• Anuncie
  • Contato
  • Home
  • Política
  • Política de privacidade
  • Quem Somos
  • Trabalhe Conosco
  • Menu
    • Política
    • Economia
    • São Paulo
    • Brasil
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Saúde
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Vídeos
  • Política de privacidade
Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Menu
    • Política
    • Economia
    • São Paulo
    • Brasil
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Saúde
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Vídeos
  • Política de privacidade
Sem Resultado
Ver todos os resultados
Sem Resultado
Ver todos os resultados

Lei Antifacção expõe novo racha entre Lula e Hugo Motta

Por Redação
12 de novembro de 2025
Em Notícias
A A
Lei Antifacção expõe novo racha entre Lula e Hugo Motta
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



A pressão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez com que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizasse mudanças no relatório do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) para o projeto de lei (PL) Antifacção. Motta se reuniu com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, nesta terça-feira (11), quando recebeu as sugestões do Executivo para o texto final.

Hugo Motta sinalizou a intenção de votar o projeto ainda nesta quarta-feira (12), caso haja consenso entre os líderes. O acordo inicial era para que apenas a discussão fosse feita nesta semana e a votação acontecesse na próxima. Por conta da Conferência do Clima de Belém, a COP 30, a Câmara está funcionando pelo sistema remoto e a maioria dos parlamentares está fora de Brasília.

No encontro com Motta, o ministro Lewandowski defendeu a retomada do projeto original, que foi escrito por sua equipe no Ministério da Justiça e enviado pelo Planalto ao Congresso no início de novembro.

O chefe da pasta sinalizou, por exemplo, que o artigo que condiciona a atuação da Polícia Federal a uma comunicação prévia às “autoridades estaduais” ou a um pedido formal da Polícia Civil seria “inconstitucional”. E a parte que inclui crimes cometidos por facções e milícias na Lei Antiterrorismo seria “inconsistente” e pouco eficaz do ponto de vista jurídico.

A pressão trabalhou nesta terça (11) Derrite apresentou uma terceira versão de seu relatório mantendo a autonomia da PF para entrar nas investigações e retirando a classificação das facções como grupos terroristas.

“A Câmara não permitirá, em nenhum momento, que a Polícia Federal perca as suas prerrogativas. Essa é uma condição inegociável para nós, tanto que o próprio relator [Guilherme Derrite]desde o dia de ontem, por meio de nosso, conversou com o diretor-geral da Polícia Federal [Andrei Rodrigues]”, disse Hugo a jornalistas na chegada à Câmara.

Um dos argumentos do governo que passou a ser acampado por Motta é de que uma eventual classificação das facções criminosas como organizações terroristas poderia “expor o Brasil à intervenção dos Estados Unidos”. Diante da pressão do Palácio do Planalto, o presidente da Câmara sinalizou que o projeto não permitirá o “risco à soberania nacional”.

Contudo, os críticos dizem que o argumento de Motta não tem embasamento na realidade, pois se decidir intervir no Brasil, Washington não levaria em conta se a lei local permitisse ou não a intervenção.

“Precisamos, sim, suportar as penas. Precisamos, sim, tipificar os crimes mais atuais, mais modernos. Precisamos, sim, ser mais duros e enérgicos com os chefes dessas facções criminosas, mas sem permitir que haja qualquer questionamento sobre a soberania”, disse Motta.

Governo pressionou contra indicação de Derrite

A crise entre governistas e Hugo Motta começou ainda na semana passada, depois que o presidente da Câmara indicou Derrite como relator. Ele foi licenciado pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo para exercer a tarefa. Integrantes do Palácio do Planalto reagiram com petição à escolha e acusaram Motta de ter sido desleal ao entregar a relatoria de um projeto de governo a um adversário político.

Derrite, que é secretário do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), é visto entre os petistas como um nome alinhado à direita e à estratégia de fortalecimento do governador paulista, cotado para disputar a Presidência em 2026. O presidente Lula chegou a um telefone no sábado (9) para o presidente da Câmara, reclamando a escolha. A informação foi publicada pelo portal G1 e confirmado pela Gazeta do Povo com aliados de Motta.

O presidente da Câmara, no entanto, garantiu ao petista que o texto será prolongado de forma técnica e “sem viés político”, e garantiu que o projeto do governo não será compensado a propostas que equiparem facções criminosas a organizações terroristas — ponto sensível para o Planalto.

