Mãe diz que filha descobriu nome em lista de categorias sexuais ao buscar nome completo na internet: ‘Incrédula’
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Delegada explica investigação sobre lista de 65 nomes com categorias sexuais no Rio A mãe de uma das alunas incluídas em uma lista de categorias sexuais feita por aulas do colégio Cruzeiro, na Zona Sudoeste do Rio, contorno ao g1 que a filha descobriu a lista ao colocar o nome completo em um buscador na internet. Ao todo, a lista tinha 65 nomes de alunas do 9º ano. Segundo a mãe, a filha estava “incrédula” ao saber do que tinha acontecido. “Ela estava brincando com as amigas de jogar o nome dela no Google, e quando ela fez isso apareceu nesse site. Ela contornou de uma forma bem incrédula, acho que ela ficou sem entender quem poderia ter feito isso com ela. Ficou com raiva e incrédula”, disse a mãe. A filha dela, de 14 anos, foi uma das sete estudantes do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, que prestou depoimento na quinta-feira (9) na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), que investiga o caso. Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) no Rio Henrique Coelho/G1 A mãe classificou o caso como uma “violência imensa”, e relatou que sua filha voltou ao psicólogo, mas está razoavelmente bem. No entanto, o mesmo não aconteceu com outras vítimas: “Ela fez questão de ir na delegacia, tente achar o responsável, então acho que ela está lidando bem com isso. Mas tem menina que reagiu muito mal, que não quer mais ir para a escola, que está envergonhada”, relatou a mãe. Mãe alerta para maior alcance e pede limitações A mãe argumentou que, com o crescimento do uso de redes sociais, qualquer comportamento como o dos alunos do colégio Cruzeiro possui um alcance destrutivo muito maior e com um maior nível de agressividade vinda dos meninos: “Todo mundo no Rio de Janeiro está falando disso, o nome da minha filha está circulando. Acho que a exposição nas redes sociais fez com que a escala da violação fosse muito maior. Claro que tinha ranking antigamente, também tinha uma violação, mas hoje é muito pior”, ponderou. O que pode acontecer com responsáveis por lista A mãe também pediu uma responsabilização de quem fez a lista e a divulgou na internet: “Eu acho fundamental, por isso que eu fiz tanta questão de abrir um boletim de ocorrência, várias outras mães abriram. Eu não quero que ninguém mais passe por isso que minha filha está passando, que essas meninas estão passando”, disse ela. “Tem aí uma responsabilização dos pais que estão sendo omissos, ou que não estão monitorando o celular dos filhos, ou que não estão conversando com eles. É realmente algo que tem que acontecer”, finalizou a mãe. Quem já foi ouvido O diretor da unidade de Jacarepaguá do Colégio Cruzeiro foi ouvido no Dcav na quarta-feira (8). Ele não quis falar com a imprensa. Em depoimento, o diretor afirmou que a escola está tentando apurar internamente quem foram os responsáveis pela criação da lista. A polícia ouve diretor de colégio e vítimas de alunos que fez lista on-line com categorias Quais crimes foram crimes Na lista, feita em uma plataforma on-line (tierlist), as meninas entre 14 e 15 anos foram definidas a partir de categorias sexuais, muitas delas depreciativas. Os investigados, todos menores de idade, responderão por crimes análogos a injúria, difamação e submissão de adolescentes a vexame e constrangimento. Outros crimes serão incluídos ao longo da investigação, caso a polícia encontre evidências de ameaças ou agressões psicológicas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A delegada Maria Luiza Machado, da Dcav, disse que os registros de casos como esses vêm aumentando nos últimos anos. “A gente vê realmente que ultimamente o volume desse compartilhamento tem crescido. E as vítimas se tornam cada vez mais vulneráveis, não só pela idade, mas também pelo gênero”, explicou a delegada Maria Luiza Machado. Para ouvir as vítimas de casos envolvendo menores de idade, é feito um depoimento especial na Dcav. O objetivo é reunir todas as informações que possam ajudar a investigação, para que uma vítima seja ouvida apenas uma vez e evitando que uma criança ou adolescente passe por traumas. “A gente, de fato, tem uma cautela específica, tem um setor específico para depoimento especial para que a gente consiga ouvir essas vítimas de forma a não revitimizá-las”, explicou a delegada. Os depoimentos especiais são recolhidos por policiais especializados, que ficam sozinhos na sala com as vítimas, enquanto algum delegado acompanha os depoimentos em salas separadas. Os pais, muitas vezes, também são ouvidos. O que estava na lista Entre as categorias em imagens da “lista” às quais o g1 teve acesso, estavam: ‘GOAT’ (sigla para o maior de todos os tempos, termo em inglês para “melhor de todos os tempos”) ‘Comeria no lucro’ ‘Bêbado vai’ ‘Me arrependi depois’ ‘Nem olharia’ Cruzeiro, em Jacarépaguá Reprodução/Site oficial Procurado, o colégio Cruzeiro afirmou que registrou o boletim de origem e que fez uma denúncia à plataforma Colégio onde a lista foi criada. A relação já foi retirada do ar. O que diz o colégio O colégio se pronunciou com a seguinte nota: “O bem-estar e a segurança de nossos alunos são prioridades absolutas no Colégio Cruzeiro e repudiamos qualquer atitude de exposição que os afetem. acadêmico, incluindo a formação integral do ser humano. A conduta ética e a responsabilidade digital são temas recorrentes da sociedade contemporânea. Por isso, oferecemos constantemente a nossos três mil alunos, campanhas de conscientização com palestras de juízes, psicólogos, especialistas em tecnologia, delegados, entre outros. zelo e preservação do ambiente formativo. Quanto à autoria e proteção, no âmbito penal, salientamos que as autoridades competentes estão cumprindo o seu papel investigativo.” 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode acompanhar o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
