Imagens mostram atos de heroísmo de segurança do Shopping Tijuca que morreu ao tentar salvar brigadista
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Incêndio no Shopping Tijuca: vídeos mostram a evacuação e os últimos minutos de brigadista e segurança Câmeras de segurança registraram os últimos momentos de Anderson Aguiar do Prado, chefe de segurança do Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio. Ele morreu após tentar salvar brigadistas durante o incêndio que atingiu o centro comercial no dia 2 de janeiro. Câmeras internas obtidas com exclusividade pelo RJ2 registraram os momentos em que ele apareceu a fumaça e o fogo para proteger funcionários e clientes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O fogo começou por volta das 18h04 na loja Bellart, no subsolo do shopping. Cinco minutos depois, Anderson já correu pelo corredor com a primeira mangueira para tentar conter as chamas. Anderson pega uma mangueira para tentar iniciar o combate ao fogo Reprodução/TV Globo As imagens mostram Anderson correndo pelo subsolo, abrindo mangueiras de incêndio e tentando conter as chamas sozinho, mesmo em meio ao público presente. Às 18h12, ele aparece com uma segunda mangueira e, minutos depois, auxilia na entrada da primeira brigadista no local. Três minutos após a chegada da brigadista Emellynn Silvia Aguiar, que acabou morrendo por asfixia, a fumaça já se espalhava pelo subsolo. Anderson foi visto novamente esticando mangueiras e conversando com colegas que saíram cambaleando do local. Anderson corre para entrar novamente na loja em chamas Reprodução/TV Globo Tentando salvar vidas Às 18h23, uma fumaça começou a se espalhar pelo subsolo. Anderson voltou à loja várias vezes, mesmo sem equipamentos adequados. Às 18h31, decidi entrar novamente para tentar resgatar dois brigadistas. Esses foram os últimos registros dele consciente. Anderson, já sem paletó, entra pela última vez na loja. Esta é a última imagem dele antes de ser retirado desacordado Reprodução/TV Globo O chefe da equipe de brigadistas relatou que Anderson voltou ao subsolo para tentar retirar os dois brigadistas que ficaram para trás, conseguindo indicar a saída para uma delas antes de desmaiar enquanto segue atrás de Emellynn. O corpo de Anderson só reaparece nas imagens do térreo cerca de duas horas depois, sendo levado pelos bombeiros com máscara de oposição. Ele ainda foi encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Chefe da segurança do Shopping Tijuca, Anderson morreu no incêndio tentando salvar brigadistas Reprodução/TV Globo Cilindro de oxigênio O corpo de Emellyn foi encontrado sem vida na madrugada seguinte. Era 1h25 quando os bombeiros retiraram o corpo do brigadista pela escada rolante até o térreo do shopping. A causa da morte, segundo a perícia, foi asfixia. Colegas de trabalho levantaram a suspeita de que o oxigênio do cilindro teria acabado, o que teria impedido Emellyn de sair da loja antes de perder a consciência, devido à inalação de fumaça. Em depoimento à polícia, a mãe de Emellyn afirmou que a filha demonstrava preocupação com a quantidade de oxigênio nos cilindros usados pela equipe. Segundo ela, em uma ocasião, Emellyn relatou que um dos cilindros estava “leve”, pesando cerca de 15 quilos, quando o peso correto deveria ser de 30 quilos. A mãe também disse que a filha reclamou de defeitos na máscara de proteção e de problemas frequentes no sistema de combate a incêndio, sem que fossem tomadas providências. Emellyn foi uma das mortes no incêndio Reprodução/TV Globo Jorge Oliveira, diretor de operações da empresa CM Couto, responsável pelos brigadistas do shopping, afirmou à polícia que os cilindros foram supervisionados em outubro do ano passado e que todos os equipamentos os tinham há menos de três anos de uso. Ele explicou que o tempo de duração