O Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido visto com desconfiança por um número crescente de brasileiros, aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo (19) pelo jornal O Estado de S. Paulo.
O desgaste na imagem da Corte acompanha a crise relacionada ao escândalo do Banco Master e as suspeitas de envolvimento de magistrados em casos de corrupção, de acordo com o jornal.
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Realizado entre os dias 10 e 13 de abril, o levantamento mostrou que, pela primeira vez na série histórica iniciada em 2022, a maioria da população diz desconfiar do STF: o índice chegou a 53%. Em contrapartida, o percentual de quem diz confiar na Corte recuou para 41%, enquanto 6% não souberam ou não quiseram responder.
A queda registrada pelo levantamento foi brusca, considerando que 56% dos entrevistados tinham uma percepção positiva do STF em 2022. A redução mais acentuada ocorreu entre agosto de 2025 e março de 2026 — período em que o escândalo do Banco Master ganhou as manchetes. Até agosto de 2025, 50% dos brasileiros confiavam na Corte, contra 47% que desconfiavam.
Rejeição é maior no Sul, no Sudeste e entre as faixas de maior renda
Uma pesquisa revelou ainda um recorte regional: a desconfiança é maior no Sul (62%) e no Sudeste (59%). A participação também cresce conforme o nível de renda: 60% dos que ganham mais de cinco resultados mínimos não acredito no Supremo. Já entre os brasileiros com renda de até dois níveis mínimos (cerca de R$ 3.500 mensais brutos), há um empate técnico, com 47% de desconfiança e 45% de confiança.
Metodologia
A pesquisa Genial/Quaest reuniu 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais, por meio de entrevistas presenciais e questionários estruturados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado na Justiça Eleitoral com o número BR-09285/2026.

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