
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, nomeou a juíza Renata Gil Alcântara para comandar a recém-criada Diretoria de Assuntos Internacionais da Corte. Ex-conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Renata é namorada do ministro Dias Toffoli, que se tornou membro titular do TSE no último dia 13.
A portaria com a nomeação foi publicada nesta quarta-feira (27). A magistrada deixará o cargo de assessor do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto, governador interino do estado.
Nas redes sociais, ela disse ter recebido o convite de Nunes Marquer com “honra e responsabilidade” e afirmou que a Justiça Eleitoral é um “instrumento de soft power do Brasil perante as grandes democracias do mundo”.
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“A missão também reforça a importância da presença feminina em espaços de decisão. As mulheres devem ser reconhecidas por sua competência, trajetória e pelo trabalho que constroem todos os dias”, acrescentou.
A resolução que extinguiu a Assessoria de Assuntos Internacionais, da Secretaria-Geral da Presidência, e criou uma nova Diretoria de Assuntos Internacionais, foi publicada nesta terça (26).
A magistrada deve atuar em missões no exterior para representar o TSE em fóruns e organismos internacionais, promover o sistema eletrônico de votação brasileira e acompanhar o trabalho de observadores durante as eleições.
Quem é Renata Gil, nova diretora de Assuntos Internacionais do TSE
Renata ingressou na magistratura em 1998, após se formar em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ela foi indicada pelo STF para compor o CNJ, onde atuou até 2025.
Para ocupar a carga de conselheira, o nome da juíza foi aprovado pelo Senado, por 74 projetados e 3 contrários, no final de 2023. Ela promove iniciativas de combate à violência contra a mulher.
Como conselheira do CNJ, foi ouvidora nacional da mulher, supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Poder Judiciário e presidente do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário.
Em 2019, foi eleita a primeira mulher presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). No ano seguinte, Renata se tornou conhecida nacionalmente após idealizar a campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica em 2020.
A iniciativa sugere que a vítima faça um “X” na palma da mão (com caneta, batom ou outro meio) e mostre em locais parceiros, como farmácias, cartórios ou agências bancárias.
Ao notar o “X”, o profissional entende que se trata de um pedido de ajuda e, de forma discreta, aciona a Polícia Militar. A campanha da AMB, em parceria com o CNJ, foi adotada em todo o território nacional por meio da Lei 14.188/2021.
A juíza também fundou o Instituto Nós por Elas, uma Organização Não Governamental (ONG) que promove ações focadas no combate à violência e à desigualdade de gêneros.











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