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Ex-funcionário da Prefeitura de Niterói é preso por cafetinagem de mulheres trans

Por Redação
11 de fevereiro de 2026
Em Notícias
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Ex-funcionário da Prefeitura de Niterói é preso por cafetinagem de mulheres trans
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Ex-funcionário da Prefeitura de Niterói é preso por cafetinagem de mulheres trans
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Funcionário da Prefeitura de Niterói é exonerado após denúncia de suposta cafetinagem Um ex-funcionário da Prefeitura de Niterói foi preso nesta terça-feira (10) por agentes da 76ª DP (Niterói) por suspeita de cafetinagem de mulheres trans. João Vitor Nascimento da Cruz, de 44 anos e conhecido como Vitinho, foi alvo da Operação Ronda Sumbria. João Vitor foi funcionário da Prefeitura de Niterói na Administração Regional da Ponta da Areia até o início do ano. Nomeado em 10 de fevereiro de 2025, ele foi exonerado no dia 23 de janeiro, segundo a Prefeitura, por decisão administrativa. O g1 noticiou que a exoneração se deu logo após a denúncia de que ele atuou cobrando das mulheres trans que se prostituíam no Centro de Niterói há dois anos. As investigações tiveram início no fim de janeiro deste ano, após relatos de vítimas que atuavam na prostituição em condições de extrema vulnerabilidade. Ao g1, uma das mulheres contou que o local já era um ponto de prostituição e que há cerca de 2 anos o homem chegou na região cobrando “pedágio” e se dizendo “dono da rua”. Quem não pagasse a taxa semanal de R$ 120, era ameaçado, coagido ou agredido. Houve quem fosse expulso e proibido de se prostituir no local. A polícia diz ainda que o valor costumava chegar a R$ 150. “Diversas vezes ele alegava ter envolvimento com a delegacia local da cidade e extorquia um valor maior das meninas, chegando até a R$ 500. Ele as intimidava com arma de fogo, vídeos em frente à delegacia e áudios ameaçadores”, relata a vítima. Ex-funcionário da Prefeitura de Niterói é preso por cafetinagem de mulheres trans Reprodução A polícia aponta uma comparação de João Vitor na trama. Ela foi identificada pelos agentes como Hilary Oliveira Batista, de 45 anos, conhecida como Patrícia. Uma das vítimas, uma adolescente de 15 anos, relatada ter sido forçada por João Vitor. As investigações também apontaram que a violência realizava programas sexuais com as vítimas e era frequentemente vista circulando armado em seu veículo, realizando rondas para intimidá-las e manter o controle da área, segundo a polícia. João Vitor Nascimento da Cruz foi indiciado por crimes de extorsão, rufianismo qualificado e submissão de criança ou adolescente à prostituição ou à exploração sexual. Somadas, as penas previstas ultrapassaram 28 anos de reclusão. Segundo uma das vítimas, ele também costumava ser local mesmo sem ser dia de cobrança para saber quem estava trabalhando. “Ele agrediu, descia com arma de fogo para intimidar, chegando a enforcar duas meninas pelo não pagamento”, contou a testemunha. Ameaças e agressões Em um áudio atribuído pelas testemunhas a ele, o homem diz: “Eu só quero que você pague a rua, tá todo mundo pagando, você tem que se virar e pagar também. Se tá ruim para você, amanhã você não desce mais”. Depois, ele admite as agressões, de forma homofóbica: “Bicha igual a você eu tô fora, porque vocês agendas arrumam problema. Quando eu agarro vocês pelo pescoço, fala que eu sou covarde”. Uma das denunciantes disse que ele era amigável no primeiro momento, mas que depois passou a atuar de forma intimidatória com ela, andando armado, com faca e com taco de base. Em seu depoimento à polícia, ela também diz que ele planejou sexo com ela e não pagou pelo programa. Todos os depoimentos incluíram agressões físicas e ameaças para quem não pagasse. Uma das meninas que relata ter sido forçada tinha 