O advogado Jeffrey Chiquini protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prisão preventiva contra Fábio Luís Lula da Silva, que é conhecido como Lulinha por ser filho do presidente Lula da Silva. O requerimento foi distribuído ao ministro André Mendonça.
Chiquini citou risco de fuga, dizendo que a saída do país em meio a uma investigação avançada configuraria “risco concreto à aplicação da lei penal”.
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Ele sustentou a existência de intenções de envolvimento de Lulinha no esquema de fraudes relacionadas aos descontos associativos indevidos em benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cuja investigação pela Polícia Federal e amplamente conhecida.
Segundo o requerimento, Lulinha teria sido denunciada por testemunhas no curso das investigações e indicada em “elementos informativos colhidos pela PF”. A petição afirmou que a própria PF comunicou ao STF que apura a participação específica do filho do presidente nas supostas irregularidades, apontando intenções de envolvimento direto nas condutas investigadas.
O advogado também relatou notícias de que Lulinha teria recebido valores mensais de cerca de R$ 300 mil de pessoas ligadas ao esquema investigado, o que, segundo a argumentação, reforçaria uma suspeita de participação no desvio de recursos.
Com base nos artigos 311 e 312 do Código de Processo Penal, o advogado sustenta que apresenta os requisitos para a decretação da prisão preventiva, especialmente para garantir a aplicação da lei penal. O pedido solicita ainda que o Ministério Público seja ouvido com urgência para se manifestar sobre a medida.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho foi procurado para comentar. Amigo pessoal de Lulinha e da família, ele tem chamado publicamente de “ilações” a possibilidade de vínculo entre o filho do presidente e o cuidador do INSS.

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