Dois meses após as intensas chuvas que assolaram Juiz de Fora em fevereiro, importantes cartões-postais como o Morro do Cristo e o Museu Mariano Procópio permanecem inacessíveis ao público. As interdições, causadas por instabilidade em encostas e quedas de árvores, sucederam um período de calamidade que resultou em 66 mortes e milhares de desalojados e desabrigados na cidade. A situação tem impactado negativamente o planejamento de lazer de moradores e o roteiro de turistas, que esperavam encontrar os atrativos em funcionamento.
Impacto no Turismo e Frustração de Visitantes
O feriado de Tiradentes, por exemplo, demonstrou a necessidade de adaptação de turistas e moradores. Com os pontos turísticos centrais fechados, a movimentação se concentrou em áreas ao ar livre ainda disponíveis, como o Parque Municipal e o Parque da Lajinha. Visitantes, muitos de outras cidades como Petrópolis (RJ) e Rio Grande do Sul, relataram surpresa e decepção ao se depararem com as interdições.
A advogada Heloísa de Oliveira, vinda com a família, expressou a frustração de encontrar tudo fechado devido às chuvas. De modo similar, o aposentado Benício Alvim e sua esposa, que esperavam uma vista panorâmica da cidade no Morro do Cristo, lamentaram a impossibilidade de acesso, ressaltando a importância do local para o turismo e a necessidade de reabertura célere.
Detalhes e Previsões das Interdições
Morro do Cristo
No Morro do Cristo, o bloqueio do acesso ao mirante ocorre desde 24 de fevereiro, devido a um deslizamento de terra que comprometeu a segurança da área. A prefeitura informou que a reabertura depende de um laudo técnico de geólogos, responsável por analisar a estabilidade do terreno. A divulgação deste documento, inicialmente prevista para 17 de abril, foi adiada para a próxima terça-feira (28).
Museu Mariano Procópio
O fechamento do parque e do prédio histórico do Museu Mariano Procópio é uma medida preventiva. A administração municipal visa garantir a segurança durante a reorganização do espaço após o período chuvoso. Vistorias da Defesa Civil confirmaram que não houve danos estruturais significativos aos edifícios ou ao acervo do museu, indicando que a interdição visa mais a segurança operacional do que reparos estruturais.
Alternativas de Lazer Disponíveis
Diante das interdições, o fluxo de visitantes se redistribuiu para outras opções de lazer na cidade. O Parque Municipal é o único local com todas as estruturas liberadas, incluindo campos, churrasqueiras e piscinas (mediante carteirinha). O Parque da Lajinha, por sua vez, está aberto para visitação geral, mas as trilhas permanecem interditadas como precaução contra riscos de queda de galhos e novos deslizamentos, conforme orientação da prefeitura.
Fonte: https://g1.globo.com












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