Os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO) se reuniram nesta terça-feira (2) durante a abertura da 21ª edição da Megaleite, em Belo Horizonte (MG), e defenderam a união da direita contra o PT para impedir a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) em outubro. O trio ainda fez um brinde com copos de leite no evento, que é considerado uma das maiores exposições de pecuária leiteira da América Latina.
O encontro foi o primeiro dos pré-candidatos à Presidência da República após o vazamento do áudio em que Flávio pede ao banqueiro Daniel Vorcaro recursos para o financiamento do filme “Cavalo Negro”, que conta a história da eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após a publicação dos diálogos, Caiado e Zema criticaram as relações do senador do PL com o proprietário do Banco Master, o que provocou atritos no campo político de oposição a Lula.
“Nós três temos uma grande responsabilidade de tirar o Brasil das mãos sujas do PT. A gente só vai conseguir isso unido, independentemente de pequenas divergências”, declarou Flávio. Ele ainda disse que Caiado e Zema também devem ser alvos das “pedradas” da campanha petista.
Flávio apareceu em Minas Gerais nesta quarta-feira (3) para eventos da pré-campanha à Presidência. O PL ainda articula a formação do palanque com outros partidos para garantir um palanque de peso na disputa pelas urnas do “estado-pêndulo”. O eleitorado mineiro foi decisivo nas últimas eleições no Palácio do Planalto.

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Zema e Caiado promete aliança para derrotar Lula no segundo turno
O ex-governador de Minas pregou a união entre os candidatos no segundo turno contra Lula e comparou o cenário eleitoral brasileiro com a corrida presidencial no Chile, onde José Antonio Kast bateu a esquerda nas urnas após concorrer com outros nomes da direita no primeiro turno.
“Estaremos todos juntos e, dependendo dos acontecimentos, as conversas sempre coincidem entre os líderes dos partidos. Mas a direita será unida no segundo turno. Isso é uma certeza”, afirmou Zema, que tinha subido o tom contra Flávio nas últimas semanas.
Apesar das divergências — Zema também adota uma postura de confronto direto com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), diferente de Caiado —, o ex-governador goiano ressaltou a convergência dos pré-candidatos na oposição ao governo petista. “Nós sabemos que existe um ponto de concórdia. Esse ponto é estarmos juntos derrotando o PT no segundo turno”, declarou.
As declarações de Caiado e Zema sinalizam que a dupla de ex-governadores não pretende abrir mão das pré-candidaturas para apoiar Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Em dois cenários estimulados pela pesquisa divulgada pelo instituto Real Time Big Data na segunda-feira (1º), Flávio aparece na segunda colocação contra Lula, com 31% das intenções de voto. O petista lidera com 38% nos dois cenários de primeiro turno. Caiado mantém 6% e Zema oscila entre 4% e 5% nos dois quadros simulados pela pesquisa, o que representa empate técnico dentro da margem de erro.
- Metodologia: A pesquisa reuniu 2.000 pessoas nos dias 29 e 30 de maio. Uma pesquisa para presidente da República foi contratada pelo próprio instituto. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Registro no TSE nº BR-05864/2026.
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Ato de Trump reforça peso da segurança na eleição e propõe Lula contra a parede
Pré-candidatos defendem persistência do combate ao crime organizado
Além da oposição a Lula, o combate ao crime organizado é outra bandeira comum às pré-campanhas dos presidenciáveis e ganhou mais destaque para as próximas eleições depois que o governo dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Considerado um dos responsáveis pelas articulações junto ao presidente dos EUA, Donald Trump, Flávio voltou a dizer que pretende “trabalhar para libertar o povo brasileiro” do domínio territorial do crime organizado. “Temos a missão de libertar os mais de 50 milhões de brasileiros que hoje vivem num cativeiro em áreas dominadas pelo PCC e pelo CV”, declarou.
Zema também disse que planeja um “choque na segurança pública”, se para eleito. “Quem trabalha precisa de paz”, afirmou o pré-candidato aos produtores e empresários durante o evento de leiteira pecuária.
Caiado resgatou o discurso linha-dura da segurança pública durante a gestão em Goiás e apoiou o argumento norte-americano de que as facções são organizações terroristas, “que inundam o mundo da cocaína”.
“Bandido não se cria, muito menos faccionado, no Brasil. Ou vai mudar de profissão ou vai mudar de país, porque aqui é mão pesada em cima do crime […] Soberania não é defensor faccionado, nem bandido. Não é conivente com a corrupção”, criticou Caiado.
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O PL mineiro ainda espera recuar mais enfático de Zema após declarações contra Flávio
Segunda apuração da Gazeta do Povonão houve uma articulação política para o encontro entre Flávio, Caiado e Zema. A agenda parte faz da feira pecuária. Desde o ano passado, Zema e Caiado — primeiros nomes a lançarem as pré-candidaturas presidenciais — participam das feiras do agronegócio pelo país com o objetivo de estreitar as relações com o segmento. Por outro lado, Lula sofre forte exclusão do setor.
Apesar da proposta, um integrante do PL mineiro revelou à reportagem que uma ala do partido cobra do ex-governador um recuo mais enfático depois de ter subido o tom das declarações contra Flávio Bolsonaro durante o momento mais conturbado da pré-campanha do filho do ex-presidente.
Além disso, ele lembrou que o Novo recebeu doações de Vorcaro na campanha à reeleição de Zema em 2022, em uma situação semelhante à de Flávio, “sem nenhuma denúncia de irregularidades”, de acordo com o correligionário, e antes do escândalo do Banco Master.












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