Em publicação nas redes sociais, Motta afirmou que a segurança pública é uma “pauta suprapartidária e uma urgência nacional” e defendeu a aprovação do projeto ainda neste ano. Segundo ele, o relatório de Derrite “preserva avanços do projeto do governo federal e perdura as penas contra o crime”.

O deputado acrescentou que o tema deve servir como “ponto de unidade” entre governo, Congresso e sociedade: “Quando o tema é segurança, não há direita nem esquerda, há apenas o dever de proteger.”

Aliados do presidente da Câmara afirmaram que a escolha do relator é uma prerrogativa da Casa e dizem que não há motivos para as respostas do governo. Segundo interlocutores, Motta comunicou anteriormente ao Planalto que indicava Derrite e considerava que o texto vem sendo construído de forma “técnica” e “suprapartidária”.

Oposição comomorou escolha de Derrite para relatoria do projeto do governo Lula

A escolha de Derrite foi amplamente comemorada pela oposição, que interpretou a decisão de Motta como uma derrota política do governo. “Derrite saberá reescrever o PL do Lula e fazer esse texto original horroroso um relatório muito melhor. O Hugo escolheu alguém que vê traficante como criminoso a ser combatido, não como vítima do usuário”, disse Marcel van Hattem (RS), líder do Novo na Câmara.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o projeto está em “boas mãos” e será “um divisor de águas para o Brasil”: “Uma honra poder ceder a relatoria em plenário para alguém tão capacitado e que luta há anos contra o crime organizado. Está em boas mãos e não tenho dúvidas de que será um divisor de águas para o Brasil.”

A escolha de Derrite também repercutiu no Centrão, onde a indicação foi interpretada como uma oportunidade de fortalecer a candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas em 2026. Como Derrite é secretário licenciado de São Paulo, líderes do bloco avaliam que o eventual sucesso da relatoria fortalecerá politicamente o governador, considerado o principal nome da direita para Lula.

Na contramão, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, classificou a escolha como um “desrespeito com o presidente Lula” e uma “provocação”. “O projeto de lei antifacção é uma prioridade do governo Lula, e colocar a relatoria nas mãos do secretário de segurança do governador Tarcísio beira uma provocação. Parece um interesse deliberado de atrapalhar a tramitação da pauta prioritária do governo na área de segurança pública.”

No Palácio do Planalto, uma fato veio por meio da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que afirmou que a escolha de Derrite está “contaminada com a questão política” e que o tema da segurança pública “tem tudo a ver com 26”, referência às eleições presidenciais de 2026.

“Conversei com o presidente Hugo Motta na sexta-feira. Disse a ele que isso não seria positivo, que soaria como desrespeito ao governo e ao próprio presidente, porque era um projeto do governo”, afirmou Gleisi em entrevista à GloboNews.

Lewandowski tenta superar a derrota de Lula com a escolha de Derrite

Até o momento, Derrite já apresentou pelo menos três versões do projeto. “A costura do texto tem que ser muito bem feita, o relator está dialogando. Há total disposição da Câmara, do relator, de construir a melhor proposta possível para que ela possa caminhar não só bem na Câmara, como bem no Senado e dar as condições do Poder Executivo analisar a possível sanção”, disse Motta.

Uma das alterações em discussão trata da ampliação das hipóteses em que o patrimônio de empresas associadas a organizações criminosas poderá ser atingido. Na última versão do texto, Derrite restabeleceu a previsão para que a Polícia Federal possa participar das investigações de caráter “integrativo, cooperativo” com a polícia estadual, sempre que a matéria de sua competência constitucional ou legal.

“As mudanças não mudam coisa alguma: ele continua atacando a Polícia Federal, tentando transformar um instrumento de Estado em refém de interesses políticos. É um texto feito para domesticar a PF e isso é inegociável”, afirmou o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), sobre a nova versão do relatório.

Mesmo sem classificar diretamente as facções como organizações terroristas, membros da base governamental criticam o relatório. Segundo parlamentares próximos ao Planalto, a redação cria insegurança jurídica e abre margem para interpretações que permitem enquadrar facções como terroristas.