da oxigênio varia entre 20 e 30 minutos e que os cilindros possuem um dispositivo de segurança que emite um sinal sonoro quando restaurados cerca de 20% da carga. Segundo ele, a orientação é que o brigadista retorne à área segura antes de perder a visibilidade ou antes do dispositivo começar a apitar. Nesta quinta-feira, o chefe da equipe de brigadistas que atuou no incêndio afirmou que todos os equipamentos funcionavam normalmente e que passavam por verificações periódicas. Investigação sobre acesso ao shopping O Shopping Tijuca tem dez andares e, segundo a administração, cerca de 7 mil pessoas estavam no local no momento do incêndio. Imagens comprovadas pela reportagem mostram que até pelo menos uma hora depois do início do incêndio ainda havia clientes circulando dentro do shopping. A polícia investiga por que, mesmo com os bombeiros já no local, o estacionamento contínuo aberto para a entrada de veículos. Já se sabe que pelo menos um cliente entrou no shopping 40 minutos após o início do incêndio. Outras registros mostram duas mulheres chegando ao subsolo do elevador às 18h32, a poucos metros da loja em chamas, aparentemente sem saber para onde ir. Imagens da portaria da Rua Enaldo Cravo Peixoto indicam que os pedestres também entraram no shopping cerca de 40 minutos após o início do incêndio. A partir das 18h50, começa um movimento mais intenso de saída. Algumas pessoas aparecem cobrindo o rosto, enquanto outras correm para fora do shopping. Às 19h03, uma das portas está finalmente fechada e novos clientes passam a ser impedidos de entrar. As imagens que fazem parte da investigação não mostram outras áreas do shopping, como o estacionamento e os cinemas, que ficam no sétimo andar. O que diz o shopping Veja a íntegra da nota do Shopping Tijuca: “O shopping informa que os protocolos de emergência foram cumpridos e 7 mil pessoas foram evacuadas em segurança. A loja foi esvaziada em cinco minutos pela brigada. O subsolo, área crítica naquele momento, foi evacuado em 12 minutos, antes mesmo da chegada dos bombeiros. Os seis pisos sofreram a ser evacuados de forma gradual, evitando acidentes ou pânico. Em relação ao hidrante, a manutenção e a verificação do funcionamento dos equipamentos internos das lojas são de responsabilidade dos lojistas, conforme previsto nas normas e contratos aplicáveis. Para o primeiro combate ao incêndio, até a chegada e assunção da ocorrência pelo Corpo de Bombeiros, a brigada do shopping utiliza o sistema de combate a incêndio disponível no corredor do subsolo. Reabertura do shopping O shopping será reaberto ao público na sexta-feira (16). O incêndio começou no subsolo e afetou as lojas do primeiro andar. O subsolo e parte do primeiro andar foram interditados pela Defesa Civil e seguirão mesmo com a reabertura. A 19ª DP (Tijuca) investigando a denúncia do incêndio. Nesta semana, foram ouvidos o sócio da empresa CM Couto, responsável pela brigada do Shopping Tijuca; a superintendente do Shopping, Adriana Santilhana; e brigadistas que fizeram o primeiro combate ao incêndio. O supervisor da loja onde iniciou o incêndio no Shopping Tijuca afirmou, em depoimento à polícia, que o hidrante dentro da Bell Art estava sem água. Veja como ficou o subsolo do Shopping Tijuca três dias após incêndio que matou duas pessoas Divulgação do Corpo de Bombeiros Vitor Luiz Moreira Lisboa contou que o combate às chamas pela brigada do shopping começou sete minutos depois que os funcionários perceberam que havia muita fumaça no estoque da loja. Segundo o supervisor, uma das vítimas do incêndio, Anderson Aguiar do Prado, foi com outra segurança até um quiosque vizinho buscar água para tentar ajudar no combate às chamas. Os dois estavam sem equipamento de combate à proteção contra fogo. Veja como ficou no interior do Shopping Tijuca três dias após incêndio que matou duas pessoas Corpo de Bombeiros
