O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que foi líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara, acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de querer acabar com o Pix se for eleito à presidência da República nas eleições de outubro.
A crítica, postada em uma rede social nesta quinta-feira (2), é acompanhada de que seria uma omissão do pré-candidato às críticas dos Estados Unidos e que estariam inseridos nos interesses estrangeiros em detrimento do Brasil.
Nesta semana, um relatório divulgado pelo Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos incluiu o Pix entre supostas barreiras brasileiras ao comércio internacional. O documento também cita políticas regulatórias sobre redes sociais e medidas tributárias como fatores que, na visão do país, impactariam interesses econômicos norte-americanos.
“O ‘patriotismo’ de Flávio Bolsonaro acaba onde começa as ordens do Trump. A Casa Branca atacando o nosso Pix e a nossa soberania e ele em silêncio absoluto”, afirmou.
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Lindbergh emendou afirmando que o senador “prefere bater palma para americano do que defensor o que facilita a vida de milhões de brasileiros” e concluiu que “Flávio vai acabar com o Pix. O Pix é do Brasil”.
Após a publicação da postagem, perfis alinhados à esquerda ampliaram a narrativa nas redes sociais, associando o senador a uma suposta interferência internacional ao sistema brasileiro de pagamentos. A Frente Brasil Popular publicou que “os bolsoTrump voltaram a ameaçar o Pix e atacar a soberania brasileira. Defenda o Pix, é do Brasil”.
Os influenciadores também convocaram uma “mobilização nacional”, replicando mensagens com tom de alerta e defesa do sistema brasileiro de pagamentos. Em uma das publicações.
“O Pix é do Brasil. Flávio vai acabar com o Pix. Trump já deixou claro: quer acabar com o PIX”, indicando uma conexão direta entre o senador e interesses do presidente do país norte-americano.
O relatório americano dedica oito páginas ao Brasil e retoma pontos levantados em investigações comerciais conduzidas sob a chamada Seção 301, que podem resultar em tarifas contra produtos brasileiros. Entre as críticas, o documento destaca que o Banco Central concentra funções para “criar, dissuadir, operar e regular o Pix”, além de mencionar preocupações de empresas americanas sobre possível favorecimento ao sistema.
Além do Pix, o texto também aborda disputas comerciais recorrentes entre Brasil e Estados Unidos, como entraves no registro de patentes, conflitos sobre propriedade intelectual, tarifas aplicadas ao etanol e restrições sanitárias à carne suína americana. O relatório ainda menciona políticas de incentivo à produção audiovisual brasileira como outro ponto de atenção nas relações bilaterais.

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