Derrite minimizou as críticas e garantiu que o texto “preserva o papel da Justiça Federal e das polícias estaduais”. “Está previsto expressamente a competência dos Ministérios Públicos e das polícias civis estaduais nos crimes equiparados ao terrorismo. Agora, se o indivíduo cometeu crime de terrorismo em razão de xenofobia, etnia, raça, religião ou cor, o processamento é na Justiça Federal”, disse.

Entre as ações consideradas equiparadas ao terrorismo está o ato de “restringir, limitar, obstaculizar ou dificultar, ainda que de modo temporário, a livre circulação de pessoas, bens e serviços, públicos ou privados, sem motivação legítima autorizada pelo ordenamento jurídico”. Integrantes do governo afirmam que esta redação abre brecha para enquadrar protestos e manifestações sociais, o que Derrite nega.

“Não existe essa possibilidade, porque isso precisa ser realizado por membros de organizações criminosas. É completamente diferente de qualquer movimento social”, rebateu o relator.

Lula tem piora na avaliação na pauta de segurança

A tensão entre Planalto e Câmara sobre a Lei Antifacção ocorre em meio à pior avaliação do governo Lula justamente na área de segurança pública. Levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas no final de outubro mostrou que 45,8% dos brasileiros acreditam que a segurança pública piorou sob o atual governo petista, enquanto apenas 17,2% dizem que melhorou e 33,9% afirmam que chegaram iguais.

O estudo, realizado entre 21 e 24 de outubro com 2.020 participantes em 26 estados e no Distrito Federal, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e grau de confiança de 95%. Para o diretor do instituto, Murilo Hidalgo, “o dado da segurança pública sinaliza que a sensação de insegurança é um ponto que o governo deve trabalhar com maior dedicação, uma vez que impacta a qualidade de vida e a avaliação da gestão como um todo”.

O cientista político Márcio Coimbra, presidente do Instituto Monitor da Democracia, reforça o diagnóstico. “Enquanto o Rio de Janeiro chama a atenção pela visibilidade, vastas regiões do Norte e Nordeste já vivem sob um silencioso e férreo controle das facções. Inúmeras cidades têm seus comércios, transporte e até a vida social ditados pelo crime. Prefeitos governam sob a tutela de grupos de infrações ou fazem parte deles, enquanto a população vive sob a lei do silêncio”, afirmou.

Segundo Coimbra, dados do Monitor da Violência indicam que 15% dos municípios brasileiros relataram episódios de guerra entre facções em 2023 — um aumento de 40% em relação a 2020.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
Tags: Antifacçãocâmara dos deputadosCapitão Derritecentrãoentreexpõegleisi hoffmannHugohugo mottaleilulaMottanovoParaná Pesquisaspolicia federalrachaRicardo Lewandowskisegurança públicatarcísio de freitasterrorismoviolênciavotação
Postagem Anterior

Humanos não conseguem mais distinguir música gerada por IA de música real, diz pesquisa

Próxima Postagem

Setor de serviços cresce 0,6% em setembro; oitavo mês seguido de alta

Próxima Postagem

Setor de serviços cresce 0,6% em setembro; oitavo mês seguido de alta

Deixe o Seu Comentário

PREVISÃO DO TEMPO

Fonte de dados meteorológicos: Wetter 30 tage

INVESTIGADOR PROFISSIONAL 11 98806-4613

TERRENO EM JANAÚBA/MG (38) 9.9154-0000

VENDE – SE BANCO DIGITAL

JASMIRA IMÓVEIS (38) 9.8831-0162

CERTIFICADO DIGITAL SEM SAIR DE CASA

JASMIRA IMÓVEIS (38) 9.8831-0162

INVESTIGADOR DIGITAL 11 98806-4613

Foto: Reprodução

CURSOS ONLINE

  • Anuncie
  • Contato
  • Home
  • Política
  • Política de privacidade
  • Quem Somos
  • Trabalhe Conosco

© 2024 Rede BCN | Todos os direitos reservados. E-mail: redacao@redebcn.com.br

Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Menu
    • Política
    • Economia
    • São Paulo
    • Brasil
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Saúde
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Vídeos
  • Política de privacidade

© 2024 Rede BCN | Todos os direitos reservados. E-mail: redacao@redebcn.com.br

Sair da versão mobile