15 anos. O caso é acompanhado pela vereadora de Niterói Benny Briolly, que encaminhou o caso para o Ministério Público. Ela também oficiou a prefeitura para que tomasse conhecimento da situação. Vereadora que ajudou a denunciar o caso: ‘Direitos humanos não se negociam’ “O processo de denúncia é sempre muito doloroso, porque você tem que lidar com vítimas de tamanha crueldade. Estamos solicitando apoio psicológico e financeiro para essas mulheres, porque muitas delas vão precisar deixar de trabalhar, e precisamos de apoio para que haja a permanência da segurança alimentar delas”, afirma o parlamentar. “É preciso que haja uma humanização. Essas meninas não estão ali porque querem, mas porque querem sobreviver em um sistema que as exclui do sistema de trabalho e as força, historicamente, a buscar a prostituição como meio de sobrevivência”, aponta Briolly. Benny Briolly Reprodução Benny Briolly destacou que a exploração de corpos trans é uma violência cruel que precisa ser enfrentada com investigação rigorosa, políticas públicas, fiscalização, acolhimento e ação direta do poder público. “Travestis e mulheres trans merecem dignidade, oportunidades, proteção e o direito básico de existir sem medo”, defende. A vereadora reafirmou ainda seu compromisso político e institucional: “Enquanto eu estiver eleito, nenhum corpo trans será violado, explorado ou silenciado. Nosso mandato é instrumento de defesa, resistência e transformação. Direitos humanos não se negociam”. O artigo 230 do Código Penal brasileiro diz que “tirar benefícios da prostituição alheia, participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerce” é crime passível de prisão de 1 a 4 anos e multa. A pena aumenta se o crime por homicídio mediante violência, grave ameaça, fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a manifestação livre da vontade da vítima. Com o agravante, a pena vai de 2 a 8 anos de cadeia, sem prejuízo da pena correspondente à violência. Procurada, a prefeitura disse que “o ex-funcionário foi exonerado, por decisão administrativa, do cargo de encarregado na Administração Regional da Ponta da Areia. Ele havia sido nomeado em 10 de fevereiro de 2025.”
Funcionário da Prefeitura de Niterói é exonerado após denúncia de suposta cafetinagem Um ex-funcionário da Prefeitura de Niterói foi preso nesta terça-feira (10) por agentes da 76ª DP (Niterói) por suspeita de cafetinagem de mulheres trans. João Vitor Nascimento da Cruz, de 44 anos e conhecido como Vitinho, foi alvo da Operação Ronda Sumbria. João Vitor foi funcionário da Prefeitura de Niterói na Administração Regional da Ponta da Areia até o início do ano. Nomeado em 10 de fevereiro de 2025, ele foi exonerado no dia 23 de janeiro, segundo a Prefeitura, por decisão administrativa. O g1 noticiou que a exoneração se deu logo após a denúncia de que ele atuou cobrando das mulheres trans que se prostituíam no Centro de Niterói há dois anos. As investigações tiveram início no fim de janeiro deste ano, após relatos de vítimas que atuavam na prostituição em condições de extrema vulnerabilidade. Ao g1, uma das mulheres contou que o local já era um ponto de prostituição e que há cerca de 2 anos o homem chegou na região cobrando “pedágio” e se dizendo “dono da rua”. Quem não pagasse a taxa semanal de R$ 120, era ameaçado, coagido ou agredido. Houve quem fosse expulso e proibido de se prostituir no local. A polícia diz ainda que o valor costumava chegar a R$ 150. “Diversas vezes ele alegava ter envolvimento com a delegacia local da cidade e extorquia um valor maior das meninas, chegando até a R$ 500. Ele as intimidava com arma de fogo, vídeos em frente à delegacia e áudios ameaçadores”, relata a vítima. Ex-funcionário da Prefeitura de Niterói é preso por cafetinagem de mulheres trans Reprodução A polícia aponta uma comparação de João Vitor na trama. Ela foi identificada pelos agentes como Hilary Oliveira Batista, de 