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Família processa clínica após morte de idoso na BA; estabelecimento é investigado para provocar perda de visão em mais de 20 pacientes

Redação Por Redação
13 de abril de 2026
Em Notícias
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Família processa clínica após morte de idoso na BA; estabelecimento é investigado para provocar perda de visão em mais de 20 pacientes
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Família processa clínica após morte de idoso na BA; estabelecimento é investigado para provocar perda de visão em mais de 20 pacientes
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Pacientes ficam cegos após mutirão oftalmológico na Bahia Uma família de um idoso de 72 anos processa o Hospital Ceom, que é investigado por provocar perda de visão em mais de 20 pacientes, em Irecê, no norte da Bahia. Gilberto Pereira Pontes teve complicações após passar por um procedimento oftalmológico e precisou ser atendido em outro local, mas não resistiu à infecção. Além dele, outros 23 pacientes relataram fortes dores e perda total ou parcial da visão após serem submetidos a aplicações intravítreas, procedimento que, em geral, é considerado seguro e de rápida execução. Na última segunda-feira (6), a Polícia Civil, que investiga o caso, cumpriu mandatos de busca e apreensão no hospital e apreendeu prontuários médicos, bem como documentos que vão passar por análise técnica. Um idoso de 72 anos morreu após perder a visão dos dois olhos devido às complicações de um procedimento oftalmológico realizado em um hospital de Irecê, no norte da Bahia, em 28 de fevereiro. Gilberto Pereira Pontes foi um dos 24 pacientes que relataram problemas após passar pelo procedimento no Hospital Ceom, localizado no centro da cidade. Conforme informações do advogado Joviniano Dourado Lopes Neto — que representa a família de Gilberto Pontes e outros 11 pacientes que denunciaram complicações — o idoso faleceu no dia 31 de março. Ele foi sepultado na última quarta-feira (1º), no cemitério de Irecê. Segundo a defesa, dias após realizar a cirurgia, o idoso passou a sentir fortes dores nos olhos e na cabeça. Ao buscar atendimento, constatou-se que ele havia perdido a visão dos dois olhos devido a uma infecção grave, denominada endoftalmite. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Conforme a defesa, nos últimos dias de vida, o idoso estava deprimido e muito debilitado. Arquivo pessoal 🔍 A endoftalmite é uma infecção aguda que se desenvolve após bactérias, fungos ou protozoários entrarem no globo ocular após decisão cirúrgica, lesão no olho ou via corrente sanguínea. Após o diagnóstico, os médicos indicaram que Gilberto Pontes recebeu aplicações intraoculares de antibióticos. “No entanto, a clínica não apresentou qualquer tipo de anestesia para a realização do procedimento. O Sr. Gilberto conseguiu suportar apenas a primeira aplicação, em um dos olhos. Ao ser submetido à segunda aplicação, decidiu-se a obrigação devido à dor insuportável. Diante disso, a descoberta ativa, evoluindo de forma agravada”, alega o advogado. À TV São Francisco, afiliada da TV Bahia na região, o neto de Gilberto Pontes afirmou que o avô apresentou sintomas de depressão nos últimos dias de vida. “Ele fez o procedimento no dia 28 de fevereiro e no dia 2 de março já acordou cedo. Foram 30 dias de muito sofrimento, não só para a gente, mas, principalmente, para ele que estava passando por todo o processo”, relata Albert Medson Menezes Pontes. Família processo clínico após morte de idoso na BA Arquivo pessoal Ao g1, o advogado detalhou que a família de Gilberto Pontes formalizou uma ação contra a clínica, junto ao Tribunal da Justiça da Bahia. As famílias de outras pessoas afetadas também exigem o amparo que a clínica não deu aos pacientes. “Tanto a clínica, que é particular, quanto a Sesab e Vigilância Sanitária, essas participam do polo passivo da ação. Ou seja, elas vão responder solidariamente. Até porque todas elas têm sua cota parte de responsabilidade”, argumenta o advogado, em entrevista à TV São Francisco. O advogado aponta ainda que o Ministério Público da Bahia também foi acionado sobre o caso. À TV São Francisco, o hospital Ceom assumiu as intercorrências com os 24 pacientes e afirmou que está colaborando de forma transparente para com todos os esclarecimentos necessários. Sobre o óbito de Gilberto Pereira