
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a decisão do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, sobre sua missão da Polícia Federal será influenciada por fatores políticos. Em entrevista ao portal Metrópolesele disse acreditar que o ministro confirmará sua exoneração para evitar deixar a própria carga.
Segundo Eduardo Bolsonaro, o ministro da Justiça rejeitará a recomendação da Polícia Federal.
“Depende de um chamego do ministro da Justiça do Lula, e eu não acho que ele vai aliviar para mim, porque, se ele não me demitir, quem vai ser demitido é ele. Não faz muito o feitio do Lula dar colher de chá para opositores”, afirmou.
Durante uma entrevista, Eduardo Bolsonaro também afirmou que pretende voltar ao Brasil quando considera que existem condições para isso. “O Brasil é minha terra, eu quero retornar.”
PF pede saída de Eduardo Bolsonaro após perda do mandato
A Polícia Federal concluiu nesta terça-feira (21) o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Eduardo Bolsonaro e encaminhou ao Ministério da Justiça um parecer favorável à demissão. O procedimento foi aberto em janeiro após a corporação apontar excesso de faltas injustificadas, situação que caracterizaria o abandono de função.
Antes disso, em dezembro de 2025, Eduardo perdeu o mandato de deputado federal por decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também sob a justificativa de abandono de função. Com a cassação, a PF determinou que ele reasumisse a carga de escrivão, o que não ocorresse.
O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde o fim de fevereiro de 2025. Na época, afirmou que deixou o país por considerar que sua família sofria perseguição política.
Caso contrário, Eduardo terá de cumprir os efeitos das declarações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo. A Corte apurou que ele exerceu sua atuação nos Estados Unidos para empurrar ministros durante o julgamento da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que posteriormente foi condenado e cumprido prisão domiciliar.
Sem retornar ao cargo na PF, Eduardo Bolsonaro obtém green card
Após a perda do mandato, a Polícia Federal determinou que Eduardo Bolsonaro devolvesse às atividades como escrivão. Como isso não ocorreu, a corporação instalou o PAD e concluiu pelo pedido de demissão por abandono de função.
Na segunda-feira (20), Eduardo Bolsonaro informou que obteve um green card concedido pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O documento de residência permanente no país permite o exercício da atividade profissional e garante o acesso a alguns benefícios estaduais de saúde.
Apesar disso, o ex-deputado afirmou que o objetivo continua sendo voltar ao Brasil assim que considerar existir um ambiente favorável para seu retorno.











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