Juri do caso Henry Borel ouve delegados, perito e legista nesta terça; veja o que esperar dos depoimentos
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Júri da morte de Henry Borel é interrompido sem depoimentos e será retomado nesta terça O Tribunal do Júri do Rio retoma às 9h desta terça-feira (26) o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. O segundo dia da sessão deve ser marcado pelo início dos depoimentos de testemunhas centrais para a acusação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Devem ser ouvidos nesta terça os delegados Edson Henrique Damasceno e Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas, responsáveis pela investigação do caso, além do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e do perito Luiz Carlos Leal Prestes. Veja como essas testemunhas se posicionaram ao longo da investigação do caso. O julgamento acontece no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Central do Rio, e havia sido retomado na manhã desta segunda-feira (25), após o adiamento ocorrido em março. O primeiro dia da nova sessão, porém, terminou sem a oitiva de testemunhas. Jairinho e Monique Medeiros, em fotos feitas no ingresso do casal no sistema penitenciário Reprodução O que as testemunhas já disseram As testemunhas previstas para serem ouvidas nesta terça-feira devem atuar em pontos considerados centrais para o exame do julgamento, principalmente nas disputas sobre a causa da morte de Henry, a dinâmica das agressões e a atuação dos réus antes e depois do crime. O delegado Edson Henrique Damasceno, responsável pelo inquérito, deve reforçar a linha de acusação de que a investigação desmontou a versão apresentada inicialmente pelo casal — de que Henry teria sofrido um acidente doméstico. A conclusão do delegado se apoia no cruzamento de provas digitais, depoimentos e no comportamento dos réus antes, durante e após a morte da criança. “As razões do meu indiciamento constam na conclusão do meu inquérito. (…) A gente vê um comportamento anterior, a gente vê o comportamento no dia, a gente vê um comportamento posterior”, afirmou em depoimentos anteriores. Caso Henry Borel: julgamento é transferido para maio após manobra dos advogados de Jairinho, padrasto da criança Jornal Nacional/ Reprodução A defesa de Jairinho sustenta que a morte pode ter sido provocada por uma queda acidental ou até por erro médico durante as tentativas de reanimação no Hospital Barra D’Or. Nesse contexto, o depoimento do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva é considerado relevante porque deve rebater diretamente essas situações, como ele já fez ao longo do processo. Segundo os pareceres técnicos já apresentados, o especialista concluiu que as lesões internas identificadas no corpo de Henry não são compatíveis com acidentes domésticos nem com manobras médicas. “Concluindo pela incompatibilidade das lesões com as hipóteses de acidente doméstico e ou morte causada pelas manobras de reanimação”, afirmou na análise técnica anterior. O perito Luiz Carlos Leal Prestes também deve reforçar a tese de que houve violência intencional. Nas manifestações anteriores, ele afirmou que o conjunto de lesões encontradas no menino é compatível com agressões físicas graves. “A multiplicidade dessas lesões fala muito a favor de um espancamento”, afirmou ele anteriormente. Já a delegada assistente Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas deve abordar elementos da investigação de campo e depoimentos de moradores e pessoas ligadas ao condomínio onde o casal Vivia. O objetivo da acusação é demonstrar que havia um ambiente recorrente de tensão e conflitos no apartamento. “As brigas e gritarias no apartamento eram constantes”, relatou ao citar o depoimento de uma moradora do condomínio onde moravam Jairinho e Monique. Vídeo mostra Jairinho e Monique descendo de elevador, a caminho do hospital Reprodução Nesta terça, a estratégia de defesa deve continuar técnicas no questionamento das perícias, da cadeia de custódia das provas e da dinâmica das agressões apontadas pela acusação. Como foi o 1° dia de julgamento A juíza Elizabeth Machado Louro cerrou os trabalhos nesta segunda-feira por volta das 17h10, após uma sessão marcada por nova tentativa de defesa de Jairinho de adiar o júri. Logo na abertura da sessão, às 11h, a defesa do ex-vereador pediu novo adiamento do julgamento sob alegação de que um dos advogados de Jairinho, Fabiano Lopes, sofreu um infarto no sábado (23). Jairinho chegou a destituir a própria banca de defesa e afirmou que o advogado afastado era o único capaz de conduzir questionamentos relacionados a outros processos e acusações de agressão contra ele. “O que eu mais queria hoje era começar esse plenário e terminar, mas estou indefeso”, afirmou o réu. A juíza Elizabeth Louro disse que não teria como obrigações sem defesa inerentes, mas afirmou que, em caso de novo adiamento, acolheria pedido da acusação para transferir Jairinho de Bangu 8 para Bangu 1, unidade de segurança