Pontes, o hospital afirma que a morte ocorreu em outra instituição e sem comprovação de vínculo com o procedimento realizado no Ceom, até o momento. Perda da visão impactou a rotina dos pacientes A perda da visão causou um grande impacto na vida dos pacientes que sofreram complicações. Ativos e independentes, muitos dos afetados precisam de ajuda dos parentes para tarefas comuns do dia a dia. Esse é o caso do senhor Genivaldo Batista de Souza, de 58 anos, que realizou o procedimento em busca de melhorar a qualidade da visão. Ele perdeu completamente a visão do olho direito e a do olho esquerdo foi prejudicada. “Era meu sonho de melhorar a visão. Estava embaçando, então eu falei: ‘vai melhorar’. Melhorou com a primeira aplicação, quando fui fazer a segunda, perdi minha visão. Aí ficou pior. Meu medo é de perder a outra visão”, desabafa. Genivaldo Batista de Souza, de 58 anos, realizou o procedimento e perdeu completamente a visão do olho direito. Reprodução/TV São Francisco Genivaldo mora sozinho e sustentava a própria casa antes da cegueira parcial. Atualmente, está sem renda porque não consegue trabalhar e depende da ajuda da filha para realizar tarefas domésticas. “Agora ele não pode mais trabalhar. Ele está com dificuldade para se locomover dentro de casa. Ele era uma pessoa muito ativa, ocupada na roça e agora não pode fazer nada”, lamenta Aline Pereira de Souza. O mesmo aconteceu com Creusa Felissima Souza da Silva, aposentada de 79 anos, que também perdeu a visão. A aposentada também era ativa, costumava viajar sozinha, cuidava do esposo que tem Alzheimer e agora precisa de ajuda para a maior parte das atividades do dia a dia. “É difícil para uma pessoa ter aquela liberdade de fazer tudo […] e hoje está parado. Tem hora que eu choro escondido deles. Eu caí num poço muito fundo viu”, lamentou. A aposentada Creusa Felissima Souza da Silva, de 79 anos, também perdeu a visão. Reprodução/TV São Francisco Relembre o caso Os pacientes foram atendidos em um mutirão oftalmológico oferecido pelo Hospital Ceom entre os dias 27 e 30 de março. Em nota, uma instituição de saúde informou que presta assistência aos pacientes e acompanha os casos. Um advogado que parte dos pacientes afirmou que representa comprometimento da visão em pelo menos um dos olhos após serem submetidos a aplicações intravítreas, procedimento que, segundo ele, é considerado seguro e de rápida execução. Em casos mais graves, houve necessidade de retirada do globo ocular. intercorrências, o órgão estadual suspendeu imediatamente o encaminhamento de novos pacientes para a unidade. No cumprimento do mandato de busca e apreensão desta terça-feira, foram apreendidos prontuários médicos e documentos que vão passar por análise técnica. Após o cumprimento do mandato na segunda-feira, a unidade afirmou que as autoridades foram recebidas na clínica e que no momento o conteúdo da diligência não poderá ser detalhado. As autoridades foram devidamente recebidas pela instituição, tendo a operação transcorrida de forma respeitosa, colaborativa e em diálogo constante, com especial atenção à natureza sensível dos documentos médicos. Durante a diligência, foi reiterada a importância da preservação do sigilo e do tratamento adequado das informações de saúde dos pacientes. Em respeito ao sigilo legal que envolve procedimentos dessa natureza, bem como às normas éticas aplicáveis, a instituição não pode detalhar o conteúdo da diligência neste momento. O CEOM reafirma que permanece à inteira disposição das autoridades competentes, colaborando de forma transparente com todos os esclarecimentos necessários, confiante de que a apuração permitirá uma compreensão adequada dos fatos. A instituição também reforça que segue prestando toda a assistência a pacientes e familiares, com acompanhamento contínuo dos casos, além de já ter iniciado a disponibilização de documentação periódica de prontuários a todos os solicitantes, nos termos da Lei nº 13.787/2018 e das normas vigentes do Conselho Federal de Medicina. No que se refere ao óbito recentemente noticiado, o CEOM esclarece que este ocorreu em outra instituição de saúde e que, até ao momento, não teve acesso à respectiva Declaração de Óbito, documento que se encontra sob responsabilidade dos familiares, sendo indispensável para qualquer análise técnica mais aprofundada do caso. O CEOM reitera seu compromisso com a ética, a segurança assistencial e o respeito aos pacientes”. LEIA TAMBÉM: Quase um mês após interdição, clínica oftalmológica segue fechada após denúncias de perda de visão de pacientes em Salvador Sobe para treze número de pessoas que perderam a visão após cirurgia de catarata em Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
