O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quarta-feira (15) que pretende manter o Bolsa Família caso seja eleito e apresentou uma proposta para criar uma plataforma de incentivo à inclusão produtiva dos criadores.
Durante entrevista ao podcast Fluxoo parlamentar defendeu um sistema de reembolso conectado ao programa social. A ideia prevê recompensas para beneficiários que busquem qualificação profissional, adotem práticas de educação financeira ou avancem no mercado de trabalho.
“Quem recebe o Bolsa Família pode ficar tranquilo. Eu vou manter o Bolsa Família. Nenhum candidato deveria defender o fim do programa. Isso seria uma burrice”, afirmou.
Segundo Flávio, a proposta também pretende estimular a transição dos beneficiários para atividades formais. Nesse modelo, pessoas que conseguem emprego com carteira assinada ou abram um cadastro como microempreendedor individual (MEI) poderiam manter o auxílio por determinado período.
Reembolso visaria qualificação de beneficiários do Bolsa Família
O senador afirmou que parte dos beneficiários já trabalha, mas atua principalmente na informalidade. De acordo com ele, a nova ferramenta buscaria aproximar essas pessoas de oportunidades de capacitação e geração de renda.
“Hoje cerca de 70% das pessoas que recebem Bolsa Família trabalham. A maioria faz atividade informal. Essa ideia de que quem recebe Bolsa Família é vagabundo não corresponde à realidade”, declarou.
Flávio propôs incentivos financeiros para quem participar de cursos de qualificação. Segundo o senador, o programa poderia devolver parte dos valores investidos em aprendizado por meio de um sistema de reembolso.
“Se uma pessoa faz um curso de qualificação, recebe um reembolso para esse estímulo ao aprendizado. Se economizar parte do benefício, o governo complementa esse valor para incentivar a educação financeira”, disse.
Durante a entrevista, o senador também teve a possibilidade de oferecer internet gratuita para usuários de programas sociais. Segundo ele, estudos preliminares apontam custo anual próximo de R$ 2 bilhões para implementar a medida.
“Em um orçamento de trilhões de reais, R$ 2 bilhões não representam um valor significativo”, afirmou.

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