
O empresário e influenciador Pablo Marçal declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial e afirmou que atuará como “escudeiro” do parlamentar na batalha política contra a esquerda.
“Se ele precisar de escudo, sou escudo dele não que por preciso. (…) Se eu tiver uma ferramenta que ele não tem, vou pôr na mão dele”, afirmou em entrevista ao Estadão neste domingo (12).
Filiado ao União Brasil, ele afirmou que pretende ampliar a presença da direita no Congresso e, mesmo diante de decisões judiciais que o tornaram inelegíveis, Marçal afirmou que pretende reverter a situação. “Eu sou elegível. Só fica inelegível quando é transitado em julgado”, disse.
Reiterando a centralidade de Flávio, defendeu a multiplicidade de candidaturas no campo conservador: “A direita não tem dono. (…) Flávio é o nome mais forte”. Segundo ele, diferentes grupos podem atuar como “batalhões”, mas com um objetivo comum, posicionando-se como parte da estrutura de apoio ao senador.
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“Pesadelo de Lula”, diz Marçal
Marçal vê os herdeiros políticos com atributos ampliados em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “Acho que o pesadelo do Lula é o Flávio, porque ele é o Jair Bolsonaro melhorado. Dá conta de conversar, de segurar a boca, ele tem diálogo, um cara nobre, republicano”, disse.
Citando agendas nos Estados Unidos e em Israel como fatores que fortalecem seu perfil político, Flávio, segundo o influenciador, reúne características que o colocam como principal nome da direita no cenário atual e arma que sua influência deverá ajudar o presidenciável.
“Eu já ajudei o Bolsonaro em 2022”, afirmou. “Ele ia perder no primeiro turno, e ele deu uma arrancada no final, conseguiu passar para o segundo turno”, declarou. Ele classificou a mobilização digital como “avassaladora” e disse que a vitória não ocorreu por “detalhes”.
Questionado sobre episódios controversos, como o caso do laudo falso envolvendo Guilherme Boulos em São Paulo, manteve uma linha pragmática. “Acredito que muita coisa de eleição é guerra. Eu acho que foi necessário”, afirmou. E reforçou: “Pelo povo vale tudo. Para tirar essa corja de políticos, às vezes vale um prejuízo menor para um bem maior. Vale tomar um processo, ser perseguido, ser destruído nas redes sociais”.











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