Incêndio no Shopping Tijuca: vídeos mostram a evacuação e os últimos minutos de brigadista e segurança Câmeras de segurança registraram os últimos momentos de Anderson Aguiar do Prado, chefe de segurança do Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio. Ele morreu após tentar salvar brigadistas durante o incêndio que atingiu o centro comercial no dia 2 de janeiro. Câmeras internas obtidas com exclusividade pelo RJ2 registraram os momentos em que ele apareceu a fumaça e o fogo para proteger funcionários e clientes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O fogo começou por volta das 18h04 na loja Bellart, no subsolo do shopping. Cinco minutos depois, Anderson já correu pelo corredor com a primeira mangueira para tentar conter as chamas. Anderson pega uma mangueira para tentar iniciar o combate ao fogo Reprodução/TV Globo As imagens mostram Anderson correndo pelo subsolo, abrindo mangueiras de incêndio e tentando conter as chamas sozinho, mesmo em meio ao público presente. Às 18h12, ele aparece com uma segunda mangueira e, minutos depois, auxilia na entrada da primeira brigadista no local. Três minutos após a chegada da brigadista Emellynn Silvia Aguiar, que acabou morrendo por asfixia, a fumaça já se espalhava pelo subsolo. Anderson foi visto novamente esticando mangueiras e conversando com colegas que saíram cambaleando do local. Anderson corre para entrar novamente na loja em chamas Reprodução/TV Globo Tentando salvar vidas Às 18h23, uma fumaça começou a se espalhar pelo subsolo. Anderson voltou à loja várias vezes, mesmo sem equipamentos adequados. Às 18h31, decidi entrar novamente para tentar resgatar dois brigadistas. Esses foram os últimos registros dele consciente. Anderson, já sem paletó, entra pela última vez na loja. Esta é a última imagem dele antes de ser retirado desacordado Reprodução/TV Globo O chefe da equipe de brigadistas relatou que Anderson voltou ao subsolo para tentar retirar os dois brigadistas que ficaram para trás, conseguindo indicar a saída para uma delas antes de desmaiar enquanto segue atrás de Emellynn. O corpo de Anderson só reaparece nas imagens do térreo cerca de duas horas depois, sendo levado pelos bombeiros com máscara de oposição. Ele ainda foi encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Chefe da segurança do Shopping Tijuca, Anderson morreu no incêndio tentando salvar brigadistas Reprodução/TV Globo Cilindro de oxigênio O corpo de Emellyn foi encontrado sem vida na madrugada seguinte. Era 1h25 quando os bombeiros retiraram o corpo do brigadista pela escada rolante até o térreo do shopping. A causa da morte, segundo a perícia, foi asfixia. Colegas de trabalho levantaram a suspeita de que o oxigênio do cilindro teria acabado, o que teria impedido Emellyn de sair da loja antes de perder a consciência, devido à inalação de fumaça. Em depoimento à polícia, a mãe de Emellyn afirmou que a filha demonstrava preocupação com a quantidade de oxigênio nos cilindros usados pela equipe. Segundo ela, em uma ocasião, Emellyn relatou que um dos cilindros estava “leve”, pesando cerca de 15 quilos, quando o peso correto deveria ser de 30 quilos. A mãe também disse que a filha reclamou de defeitos na máscara de proteção e de problemas frequentes no sistema de combate a incêndio, sem que fossem tomadas providências. Emellyn foi uma das mortes no incêndio Reprodução/TV Globo Jorge Oliveira, diretor de operações da empresa CM Couto, responsável pelos brigadistas do shopping, afirmou à polícia que os cilindros foram supervisionados em outubro do ano passado e que todos os equipamentos os tinham há menos de três anos de uso. Ele explicou que o tempo de duração da oxigênio varia entre 20 e 30 minutos e que os cilindros possuem um dispositivo de segurança que emite