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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (19) que o atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, será o substituto do ministro Fernando Haddad (PT) no cargo. O petista deixará o governo nesta sexta-feira (20) para disputar uma carga eletiva pelo estado de São Paulo, provavelmente uma disputa ao governo contra o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que tentará a reeleição.
O anúncio ocorreu durante um evento na zona Norte de São Paulo com um tom de cobrança ao novo titular da pasta.
“Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Dario será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda. Olhem bem para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”, afirmou o presidente.
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Durigan é considerado o “número 2” da Fazenda e vinha exercendo papel central na condução interna do ministério. É ele quem organiza fluxos, distribui tarefas e atua como ele entre técnicos, Congresso e o Palácio do Planalto.
“É um dia muito especial, porque estou deixando o ministério da Fazenda”, afirmou Haddad durante o evento com Lula.
Já o presidente, por sua vez, exaltou o legado do futuro ex-ministro afirmando que “Haddad passará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso da história deste país por ter aprovado uma reforma tributária que esteve parada há 40 anos”.
A troca no comando do Ministério da Fazenda ocorre em um momento delicado da economia, em que a guerra no Oriente Médio está provocando graves reflexos no cotidiano dos brasileiros, com a disparada do preço do diesel e a iminência de uma greve de caminhoneiros. Haddad e sua equipe costuraram com Lula um plano para tentar conter os impactos, zerando impostos federais como o IPI e Cofins, além de subvenção à produção de combustível no país.
Embora não tenha confirmado que disputará o governo do estado de São Paulo, Haddad percebeu que o cenário eleitoral atual é mais difícil principalmente para a difícil tentativa de reeleição de Lula. O avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas de intenção de votos fez o próprio presidente e o PT acelerarem a definição da chapa que vai concorrer em São Pailo, e Haddad passou a ser pressionado para concorrer.
“Eu falei para o presidente ‘não vou ser candidato’, e ficou isso. [durante] esses [últimos] três meses de conversa com ele, o cenário se complicou. O céu está menos azul do que eu imaginava no ano passado”, afirmou no último final de semana.
Ele ainda apontou que “eu vou participar das eleições. […] [O cargo] eu vou anunciar depois da minha saída do ministério, a que eu vou ser candidato”.














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