Pacientes ficam cegos após mutirão oftalmológico na Bahia Uma família de um idoso de 72 anos processa o Hospital Ceom, que é investigado por provocar perda de visão em mais de 20 pacientes, em Irecê, no norte da Bahia. Gilberto Pereira Pontes teve complicações após passar por um procedimento oftalmológico e precisou ser atendido em outro local, mas não resistiu à infecção. Além dele, outros 23 pacientes relataram fortes dores e perda total ou parcial da visão após serem submetidos a aplicações intravítreas, procedimento que, em geral, é considerado seguro e de rápida execução. Na última segunda-feira (6), a Polícia Civil, que investiga o caso, cumpriu mandatos de busca e apreensão no hospital e apreendeu prontuários médicos, bem como documentos que vão passar por análise técnica. Um idoso de 72 anos morreu após perder a visão dos dois olhos devido às complicações de um procedimento oftalmológico realizado em um hospital de Irecê, no norte da Bahia, em 28 de fevereiro. Gilberto Pereira Pontes foi um dos 24 pacientes que relataram problemas após passar pelo procedimento no Hospital Ceom, localizado no centro da cidade. Conforme informações do advogado Joviniano Dourado Lopes Neto — que representa a família de Gilberto Pontes e outros 11 pacientes que denunciaram complicações — o idoso faleceu no dia 31 de março. Ele foi sepultado na última quarta-feira (1º), no cemitério de Irecê. Segundo a defesa, dias após realizar a cirurgia, o idoso passou a sentir fortes dores nos olhos e na cabeça. Ao buscar atendimento, constatou-se que ele havia perdido a visão dos dois olhos devido a uma infecção grave, denominada endoftalmite. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Conforme a defesa, nos últimos dias de vida, o idoso estava deprimido e muito debilitado. Arquivo pessoal 🔍 A endoftalmite é uma infecção aguda que se desenvolve após bactérias, fungos ou protozoários entrarem no globo ocular após decisão cirúrgica, lesão no olho ou via corrente sanguínea. Após o diagnóstico, os médicos indicaram que Gilberto Pontes recebeu aplicações intraoculares de antibióticos. “No entanto, a clínica não apresentou qualquer tipo de anestesia para a realização do procedimento. O Sr. Gilberto conseguiu suportar apenas a primeira aplicação, em um dos olhos. Ao ser submetido à segunda aplicação, decidiu-se a obrigação devido à dor insuportável. Diante disso, a descoberta ativa, evoluindo de forma agravada”, alega o advogado. À TV São Francisco, afiliada da TV Bahia na região, o neto de Gilberto Pontes afirmou que o avô apresentou sintomas de depressão nos últimos dias de vida. “Ele fez o procedimento no dia 28 de fevereiro e no dia 2 de março já acordou cedo. Foram 30 dias de muito sofrimento, não só para a gente, mas, principalmente, para ele que estava passando por todo o processo”, relata Albert Medson Menezes Pontes. Família processo clínico após morte de idoso na BA Arquivo pessoal Ao g1, o advogado detalhou que a família de Gilberto Pontes formalizou uma ação contra a clínica, junto ao Tribunal da Justiça da Bahia. As famílias de outras pessoas afetadas também exigem o amparo que a clínica não deu aos pacientes. “Tanto a clínica, que é particular, quanto a Sesab e Vigilância Sanitária, essas participam do polo passivo da ação. Ou seja, elas vão responder solidariamente. Até porque todas elas têm sua cota parte de responsabilidade”, argumenta o advogado, em entrevista à TV São Francisco. O advogado aponta ainda que o Ministério Público da Bahia também foi acionado sobre o caso. À TV São Francisco, o hospital Ceom assumiu as intercorrências com os 24 pacientes e afirmou que está colaborando de forma transparente para com todos os esclarecimentos necessários. Sobre o óbito de Gilberto Pereira Pontes, o hospital afirma que a morte ocorreu em outra instituição e sem comprovação de vínculo com o procedimento realizado no Ceom, até o momento. Perda da visão impactou a rotina dos pacientes A perda da visão causou um grande impacto na vida dos pacientes que sofreram complicações. Ativos e independentes, muitos dos afetados precisam de ajuda dos parentes