O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (11) que médicos foram chamados para atender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Segundo Carlos, as crises persistentes de soluções evoluíram para um quadro de azia constante, agravando a saúde do ex-mandatário.
“O médico do meu pai foi chamado hoje, domingo, 11 de janeiro de 2026, à prisão, após sermos informados de que suas crises persistentes de soluções evoluíram para um quadro de azia constante, o que o impediu de se alimentar melhor e de dormir”, disse o filho de Bolsonaro no X.
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Ele destacou que é “perceptível, ainda, o grave abalo psicológico que sofre, agravado pelo fato de permanecer sozinho na solitária”.
“Neste fim de semana, a defesa do Presidente Jair Bolsonaro protocolou mais um pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao STF, que, até o presente momento, lamentavelmente não foi apreciado”, destacou Carlos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareceu na postagem do irmão nas redes sociais. Na semana passada, o ex-presidente caiu na cela e precisou ser submetido a exames no Hospital DF Star.
Prisão de Bolsonaro
Bolsonaro ficou em prisão domiciliar de 4 de agosto a 22 de novembro, quando foi preso preventivamente para tentar violar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. A detenção ocorreu no âmbito do inquérito que apura a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.
No dia 25 de novembro, Moraes cerrou uma ação penal de suposta tentativa de golpe de Estado e determinou o cumprimento imediato da pena de 27 anos e três meses de prisão de Bolsonaro. A defesa já apresentou diversos pedidos de prisão domiciliar humanitária, mas as reclamações foram negadas por Moraes.
O ex-presidente enfrentou comorbidades e passou por diversas cirurgias para corrigir sequelas do atentado a faca, de 2018. Nos pedidos enviados ao ministro, a defesa listou os problemas de saúde de Bolsonaro:
- Sequelas permanentes: decorrentes da fachada sofrida em 2018 e das sucessivas cirurgias (laparotomias, colostomia, paredes abdominais ocultas). Entre as sequelas estão atrofia parcial da parede abdominal, hérnias residuais, aderências intestinais extensas e perda de grande parte do intestino grosso;
- Problemas gastrointestinais e pulmonares: doença de refluxo gastroesofágico com esofagite, condição associada a episódios recorrentes de pneumonia bacteriana ou aspirativa;
- Distúrbio neurológico: “quadro persistente de soluções incoercíveis”, que exige ajuste diário de medicamentos com ação no sistema nervoso central;
- Neoplasia revelada: revelada com carcinoma de células escamosas “in situ” (câncer de pele) em setembro;
- Problemas cardiovasculares e apneia: hipertensão essencial primária e doença aterosclerótica do coração e apneia do sono grave.

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