O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta segunda-feira (29) o Desenrola Adimplentes, nova modalidade do programa voltada para trabalhadores informais que estão em dia com seus financiamentos, mas pagam juros elevados, além de estudantes e empreendedores com contratos regulares do Fies. A expectativa é atender até 500 mil trabalhadores informais e cerca de 100 mil beneficiários do financiamento estudantil.
Segundo o governo, os beneficiários do Desenrola Adimplentes e do Fies Empreendedor deverão aceitar como contrapartida o bloqueio do CPF em plataformas de apostas – as chamadas “bets” – por 6 meses. O programa contemplará apenas trabalhadores informais, excluindo empregados com carteira assinada, aposentados, pensionistas e servidores públicos.
“Estamos falando do informal, que não acessa consignado CLT, consignado do servidor público e do INSS. Que não tem garantia própria. É o CDC sem garantia que o trabalhador informal toma e tem uma das taxas de juros mais cara do país”, declarou o ministro Dario Durigan, da Fazenda. O presidente Lula não discursou.
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Além da renegociação do financiamento existente, será permitida a contratação de crédito adicional de até 50% do saldo devedor original. Para participar, o interessado deverá atender aos seguintes critérios:
- Crédito pessoal não consignado;
- Pelo menos quatro parcelas já pagas;
- Dívida em dia ou com atraso de até 90 dias;
- Saldo devedor de até R$ 15 mil.
As novas condições de renegociação incluem taxas máximas de juros de 1,99% ao mês, prazo equivalente ao restante do contrato original, com possibilidade de ampliação em até seis meses, e prestação limitada a, no máximo, 90% do valor da parcela anterior.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, informou que, inicialmente, as linhas de crédito estarão disponíveis na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. Segundo ele, os bancos privados ainda disponíveis irão aderir ao programa.
“Não há decisão de adesão unânime dos membros da Febraban. Cada banco vai olhar o perfil do público que vai oferecer”, explicou Ceron.
É certo que clientes de outras instituições poderão solicitar análise de crédito na Caixa ou no Banco do Brasil para migrar seus financiamentos.
Outra frente do programa é destinada a estudantes e empreendedores com contratos do Fies em situação regular. O governo argumenta que muitos formados atuam em profissões autônomas e precisam de capital para iniciar ou ampliar seus negócios, inclusive aqueles que já possuem CNPJ:
- Estar adimplente há pelo menos 36 meses;
- Não será possível renegociar o contrato do Fies.
As condições preveem juros de até 11% ao ano, limite de financiamento de até R$ 180 mil para pessoas jurídicas e de até R$ 80 mil para pessoas físicas, com prazos máximos de 96 e 60 meses, respectivamente.












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