45 anos, conhecida como Patrícia. Uma das vítimas, uma adolescente de 15 anos, relatada ter sido forçada por João Vitor. As investigações também apontaram que a violência realizava programas sexuais com as vítimas e era frequentemente vista circulando armado em seu veículo, realizando rondas para intimidá-las e manter o controle da área, segundo a polícia. João Vitor Nascimento da Cruz foi indiciado por crimes de extorsão, rufianismo qualificado e submissão de criança ou adolescente à prostituição ou à exploração sexual. Somadas, as penas previstas ultrapassaram 28 anos de reclusão. Segundo uma das vítimas, ele também costumava ser local mesmo sem ser dia de cobrança para saber quem estava trabalhando. “Ele agrediu, descia com arma de fogo para intimidar, chegando a enforcar duas meninas pelo não pagamento”, contou a testemunha. Ameaças e agressões Em um áudio atribuído pelas testemunhas a ele, o homem diz: “Eu só quero que você pague a rua, tá todo mundo pagando, você tem que se virar e pagar também. Se tá ruim para você, amanhã você não desce mais”. Depois, ele admite as agressões, de forma homofóbica: “Bicha igual a você eu tô fora, porque vocês agendas arrumam problema. Quando eu agarro vocês pelo pescoço, fala que eu sou covarde”. Uma das denunciantes disse que ele era amigável no primeiro momento, mas que depois passou a atuar de forma intimidatória com ela, andando armado, com faca e com taco de base. Em seu depoimento à polícia, ela também diz que ele planejou sexo com ela e não pagou pelo programa. Todos os depoimentos incluíram agressões físicas e ameaças para quem não pagasse. Uma das meninas que relata ter sido forçada tinha 15 anos. O caso é acompanhado pela vereadora de Niterói Benny Briolly, que encaminhou o caso para o Ministério Público. Ela também oficiou a prefeitura para que tomasse conhecimento da situação. Vereadora que ajudou a denunciar o caso: ‘Direitos humanos não se negociam’ “O processo de denúncia é sempre muito doloroso, porque você tem que lidar com vítimas de tamanha crueldade. Estamos solicitando apoio psicológico e financeiro para essas mulheres, porque muitas delas vão precisar deixar de trabalhar, e precisamos de apoio para que haja a permanência da segurança alimentar delas”, afirma o parlamentar. “É preciso que haja uma humanização. Essas meninas não estão ali porque querem, mas porque querem sobreviver em um sistema que as exclui do sistema de trabalho e as força, historicamente, a buscar a prostituição como meio de sobrevivência”, aponta Briolly. Benny Briolly Reprodução Benny Briolly destacou que a exploração de corpos trans é uma violência cruel que precisa ser enfrentada com investigação rigorosa, políticas públicas, fiscalização, acolhimento e ação direta do poder público. “Travestis e mulheres trans merecem dignidade, oportunidades, proteção e o direito básico de existir sem medo”, defende. A vereadora reafirmou ainda seu compromisso político e institucional: “Enquanto eu estiver eleito, nenhum corpo trans será violado, explorado ou silenciado. Nosso mandato é instrumento de defesa, resistência e transformação. Direitos humanos não se negociam”. O artigo 230 do Código Penal brasileiro diz que “tirar benefícios da prostituição alheia, participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerce” é crime passível de prisão de 1 a 4 anos e multa. A pena aumenta se o crime por homicídio mediante violência, grave ameaça, fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a manifestação livre da vontade da vítima. Com o agravante, a pena vai de 2 a 8 anos de cadeia, sem prejuízo da pena correspondente à violência. Procurada, a prefeitura disse que “o ex-funcionário foi exonerado, por decisão administrativa, do cargo de encarregado na Administração Regional da Ponta da Areia. Ele havia sido nomeado em 10 de fevereiro de 2025.”[/gpt3]

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