máxima. Segundo a magistrada, as sucessivas tentativas de postergação transformaram o Judiciário e os demais envolvidos no processo em “reféns de Jairinho”. Após a manifestação de juíza, o ex-vereador voltou atrás, recompôs o banco e decidiu obrigações no julgamento sem o advogado independente. Jairinho durante o depoimento no caso Henry Divulgação/Brunno Dantas e Felipe Cavalcanti/TJRJ Essa foi a terceira tentativa de defesa de Jairinho de suspender o júri em uma semana. Outros pedidos já foram rejeitados pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Conselho de Sentença Por volta das 12h30 desta segunda, foi formado o Conselho de Sentença responsável pelo julgamento. O júri popular é composto por cinco homens e duas mulheres, que decidirão pelas declarações ou absolvição dos réus. Os jurados permaneceram incomunicáveis durante o julgamento e não podem acessar redes sociais, conversar sobre o caso ou ter contato com partes e testemunhas. Relembre o caso Henry Borel morreu no dia 8 de março de 2021, após dar entrada no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, já em parada cardiorrespiratória. A Justiça retomou o julgamento do caso Henry Borel inicialmente, o caso foi tratado como um possível mal súbito, mas os exames identificaram múltiplas lesões e sinais de agressão. A investigação da Polícia Civil concluiu que o menino vinha sofreu agressões antes da morte. Jairinho e Monique foram presos em abril de 2021. O Ministério Público denunciou os dois por homicídio qualificado e tortura. Segundo a acusação, Jairinho praticou agressões contra Henry e Monique, como mãe da criança, sabia das violências e se omitiu. As defesas negam os crimes. Jairinho sustenta que as lesões podem ter sido provocadas por acidente doméstico ou erro médico. Já Monique afirma que não tinha conhecimento das agressões e que era manipulada pelo companheiro então. Como funciona o Tribunal do Júri O Tribunal do Júri é responsável por julgar crimes dolorosos contra a vida, como homicídios. Foto de Henry Borel postada por Leniel Borel Reprodução A decisão não é tomada apenas pela juíza responsável pelo caso, mas por sete jurados escolhidos para compor o Conselho de Sentença. Durante o julgamento, as testemunhas, os peritos e os próprios réus são ouvidos. Em seguida, acusação e defesa fazem os debates orais. Ao final, os jurados responderam aos quesitos formulados pela magistrada e decidem, em votação secreta, pelas declarações ou absolvição dos réus. Caso haja informações específicas, cabe à juíza definir a pena.
Júri da morte de Henry Borel é interrompido sem depoimentos e será retomado nesta terça O Tribunal do Júri do Rio retoma às 9h desta terça-feira (26) o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. O segundo dia da sessão deve ser marcado pelo início dos depoimentos de testemunhas centrais para a acusação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Devem ser ouvidos nesta terça os delegados Edson Henrique Damasceno e Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas, responsáveis pela investigação do caso, além do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e do perito Luiz Carlos Leal Prestes. Veja como essas testemunhas se posicionaram ao longo da investigação do caso. O julgamento acontece no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Central do Rio, e havia sido retomado na manhã desta segunda-feira (25), após o adiamento ocorrido em março. O primeiro dia da nova sessão, porém, terminou sem a oitiva de testemunhas. Jairinho e Monique Medeiros, em fotos feitas no ingresso do casal no sistema penitenciário Reprodução O que as testemunhas já disseram As testemunhas previstas para serem ouvidas nesta terça-feira devem atuar em pontos considerados centrais para o exame do julgamento, principalmente nas disputas sobre a causa da morte de Henry, a dinâmica das agressões e a atuação dos réus antes e depois do crime. O delegado Edson Henrique Damasceno, responsável pelo inquérito, deve reforçar a linha de acusação de que a investigação desmontou a versão apresentada inicialmente pelo casal — de que Henry teria sofrido um acidente doméstico. A conclusão do delegado se apoia no cruzamento de provas digitais, depoimentos e no comportamento dos réus antes, durante e após a morte da criança. “As razões do meu indiciamento constam na conclusão do meu inquérito. (…) A gente vê um comportamento anterior, a gente vê o comportamento no dia, a gente vê um comportamento posterior”, afirmou em depoimentos anteriores. Caso Henry Borel: julgamento é transferido para maio após manobra dos advogados de Jairinho, padrasto da criança Jornal Nacional/ Reprodução A defesa de Jairinho sustenta que a morte pode ter sido provocada por uma queda acidental ou até por erro médico durante as tentativas de reanimação no Hospital Barra D’Or. Nesse contexto, o depoimento do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva é considerado relevante porque deve rebater diretamente essas situações, como ele já