Esquema da farinha: dono de padaria foi morto após se recusar a comprar produto de distribuidora ligada à milícia, diz polícia
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Milícia e tráfico transformam comerciantes e clientes em reféns no Rio de Janeiro A recusa em comprar farinha de um fornecedor imposto por criminosos teria custado a vida de um comerciante na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, Rafael Oliveira Braga foi assassinado em março do ano passado após resistir às exigências de um esquema que obriga os comerciantes a adquirir produtos de distribuidores ligados a grupos de criminosos. O caso é relatado pelo investigador como um dos exemplos mais graves de violência empregada para garantir o controle da venda de mercadorias em comunidades dominadas por milícias e facções. De acordo com a polícia, Rafael foi morto em frente à própria padaria depois de se negar a comprar farinha de trigo de empresas associadas ao esquema. Dois homens apontados como membros da milícia foram indiciados pelo crime. Rafael Oliveira Braga se decidiu comprar farinha. Fantástico Monopólio do crime O Fantástico mostrou detalhes sobre o avanço de um modelo de exploração econômica que, segundo comerciantes e autoridades, transformou produtos básicos em fonte de arrecadação para grupos de criminosos. Proprietários de padarias relataram que deixaram de ter liberdade para escolher fornecedores e passaram a ser obrigados a comprar farinha de distribuidores determinados pelos agressores. Segundo relatos obtidos durante a investigação, a imposição não se limita à escolha do fornecedor. Os comerciantes afirmam que recebem quantidades maiores do que solicitados e são obrigados a deixar a mercadoria. Quem tenta descumprir as regras pode sofrer ameaças e retaliações. A exploração da farinha tem impacto direto em um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros: o pão francês. Donos de estabelecimentos afirmam que passaram a pagar mais caro por produtos de qualidade inferior, o que acaba sendo repassado ao consumidor final. Para o investigador, o assassinato de Rafael expõe como a disputa pelo controle de mercados considerados legais se tornou uma importante fonte de receita para organizações criminosas. Além da farinha, as investigações apontam para a atuação de grupos criminosos na comercialização de frango assado, água, gás, hortifrúti e outros produtos essenciais. O caso também evidencia o clima de medo enfrentado pelos comerciantes dessas regiões. Muitos evitaram denunciar o esquema de recebimento de represálias e afirmam que, na prática, perderam a liberdade de decidir quem comprar e o que vender. Monopólio do crime: tráfico e milícia controlam até quem fornece comida para mercados e padarias no Rio Prisões Na última quarta-feira, a Polícia Civil cumpriu 14 mandatos de busca e apreensão em endereços relacionados às empresas investigadas. Em um dos depósitos, os agentes encontraram produtos fora da validade e prenderam um homem em flagrante. Em outro local, foram identificadas condições precárias de armazenamento, com alimentos próximos às fezes de animais. As investigações apontam que o controle da venda de produtos gera uma importante fonte de renda para organizações criminosas. Segundo a polícia, os recursos abastecem a chamada caixa de guerra das facções e milícias, usada para compra de armas e manutenção do domínio territorial. Enquanto isso, os comerciantes relatam sensação de impotência diante das ameaças. “Eu te confesso, eu perdi a vontade de trabalhar. Em breve, se Deus quiser, eu passo minha loja. Você trabalha para eles, vira funcionário deles”, afirmou uma das vítimas ouvidas pelo Fantástico. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curto ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.
Milícia e tráfico transformam comerciantes e clientes em reféns no Rio de Janeiro A recusa em comprar farinha de um fornecedor imposto por criminosos teria custado a vida de um comerciante na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, Rafael Oliveira Braga foi assassinado em março do ano passado após resistir às exigências de um esquema que obriga os comerciantes a adquirir produtos de distribuidores ligados a grupos de criminosos. O caso é relatado pelo investigador como um dos exemplos mais graves de violência empregada para garantir o controle da venda de mercadorias em comunidades dominadas por milícias e facções. De acordo com a polícia, Rafael foi morto em frente à própria padaria depois de se negar a comprar farinha de trigo de empresas associadas ao esquema. Dois homens apontados como membros da milícia foram indiciados pelo crime. Rafael Oliveira Braga se decidiu comprar farinha. Fantástico Monopólio do crime O Fantástico mostrou detalhes sobre o avanço de um modelo de exploração econômica que, segundo comerciantes e autoridades, transformou produtos básicos em fonte de arrecadação para grupos de criminosos. Proprietários de padarias relataram que deixaram de ter liberdade para escolher fornecedores e passaram a ser obrigados a comprar farinha de distribuidores determinados pelos agressores. Segundo relatos obtidos durante a investigação, a imposição não se limita à escolha do fornecedor. Os comerciantes afirmam que recebem quantidades maiores do que solicitados e são obrigados a deixar a mercadoria. Quem tenta descumprir as regras pode sofrer ameaças e retaliações. A exploração da farinha tem impacto direto em um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros: o pão francês. Donos de estabelecimentos afirmam que passaram a pagar mais caro por produtos de qualidade inferior, o que acaba sendo repassado ao consumidor final. Para o investigador, o assassinato de Rafael expõe como a disputa pelo controle de mercados considerados legais se tornou uma importante fonte de receita para organizações criminosas. Além da farinha, as investigações apontam para a atuação de grupos criminosos na comercialização de frango assado, água, gás, hortifrúti e outros produtos essenciais. O caso também evidencia o clima de medo enfrentado pelos comerciantes dessas regiões. Muitos evitaram denunciar o esquema de recebimento de represálias e afirmam que, na prática, perderam a liberdade de decidir quem comprar e o que vender. Monopólio do crime: tráfico e milícia controlam até quem fornece comida para mercados e padarias no Rio Prisões Na última quarta-feira, a Polícia Civil cumpriu 14 mandatos de busca e apreensão em endereços relacionados às empresas investigadas. Em um dos depósitos, os agentes encontraram produtos fora da validade e prenderam um homem em flagrante. Em outro local, foram identificadas condições precárias de armazenamento, com alimentos próximos às fezes de animais. As investigações apontam que o controle da venda de produtos gera uma importante fonte de renda para organizações criminosas. Segundo a polícia, os recursos abastecem a chamada caixa de guerra das facções e milícias, usada para compra de armas e manutenção do domínio territorial. Enquanto isso, os comerciantes relatam sensação de impotência diante das ameaças. “Eu te confesso, eu perdi a vontade de trabalhar. Em breve, se Deus quiser, eu passo minha loja. Você trabalha para eles, vira funcionário deles”, afirmou uma das vítimas ouvidas pelo Fantástico. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curto ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.[/gpt3]

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