Delegada explica investigação sobre lista de 65 nomes com categorias sexuais no Rio A mãe de uma das alunas incluídas em uma lista de categorias sexuais feita por aulas do colégio Cruzeiro, na Zona Sudoeste do Rio, contorno ao g1 que a filha descobriu a lista ao colocar o nome completo em um buscador na internet. Ao todo, a lista tinha 65 nomes de alunas do 9º ano. Segundo a mãe, a filha estava “incrédula” ao saber do que tinha acontecido. “Ela estava brincando com as amigas de jogar o nome dela no Google, e quando ela fez isso apareceu nesse site. Ela contornou de uma forma bem incrédula, acho que ela ficou sem entender quem poderia ter feito isso com ela. Ficou com raiva e incrédula”, disse a mãe. A filha dela, de 14 anos, foi uma das sete estudantes do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, que prestou depoimento na quinta-feira (9) na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), que investiga o caso. Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) no Rio Henrique Coelho/G1 A mãe classificou o caso como uma “violência imensa”, e relatou que sua filha voltou ao psicólogo, mas está razoavelmente bem. No entanto, o mesmo não aconteceu com outras vítimas: “Ela fez questão de ir na delegacia, tente achar o responsável, então acho que ela está lidando bem com isso. Mas tem menina que reagiu muito mal, que não quer mais ir para a escola, que está envergonhada”, relatou a mãe. Mãe alerta para maior alcance e pede limitações A mãe argumentou que, com o crescimento do uso de redes sociais, qualquer comportamento como o dos alunos do colégio Cruzeiro possui um alcance destrutivo muito maior e com um maior nível de agressividade vinda dos meninos: “Todo mundo no Rio de Janeiro está falando disso, o nome da minha filha está circulando. Acho que a exposição nas redes sociais fez com que a escala da violação fosse muito maior. Claro que tinha ranking antigamente, também tinha uma violação, mas hoje é muito pior”, ponderou. O que pode acontecer com responsáveis por lista A mãe também pediu uma responsabilização de quem fez a lista e a divulgou na internet: “Eu acho fundamental, por isso que eu fiz tanta questão de abrir um boletim de ocorrência, várias outras mães abriram. Eu não quero que ninguém mais passe por isso que minha filha está passando, que essas meninas estão passando”, disse ela. “Tem aí uma responsabilização dos pais que estão sendo omissos, ou que não estão monitorando o celular dos filhos, ou que não estão conversando com eles. É realmente algo que tem que acontecer”, finalizou a mãe. Quem já foi ouvido O diretor da unidade de Jacarepaguá do Colégio Cruzeiro foi ouvido no Dcav na quarta-feira (8). Ele não quis falar com a imprensa. Em depoimento, o diretor afirmou que a escola está tentando apurar internamente quem foram os responsáveis pela criação da lista. A polícia ouve diretor de colégio e vítimas de alunos que fez lista on-line com categorias Quais crimes foram crimes Na lista, feita em uma plataforma on-line (tierlist), as meninas entre 14 e 15 anos foram definidas a partir de categorias sexuais, muitas delas depreciativas. Os investigados, todos menores de idade, responderão por crimes análogos a injúria, difamação e submissão de adolescentes a vexame e constrangimento. Outros crimes serão incluídos ao longo da investigação, caso a polícia encontre evidências de ameaças ou agressões psicológicas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A delegada Maria Luiza Machado, da Dcav, disse que os registros de casos como esses vêm aumentando nos últimos anos. “A gente vê realmente que ultimamente o volume desse compartilhamento tem crescido. E as vítimas se tornam cada vez mais vulneráveis, não só pela idade, mas também pelo gênero”, explicou a delegada Maria Luiza Machado. Para ouvir as vítimas de casos envolvendo menores de idade, é feito um depoimento especial na Dcav. O objetivo é reunir todas as informações que possam ajudar a investigação, para que uma vítima seja ouvida apenas uma vez e evitando que uma criança ou adolescente passe por traumas. “A gente, de fato, tem uma cautela específica, tem um setor específico para depoimento especial para que a gente consiga ouvir essas vítimas de forma a não revitimizá-las”, explicou a delegada. Os depoimentos especiais são recolhidos por policiais especializados, que ficam sozinhos na sala com as vítimas, enquanto algum delegado acompanha os depoimentos em salas separadas. Os pais, muitas vezes, também são ouvidos. O que estava na lista Entre as categorias em imagens da “lista” às quais o g1 teve acesso, estavam: ‘GOAT’ (sigla para o maior de todos os tempos, termo em inglês para “melhor de todos os tempos”) ‘Comeria no lucro’ ‘Bêbado vai’ ‘Me arrependi depois’ ‘Nem olharia’ Cruzeiro, em Jacarépaguá Reprodução/Site oficial Procurado, o colégio Cruzeiro afirmou que registrou o boletim de origem e que fez uma denúncia à plataforma Colégio onde a lista foi criada. A relação já foi retirada do ar. O que diz o colégio O colégio se pronunciou com a seguinte nota: “O bem-estar e a segurança de nossos alunos são prioridades absolutas no Colégio Cruzeiro e repudiamos qualquer atitude de exposição que os afetem. acadêmico, incluindo a formação integral do ser humano. A conduta ética e a responsabilidade digital são temas recorrentes da sociedade contemporânea. Por isso, oferecemos constantemente a nossos três mil alunos, campanhas de conscientização com palestras de juízes, psicólogos, especialistas em tecnologia, delegados, entre outros. zelo e preservação do ambiente formativo. Quanto à autoria e proteção, no âmbito penal, salientamos que as autoridades competentes estão cumprindo o seu papel investigativo.” 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode acompanhar o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.[/gpt3]











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