O ex-ministro e pré-candidato deputado federal José Dirceu (PT) foi diagnosticado com linfoma, um tipo de câncer do sistema linfático. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (15) pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Segundo boletim médico, ele está em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico. O petista deu entrada no hospital no último domingo (10) para exames gerais, que detectaram um tumor no sistema linfático.
O ex-ministro anunciou sua volta aos palanques durante evento em São Paulo que comemorou seus 80 anos, no dia 15 de março deste ano. Ele destacou que a decisão partiu do convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que sua pré-candidatura está dentro das normas eleitorais.
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O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro, afirmou que seu pai está com um linfoma no duodeno. “Já derrotou e venceu a ditadura, quatro eleições como deputado, um câncer no aro em 2020, uma cirurgia na cabeça em 2024 e três prisões injustas sem provas”, disse Zeca, no X.
“Conversei muito com ele nestes últimos dias. Desde os sintomas até o diagnóstico, ele nunca titubeou: está decidido continuar com a pré-campanha de deputado federal por São Paulo. Fará a quimioterapia e será curado mais uma vez!”, acrescentou o deputado.
José Dirceu tenta voltar ao poder após prisões por Mensalão e Lava Jato
José Dirceu foi ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato de Lula, entre 2003 e 2005. Considerado o principal articulador político do presidente, ele teve o mandato de deputado federal cassado em 2005 em meio ao escândalo do Mensalão.
Chegou a ser preso em 2013 pelo Mensalão, mas, em 2016, o ministro aposentado Luís Roberto Barroso extinguiu as publicações, concedendo perdão ao político. Dirceu também foi alvo da Operação Lava Jato.
No início de 2023, ele participou do aniversário de 43 anos do Partido dos Trabalhadores realizado em Brasília. A legenda fez um movimento para reabilitar publicamente o ex-ministro.
Em abril de 2024, ele discursou na tribuna do Congresso em uma sessão solene do Senado em alusão aos 60 anos do início do período da Ditadura, em 1964. Essa foi a primeira vez em 19 anos que o político retornou ao Legislativo após sua cassação e particulares.
Em outubro de 2024, o ministro Gilmar Mendes anulou todos os atos processuais transitados pelo ex-juiz Sergio Moro contra o ex-ministro no âmbito da Operação Lava Jato.

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