um sinal sonoro quando restaurados cerca de 20% da carga. Segundo ele, a orientação é que o brigadista retorne à área segura antes de perder a visibilidade ou antes do dispositivo começar a apitar. Nesta quinta-feira, o chefe da equipe de brigadistas que atuou no incêndio afirmou que todos os equipamentos funcionavam normalmente e que passavam por verificações periódicas. Investigação sobre acesso ao shopping O Shopping Tijuca tem dez andares e, segundo a administração, cerca de 7 mil pessoas estavam no local no momento do incêndio. Imagens comprovadas pela reportagem mostram que até pelo menos uma hora depois do início do incêndio ainda havia clientes circulando dentro do shopping. A polícia investiga por que, mesmo com os bombeiros já no local, o estacionamento contínuo aberto para a entrada de veículos. Já se sabe que pelo menos um cliente entrou no shopping 40 minutos após o início do incêndio. Outras registros mostram duas mulheres chegando ao subsolo do elevador às 18h32, a poucos metros da loja em chamas, aparentemente sem saber para onde ir. Imagens da portaria da Rua Enaldo Cravo Peixoto indicam que os pedestres também entraram no shopping cerca de 40 minutos após o início do incêndio. A partir das 18h50, começa um movimento mais intenso de saída. Algumas pessoas aparecem cobrindo o rosto, enquanto outras correm para fora do shopping. Às 19h03, uma das portas está finalmente fechada e novos clientes passam a ser impedidos de entrar. As imagens que fazem parte da investigação não mostram outras áreas do shopping, como o estacionamento e os cinemas, que ficam no sétimo andar. O que diz o shopping Veja a íntegra da nota do Shopping Tijuca: “O shopping informa que os protocolos de emergência foram cumpridos e 7 mil pessoas foram evacuadas em segurança. A loja foi esvaziada em cinco minutos pela brigada. O subsolo, área crítica naquele momento, foi evacuado em 12 minutos, antes mesmo da chegada dos bombeiros. Os seis pisos sofreram a ser evacuados de forma gradual, evitando acidentes ou pânico. Em relação ao hidrante, a manutenção e a verificação do funcionamento dos equipamentos internos das lojas são de responsabilidade dos lojistas, conforme previsto nas normas e contratos aplicáveis. Para o primeiro combate ao incêndio, até a chegada e assunção da ocorrência pelo Corpo de Bombeiros, a brigada do shopping utiliza o sistema de combate a incêndio disponível no corredor do subsolo. Reabertura do shopping O shopping será reaberto ao público na sexta-feira (16). O incêndio começou no subsolo e afetou as lojas do primeiro andar. O subsolo e parte do primeiro andar foram interditados pela Defesa Civil e seguirão mesmo com a reabertura. A 19ª DP (Tijuca) investigando a denúncia do incêndio. Nesta semana, foram ouvidos o sócio da empresa CM Couto, responsável pela brigada do Shopping Tijuca; a superintendente do Shopping, Adriana Santilhana; e brigadistas que fizeram o primeiro combate ao incêndio. O supervisor da loja onde iniciou o incêndio no Shopping Tijuca afirmou, em depoimento à polícia, que o hidrante dentro da Bell Art estava sem água. Veja como ficou o subsolo do Shopping Tijuca três dias após incêndio que matou duas pessoas Divulgação do Corpo de Bombeiros Vitor Luiz Moreira Lisboa contou que o combate às chamas pela brigada do shopping começou sete minutos depois que os funcionários perceberam que havia muita fumaça no estoque da loja. Segundo o supervisor, uma das vítimas do incêndio, Anderson Aguiar do Prado, foi com outra segurança até um quiosque vizinho buscar água para tentar ajudar no combate às chamas. Os dois estavam sem equipamento de combate à proteção contra fogo. Veja como ficou no interior do Shopping Tijuca três dias após incêndio que matou duas pessoas Corpo de Bombeiros[/gpt3]

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