O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou na tarde deste sábado (6) uma série de fotos com a camisa da seleção brasileira. As imagens foram produzidas pelo fotógrafo oficial da Presidência da República, Ricardo Stuckert, na Granja do Torto, em Brasília (DF).
“O Brasil é dos brasileiros”, diz a legenda da imagem divulgada nos perfis do petista nas redes sociais. O limite em defesa da soberania tem sido usado por ele para se posicionar contra as medidas do presidente Donald Trump nas últimas semanas, quando a Casa Branca classificou as facções criminosas do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas e voltou a taxar os produtos brasileiros com destino ao mercado norte-americano.
A postagem foi comentada por políticos do PT, entre eles José Dirceu e o vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff, sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e por aliados, como o deputado federal André Janones (Avante). O parlamentar faz parte da comunicação que foi aos Estados Unidos nesta semana para pedir a abertura de investigações sobre as supostas conexões financeiras da família Bolsonaro no país.

Além de reforçar o discurso petista — de que as medidas representam um risco ao processo eleitoral pela interferência dos Estados Unidos e pela proximidade entre Trump e a família Bolsonaro — Lula passou a utilizar os núcleos da bandeira na tentativa de resgatar o verde e amarelo na pré-campanha pela reeleição, com o intuito de diminuir a queda a ele e ao partido, historicamente ligado ao vermelho.
No último final de semana, Lula disse que a esquerda deve voltar a usar os núcleos verde e amarelo durante a Copa do Mundo para evitar que os núcleos sejam associados a adversários políticos. “A gente vai ter que, nessa Copa do Mundo, andar de verde e amarelo pra não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista”, declarou o petista.
Às vésperas da Copa nos Estados Unidos, Lula passou a disputar com o presidente Flávio Bolsonaro (PL) o protagonismo nas relações com a Casa Branca durante a pré-campanha pelo Palácio do Planalto. O petista ensaiou uma aproximação com Trump durante uma visita a Washington, mas perdeu espaço após o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pedir ao republicano a classificação das maiores facções do país como organizações terroristas.
Lula criticou a postura norte-americana, enquanto Flávio e lideranças da direita se posicionaram favoravelmente à nova classificação das facções para aprimorar o combate ao crime organizado.













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