O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deverá zerar a fila de espera para concessão de benefícios setembro até. A cobrança foi feita após a troca no comando do órgão e resgatar uma das promessas feitas pelo petista no início de seu terceiro mandato.
Durante o discurso, Lula elogiou a nova presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, e afirmou ter recebido dela o compromisso de eliminar a fila considerada histórica por segurados de todo o país.
“Quero dar os parabéns à nova presidente do INSS, que prometeu, que prometeu para mim que, até o mês de setembro, ela vai zerar a famosa fila do INSS de pessoas esperando o benefício”, declarou em um evento na quinta-feira (11).
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A meta do governo é reduzir a quantidade de requisitos com mais de 45 dias de espera, adotadas pelo Ministério da Previdência para definir o chamado “fim da fila”. Todos os meses, o INSS recebe, em média, cerca de 1,3 milhão de novos pedidos de benefícios.
Segundo dados do ministério, o estoque atual de benefícios em análise é de 2,2 milhões de processos. Em fevereiro, esse número era de 3,1 milhões, o que representa uma redução de 29% em três meses.
A pasta afirma que parte significativa dos processos pendentes não depende exclusivamente da atuação do governo. De acordo com o ministério, aproximadamente 528 mil pedidos de solicitações de ações próprias seguradas, como envio de documentos ou complementação de informações, o que representa mais de 20% do total da fila.
Os números divulgados pelo governo também apontam queda no tempo médio de análise dos benefícios, em uma média de 59 dias em fevereiro para 51 em março e 40 dias de abril.
Troca de comando para acelerar promessa
A cobrança por resultados ocorre após mudanças recentes na direção do INSS, em que a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira foi promovida à presidência do instituto após a demissão de Gilberto Waller Júnior, que não teria conseguido avançar na redução da fila e levado a um desgaste político para Lula.
A situação do INSS foi considerada sensível pelo governo, especialmente diante da proximidade das eleições. A demora na análise dos pedidos é uma das principais reclamações de aposentados, pensionistas e segurados que dependem dos benefícios previdenciários.
O instituto também enfrentou os reflexos do escândalo de fraudes reveladas pela Polícia Federal no ano passado com o roubo de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas em um esquema de descontos indevidos entre os anos de 2019 e 2024. O caso levou ao afastamento e à demissão, à época, do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

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