
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes cercou o 14º Fórum de Lisboa, chamado de “Gilmarpalooza”, com um pedido nesta quarta-feira (3). O decano refutou o esvaziamento e sugeriu que a relevância do evento exige uma mudança de nome para o “Fórum Mundial de Lisboa”.
“Aqui se desenha um novo passo para o Fórum, que é de, eventualmente, deixarmos de chamar simplesmente Fórum de Lisboa e passarmos a chamar Fórum Mundial de Lisboa, modéstia às favas, não?”, declarou.
Na comparação com a edição de 2025, houve uma redução significativa na participação de ministros do STF, governadores e membros do primeiro escalonamento do governo Lula no evento.
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A mudança seria um reflexo do escândalo do Banco Master e dos questionamentos sobre os custos de viagens de autoridades para Portugal. Gilmar, no entanto, classificou as críticas como “leituras apressadas, incompreensões ou oportunismos”.
Em tom irônico, afirmou que as pedradas recebidas serviram para ampliar a visibilidade do trabalho realizado e citou um provérbio: “Ninguém se livra de pedrada de doido nem de coice de burro”.
“Também elas [as críticas]à sua maneira, trechos para ampliar a visibilidade do trabalho aqui construído. Como diz um provérbio que me diz que é português: ‘Ninguém se livra de pedrada de doido nem de coice de burro’”, afirmou.
A frase já foi utilizada pelo decano quando o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu sua suspeita no caso Eike Batista, em 2017.
No início do discurso, o ministro chegou a pedir desculpas ao público pelo desconforto no auditório, ressaltando que a previsão de que o fórum estaria vazio foi frustrada pela presença massiva de participantes.
“Eu vou tentar ser mais rápido, mas espero também que os senhores tolerem eventual excesso. Eu queria pedir desculpas às pessoas que estão desconfortáveis aqui porque havia uma previsão – que não conseguimos contornar – de que o fórum estaria vazio”, disse Gilmar, sendo aplaudido pela plateia.











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