Gravidez na adolescência reduz 60% em 10 anos, e número de nascimentos cai no Rio
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Número de nascimentos no Rio cai 32% em dez anos O cenário das maternidades no Rio de Janeiro mudou profundamente na última década. Segundo dados recentes da Secretaria Municipal de Saúde, o número total de nascimentos na cidade recuou de quase 53 mil em 2015 para 36 mil em 2025, uma queda de 32%, e o índice de adolescentes grávidas também diminuiu no mesmo período. Mais do que a redução no número de bebês, o que chama a atenção é uma mudança no perfil das mães. O desejo de estabilidade e o acesso às informações transformaram o planejamento familiar dos cariocas. A queda da gravidez na adolescência Gravidez na adolescência reduz 60% em 10 anos, e o número de nascimentos cai no Rio Reprodução/TV Globo Uma mudança mais expressiva ocorreu entre os jovens de 10 a 19 anos. Em 2015, o Rio registrou mais de 12 mil gestantes nessa faixa etária. Em 2025, esse número caiu para 4.664 – uma redução de 62,6%. De acordo com Larissa Terrezo, superintendente de Atenção Primária em Saúde do município, a oferta de métodos contraceptivos seguros e a divulgação de informação nas escolas e postos de saúde foram cruciais. A gente sabe que a gestação na adolescência iniciou muitas coisas; interrompeu planos, interrompeu formação profissional. A gente precisa garantir as condições objetivas para que essas meninas não tenham gestações indesejadas tão precocemente. Novas prioridades são fatores para esta mudança. A vendedora Vitória de Assis é o rosto dessa estatística. Ela procurou um posto de saúde sozinha para realizar seu planejamento reprodutivo. “Quero [ser mãe]mas quando tiver estabilidade financeira e terminar os meus sonhos. Por agora, não penso nisso”, explica. Essa tendência reflete no aumento da participação de mães mais velhas no total de partos da cidade: Mães com 35 anos ou mais: Representavam 10% em 2015; agora são 12,6%. Mães de 25 a 29 anos: Foi a fatia que mais cresceu proporcionalmente, saltando de 21,8% para 28,1%. Estéfani, hoje aos 30 anos, vive uma realidade diferente de sua família Sua mãe teve o primeiro filho aos 15 anos e faleceu jovem, aos 22, por complicações no parto. Estéfani decidiu esperar, se for menino é Mateu. O que vier, a gente está feliz”, comemora. O levantamento também aponta uma divisão geográfica clara no perfil das gestantes: Mães mais velhas: A maior média de idade está especializada na Zona Sul (Gávea, Leblon, Botafogo) e na Grande Tijuca. Gestações precoces: Os índices mais altos de gravidez na adolescência ainda se concentram em regiões com menores indicadores socioeconômicos, como a Zona Norte e partes da Zona Oeste. As regiões que estão acima da média da cidade em gravidez precoce incluem bairros como Madureira, Irajá, Pavuna, Costa Barros, Santa Cruz e Paciência “São bairros, né?! Que têm menores condições socioeconômicas. Meninas são convidadas para um relacionamento fixo mais precocemente, mas também precisam que elas sejam convidadas para estar num curso, em uma universidade. Existe uma hora melhor na vida para engravidar quando você tiver mais segurança e alguém bacana do seu lado também”, afirma Larissa. O foco das políticas públicas agora se volta para oferecer diferentes caminhos para que a maternidade seja uma escolha planejada e vivida com tranquilidade, independentemente do CEP da gestante.
Número de nascimentos no Rio cai 32% em dez anos O cenário das maternidades no Rio de Janeiro mudou profundamente na última década. Segundo dados recentes da Secretaria Municipal de Saúde, o número total de nascimentos na cidade recuou de quase 53 mil em 2015 para 36 mil em 2025, uma queda de 32%, e o índice de adolescentes grávidas também diminuiu no mesmo período. Mais do que a redução no número de bebês, o que chama a atenção é uma mudança no perfil das mães. O desejo de estabilidade e o acesso às informações transformaram o planejamento familiar dos cariocas. A queda da gravidez na adolescência Gravidez na adolescência reduz 60% em 10 anos, e o número de nascimentos cai no Rio Reprodução/TV Globo Uma mudança mais expressiva ocorreu entre os jovens de 10 a 19 anos. Em 2015, o Rio registrou mais de 12 mil gestantes nessa faixa etária. Em 2025, esse número caiu para 4.664 – uma redução de 62,6%. De acordo com Larissa Terrezo, superintendente de Atenção Primária em Saúde do município, a oferta de métodos contraceptivos seguros e a divulgação de informação nas escolas e postos de saúde foram cruciais. A gente sabe que a gestação na adolescência iniciou muitas coisas; interrompeu planos, interrompeu formação profissional. A gente precisa garantir as condições objetivas para que essas meninas não tenham gestações indesejadas tão precocemente. Novas prioridades são fatores para esta mudança. A vendedora Vitória de Assis é o rosto dessa estatística. Ela procurou um posto de saúde sozinha para realizar seu planejamento reprodutivo. “Quero [ser mãe]mas quando tiver estabilidade financeira e terminar os meus sonhos. Por agora, não penso nisso”, explica. Essa tendência reflete no aumento da participação de mães mais velhas no total de partos da cidade: Mães com 35 anos ou mais: Representavam 10% em 2015; agora são 12,6%. Mães de 25 a 29 anos: Foi a fatia que mais cresceu proporcionalmente, saltando de 21,8% para 28,1%. Estéfani, hoje aos 30 anos, vive uma realidade diferente de sua família Sua mãe teve o primeiro filho aos 15 anos e faleceu jovem, aos 22, por complicações no parto. Estéfani decidiu esperar, se for menino é Mateu. O que vier, a gente está feliz”, comemora. O levantamento também aponta uma divisão geográfica clara no perfil das gestantes: Mães mais velhas: A maior média de idade está especializada na Zona Sul (Gávea, Leblon, Botafogo) e na Grande Tijuca. Gestações precoces: Os índices mais altos de gravidez na adolescência ainda se concentram em regiões com menores indicadores socioeconômicos, como a Zona Norte e partes da Zona Oeste. As regiões que estão acima da média da cidade em gravidez precoce incluem bairros como Madureira, Irajá, Pavuna, Costa Barros, Santa Cruz e Paciência “São bairros, né?! Que têm menores condições socioeconômicas. Meninas são convidadas para um relacionamento fixo mais precocemente, mas também precisam que elas sejam convidadas para estar num curso, em uma universidade. Existe uma hora melhor na vida para engravidar quando você tiver mais segurança e alguém bacana do seu lado também”, afirma Larissa. O foco das políticas públicas agora se volta para oferecer diferentes caminhos para que a maternidade seja uma escolha planejada e vivida com tranquilidade, independentemente do CEP da gestante.[/gpt3]












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