fez ao longo do processo. Segundo os pareceres técnicos já apresentados, o especialista concluiu que as lesões internas identificadas no corpo de Henry não são compatíveis com acidentes domésticos nem com manobras médicas. “Concluindo pela incompatibilidade das lesões com as hipóteses de acidente doméstico e ou morte causada pelas manobras de reanimação”, afirmou na análise técnica anterior. O perito Luiz Carlos Leal Prestes também deve reforçar a tese de que houve violência intencional. Nas manifestações anteriores, ele afirmou que o conjunto de lesões encontradas no menino é compatível com agressões físicas graves. “A multiplicidade dessas lesões fala muito a favor de um espancamento”, afirmou ele anteriormente. Já a delegada assistente Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas deve abordar elementos da investigação de campo e depoimentos de moradores e pessoas ligadas ao condomínio onde o casal Vivia. O objetivo da acusação é demonstrar que havia um ambiente recorrente de tensão e conflitos no apartamento. “As brigas e gritarias no apartamento eram constantes”, relatou ao citar o depoimento de uma moradora do condomínio onde moravam Jairinho e Monique. Vídeo mostra Jairinho e Monique descendo de elevador, a caminho do hospital Reprodução Nesta terça, a estratégia de defesa deve continuar técnicas no questionamento das perícias, da cadeia de custódia das provas e da dinâmica das agressões apontadas pela acusação. Como foi o 1° dia de julgamento A juíza Elizabeth Machado Louro cerrou os trabalhos nesta segunda-feira por volta das 17h10, após uma sessão marcada por nova tentativa de defesa de Jairinho de adiar o júri. Logo na abertura da sessão, às 11h, a defesa do ex-vereador pediu novo adiamento do julgamento sob alegação de que um dos advogados de Jairinho, Fabiano Lopes, sofreu um infarto no sábado (23). Jairinho chegou a destituir a própria banca de defesa e afirmou que o advogado afastado era o único capaz de conduzir questionamentos relacionados a outros processos e acusações de agressão contra ele. “O que eu mais queria hoje era começar esse plenário e terminar, mas estou indefeso”, afirmou o réu. A juíza Elizabeth Louro disse que não teria como obrigações sem defesa inerentes, mas afirmou que, em caso de novo adiamento, acolheria pedido da acusação para transferir Jairinho de Bangu 8 para Bangu 1, unidade de segurança máxima. Segundo a magistrada, as sucessivas tentativas de postergação transformaram o Judiciário e os demais envolvidos no processo em “reféns de Jairinho”. Após a manifestação de juíza, o ex-vereador voltou atrás, recompôs o banco e decidiu obrigações no julgamento sem o advogado independente. Jairinho durante o depoimento no caso Henry Divulgação/Brunno Dantas e Felipe Cavalcanti/TJRJ Essa foi a terceira tentativa de defesa de Jairinho de suspender o júri em uma semana. Outros pedidos já foram rejeitados pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Conselho de Sentença Por volta das 12h30 desta segunda, foi formado o Conselho de Sentença responsável pelo julgamento. O júri popular é composto por cinco homens e duas mulheres, que decidirão pelas declarações ou absolvição dos réus. Os jurados permaneceram incomunicáveis durante o julgamento e não podem acessar redes sociais, conversar sobre o caso ou ter contato com partes e testemunhas. Relembre o caso Henry Borel morreu no dia 8 de março de 2021, após dar entrada no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, já em parada cardiorrespiratória. A Justiça retomou o julgamento do caso Henry Borel inicialmente, o caso foi tratado como um possível mal súbito, mas os exames identificaram múltiplas lesões e sinais de agressão. A investigação da Polícia Civil concluiu que o menino vinha sofreu agressões antes da morte. Jairinho e Monique foram presos em abril de 2021. O Ministério Público denunciou os dois por homicídio qualificado e tortura. Segundo a acusação, Jairinho praticou agressões contra Henry e Monique, como mãe da criança, sabia das violências e se omitiu. As defesas negam os crimes. Jairinho sustenta que as lesões podem ter sido provocadas por acidente doméstico ou erro médico. Já Monique afirma que não tinha conhecimento das agressões e que era manipulada pelo companheiro então. Como funciona o Tribunal do Júri O Tribunal do Júri é responsável por julgar crimes dolorosos contra a vida, como homicídios. Foto de Henry Borel postada por Leniel Borel Reprodução A decisão não é tomada apenas pela juíza responsável pelo caso, mas por sete jurados escolhidos para compor o Conselho de Sentença. Durante o julgamento, as testemunhas, os peritos e os próprios réus são ouvidos. Em seguida, acusação e defesa fazem os debates orais. Ao final, os jurados responderam aos quesitos formulados pela magistrada e decidem, em votação secreta, pelas declarações ou absolvição dos réus. Caso haja informações específicas, cabe à juíza definir a pena.[/gpt3]











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