos pedidos de esclarecimento da parte de jornalistas relativos à fala do Deputado Eduardo Bolsonaro, feitos no último final de semana, durante a realização do CPAC, nos Estados Unidos.
Em relação a isso, informamos o seguinte:
Desconhecemos o contexto e a aplicação para a utilização dos termos exatos mencionados por ele na sua fala, os quais parecem ter levado a uma interpretação equivocada por parte da imprensa e de algumas autoridades. Temos a verdade de que essa não era a intenção de Eduardo.
Em relação ao vídeo que ele parece ter produzido, esclarecemos o seguinte: Nenhum arquivo foi elaborado pelo deputado Eduardo para Michelle Bolsonaro.
Ainda que algo tenha sido recebido, de alguma forma, o material seria mostrado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, uma vez que ele é proibido, por força da determinação judicial, de ter acesso a aparelhos celulares. Essa e todas as outras determinações constantes da decisão relativa à prisão domiciliar estão (e continuarão sendo) cumpridas em sua integralidade.
Resumindo:
1. Não houve coleta de qualquer vídeo gravado no CPAC por Eduardo Bolsonaro ou outro de qualquer natureza.
2. Em consequência, não houve exibição desse ou de qualquer outro material ao ex-Presidente Bolsonaro, uma vez que as prescrições judiciais estão sendo cumpridas integralmente.

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