para tarefas comuns do dia a dia. Esse é o caso do senhor Genivaldo Batista de Souza, de 58 anos, que realizou o procedimento em busca de melhorar a qualidade da visão. Ele perdeu completamente a visão do olho direito e a do olho esquerdo foi prejudicada. “Era meu sonho de melhorar a visão. Estava embaçando, então eu falei: ‘vai melhorar’. Melhorou com a primeira aplicação, quando fui fazer a segunda, perdi minha visão. Aí ficou pior. Meu medo é de perder a outra visão”, desabafa. Genivaldo Batista de Souza, de 58 anos, realizou o procedimento e perdeu completamente a visão do olho direito. Reprodução/TV São Francisco Genivaldo mora sozinho e sustentava a própria casa antes da cegueira parcial. Atualmente, está sem renda porque não consegue trabalhar e depende da ajuda da filha para realizar tarefas domésticas. “Agora ele não pode mais trabalhar. Ele está com dificuldade para se locomover dentro de casa. Ele era uma pessoa muito ativa, ocupada na roça e agora não pode fazer nada”, lamenta Aline Pereira de Souza. O mesmo aconteceu com Creusa Felissima Souza da Silva, aposentada de 79 anos, que também perdeu a visão. A aposentada também era ativa, costumava viajar sozinha, cuidava do esposo que tem Alzheimer e agora precisa de ajuda para a maior parte das atividades do dia a dia. “É difícil para uma pessoa ter aquela liberdade de fazer tudo […] e hoje está parado. Tem hora que eu choro escondido deles. Eu caí num poço muito fundo viu”, lamentou. A aposentada Creusa Felissima Souza da Silva, de 79 anos, também perdeu a visão. Reprodução/TV São Francisco Relembre o caso Os pacientes foram atendidos em um mutirão oftalmológico oferecido pelo Hospital Ceom entre os dias 27 e 30 de março. Em nota, uma instituição de saúde informou que presta assistência aos pacientes e acompanha os casos. Um advogado que parte dos pacientes afirmou que representa comprometimento da visão em pelo menos um dos olhos após serem submetidos a aplicações intravítreas, procedimento que, segundo ele, é considerado seguro e de rápida execução. Em casos mais graves, houve necessidade de retirada do globo ocular. intercorrências, o órgão estadual suspendeu imediatamente o encaminhamento de novos pacientes para a unidade. No cumprimento do mandato de busca e apreensão desta terça-feira, foram apreendidos prontuários médicos e documentos que vão passar por análise técnica. Após o cumprimento do mandato na segunda-feira, a unidade afirmou que as autoridades foram recebidas na clínica e que no momento o conteúdo da diligência não poderá ser detalhado. As autoridades foram devidamente recebidas pela instituição, tendo a operação transcorrida de forma respeitosa, colaborativa e em diálogo constante, com especial atenção à natureza sensível dos documentos médicos. Durante a diligência, foi reiterada a importância da preservação do sigilo e do tratamento adequado das informações de saúde dos pacientes. Em respeito ao sigilo legal que envolve procedimentos dessa natureza, bem como às normas éticas aplicáveis, a instituição não pode detalhar o conteúdo da diligência neste momento. O CEOM reafirma que permanece à inteira disposição das autoridades competentes, colaborando de forma transparente com todos os esclarecimentos necessários, confiante de que a apuração permitirá uma compreensão adequada dos fatos. A instituição também reforça que segue prestando toda a assistência a pacientes e familiares, com acompanhamento contínuo dos casos, além de já ter iniciado a disponibilização de documentação periódica de prontuários a todos os solicitantes, nos termos da Lei nº 13.787/2018 e das normas vigentes do Conselho Federal de Medicina. No que se refere ao óbito recentemente noticiado, o CEOM esclarece que este ocorreu em outra instituição de saúde e que, até ao momento, não teve acesso à respectiva Declaração de Óbito, documento que se encontra sob responsabilidade dos familiares, sendo indispensável para qualquer análise técnica mais aprofundada do caso. O CEOM reitera seu compromisso com a ética, a segurança assistencial e o respeito aos pacientes”. LEIA TAMBÉM: Quase um mês após interdição, clínica oftalmológica segue fechada após denúncias de perda de visão de pacientes em Salvador Sobe para treze número de pessoas que perderam a visão após cirurgia de catarata em Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻[/gpt3]

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