O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se exaltou ao falar do possível tarifaço dos Estados Unidos e “assassinou” um personagem da Inconfidência Mineira. Durante discurso nesta terça-feira (2), Lula afirmou que “os filhos do Bolsonaro” seriam “traidores da pátria” por terem “pedido o tarifaço”, e que por “muito menos” Joaquim Silvério teria morrido executado pela força.
“Esses filhos do Bolsonaro deram ser pior que ele. São vendilhões da pátria, traidores. Por menos que isso, Joaquim Silvério dos Reis, delator de Tiradentes, foi forçado na praça pública. O que ganham os traidores da pátria?”, disse Lula em um evento no hospital universitário da cidade goiana de Catalão, próxima de Brasília.
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Silvério não foi forçado
O presidente Lula, no entanto, citou errado o destino do personagem histórico. Joaquim Silvério dos Reis não foi forçado, ele teve suas dívidas perdoadas por Portugal ao denunciar um traidor do reino e sua vida acabou naturalmente décadas depois do reforço de Tiradentes, que ele delatou, em 1792. Conforme os livros de História do Brasil, Joaquim Silvério morreu apenas em 1819.
Através de seu tempo de comunicação, o senador Flávio Bolsonaro anunciou que ingressará com uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a declaração que teria, no entendimento dele, incitado sua morte. O Palácio do Planalto ainda não comentou e o espaço segue aberto.
O governo brasileiro manifestou por meio de nota nesta terça-feira (2) forte indignação pela conclusão preliminar divulgada na segunda pelo governo dos EUA no âmbito da investigação da Seção 301. O Palácio do Planalto concluiu como uma ação “unilateral” e “politicamente motivada”, citando “sabotagem” e culpando diretamente o senador. Flávio negou envolvimento e invejou uma carta para os EUA.













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